Crítica: Rites Of Spring (2011) - Sessão do Medo

1 de março de 2016

Crítica: Rites Of Spring (2011)

(Crítica sem spoilers)

Hoje venho falar de "Rites Of Spring", que não considero popular, e que tinha tudo pra se tornar um filmaço!

"Rites Of Spring" conta a história de um grupo de sequestradores que raptam a filha de uma socialite rica, e a escondem em uma escola abandonada no meio do mato. Mas o sentimento de culpa acaba por atingir os sequestradores, dividindo o grupo e colocando seus planos em perigo. Tudo fica fora de controle quando o esconderijo mal escolhido se torna um terreno de caça para uma criatura misteriosa que exige sacrifícios rituais na primavera.

O que me fez assisti-lo? Foram os comentários afirmando que ele tem referências ao clássico "Olhos Famintos" que é um dos meus filmes favoritos da vida. E de fato tem sim, porém nem de longe podemos compará-los.

Logo na abertura aparece uma locução falando sobre jovens desaparecidos, fato que acontece só na primavera, e que até hoje os cadáveres não foram encontrados. E as referências não param por aí. Temos milharal, estrada deserta, o carro que aparece no filme é quase do mesmo modelo e cor (posso estar exagerando haha, mas digo que é uma leve referência) e uma cena em especial, lembra muito o momento em que os irmãos Trish e Derryl param na casa de uma simpática senhora pra pedir ajuda. A ambientação de maneira geral lembra muito, fora que a sinopse se aproveita disso.

                                                                       Essa é a cena

Bom, o que me faz não achá-lo totalmente um desperdício é o fato do roteiro ter uma ideia interessante na hora de trabalhar a história. O longa começa como algo voltado pro crime, e depois passa a ser um slasher daquele jeitão que já conhecemos. O roteiro alterna em mostrar duas amigas sendo sequestradas numa noite qualquer, e em outros momentos um grupo que decide sequestrar a filha de um ricaço, e ao longo do desenvolvimento é que as histórias irão se encontrar e fazer sentido pra quem assiste. Pra mim esse foi um grande diferencial. A narrativa que não é tão comum em um slasher.

Os pontos negativos são a "criatura" (que na verdade está mais pra um Jason de camelô), o excesso de personagens sendo claramente deletados porque o diretor não tinha mais nada pra fazer com eles, ou quis dar mais violência gráfica ao filme. Outro fator que me incomoda bastante é que a ideia inicial girava em torno de uma misteriosa criatura que ataca nas primaveras. Algo que foi muito mal trabalhado! E como já mencionei, acabou se tornando mais um slasher, e não algo sobre uma criatura.

Em contrapartida grande parte do elenco consegue segurar a barra, e atuar direitinho. Mas o destaque fica por conta da protagonista, a atriz Aness Ramsey (Sem Evidências, O Sinal). Era totalmente desconhecida por mim até então, e creio que tenha futuro na carreira. Temos também um rosto relativamente conhecido no elenco, o AJ Bowen (Você é o Próximo, The Sacrament, A Casa do demônio) entre outros...


O desfecho por sua vez não surpreende, porém não decepciona. Se não for muito exigente, tentar evitar pensar nos clichês ou algo do tipo, é quase certeza de que você vai aproveitar muita coisa do longa e até se divertir.

*Curiosidades: Segundo o "Boca do Inferno", o roteiro foi feite pra ser uma espécie de spin-off do temido "Olhos Famintos". Então não era da minha cabeça pirada todas as referências que encontrei!

Direção: Padraig Reynolds
Ano: 2011
País: EUA
Duração: 80 minutos

Por: Lu Souza

                                                                              
      





Trailer



Um comentário:

  1. O roteiro desse filme foi escrito para ser uma continuação direta do filme "Olhos Famintos", mas foi rejeitado. No fim das contas acabaram fazendo o filme sem o monstro dos "Olhos Famintos". Por isso você sentiu a familiaridade entre os enredos.

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