Crítica: Holidays (2016) - Sessão do Medo

16 de abril de 2016

Crítica: Holidays (2016)


Desde V/H/S, em 2012, um subgênero que vem crescendo muito no terror são as antologias. Desde lá, tivemos ABC's of Death, A Christmas Horror Story, All Hallow's Eve, Tales of Halloween, Southbound, entre outros. Apesar disso, esse subgênero existe no terror há um tempão. Caso fique curioso, temos ótimos exemplos como As Três Máscaras do Terror (1963), Olhos de Gato (1985), Creepshow (1982), Trilogia do Terror (1993), Contos da Meia-Noite (1997), Três... Extremos (2004) e Contos do Dia das Bruxas (2008).

A nova empreitada é Holidays, que procura trazer em forma de contos vários feriados, como Natal, Halloween, Páscoa, Dia dos Namorados, Dia de São Patrício, Dia das Mães, Dia dos Pais e até Ano Novo. Sem dúvidas, o projeto é interessante, apesar de grande parte desses feriados terem filmes próprios já feitos.


São em torno de 9 diretores envolvidos em 8 contos. O primeiro deles é do Dia dos Namorados, dirigido por Dennis Widmyer e Kevin Kolsch, dupla responsável por Starry Eyes (2014). Ele é bem simples e tem um pouco da estética do filme anterior dos dois. Na história, uma aluna tem uma paixonite pelo professor de natação e vive sofrendo bullying de um grupo de garotas, até resolver se vingar de uma delas.

O segundo é St. Patrick's Day, baseado no Dia de São Patrício, por Gary Shore (Drácula: A História Nunca Contada). É muito louco e até agora estou tentando entender o que aconteceu. Vou tentar criar um resumo da história mas é muito difícil. Nele, vemos uma professora e uma garotinha estranha que parece ser parte de um culto à lá The Wicker Man. No final, tudo é muito tosco e sem sentido.

O terceiro e, pra mim, o melhor do longa é o da Páscoa e foi dirigido por Nicholas McCarthy, diretor de Pesadelos do Passado (2012) e At the Devil's Door (2014). Foi curto mas bem interessante, nele vemos uma garota à espera da chegada do Coelho da Páscoa. Segundo sua mãe, ninguém nunca o viu nem nunca pode vê-lo, mas ela vê ao acordar de madrugada. A história mistura um pouco da religião cristã com um coelho muito bizarro.


O quarto é o Dia das Mães, dirigido por Sarah Adina Smith, de The Midnight Swim. Para mim, foi um dos contos mais fracos, por que simplesmente não atrai, a história muda de contexto e no final das contas, foi bem abaixo da média. Nele vemos uma jovem com uma condição estranha: toda vez que ela faz sexo, ela engravida, não importa se está usando camisinha ou usando pílulas. Para tentar se curar dessa "maldição", ela vai até um culto de mulheres no deserto, atrás de um método diferente da medicina tradicional.

O quinto é do Dia dos Pais, e foi dirigido por Anthony Scott Burns, que até agora não dirigiu nada notável, mas está contratado para dirigir um filme da empresa do Brad Pitt, Plan B Entertainment. É interessante de assistir, pois acompanha uma jovem que recebe uma fita de seu pai que, segundo sua mãe, morreu quando pequena, propondo um reencontro. Na fita, ele dá instruções de onde achá-lo.

O sexto é o Halloween, e o conto é dirigido por Kevin Smith, o Silent Bob, que agora dirige comédias de horror, como Seita Mortal e Tusk, além de outro projeto para estrear esse ano. Uma pena que o conto não é nada convidativo, fraco e sem graça. Acompanha três jovens que trabalham para um "web-cafetão", que administra um site onde elas se amostram nuas. Na noite de Halloween, elas resolvem se rebelar.


O sétimo é o conto de Natal, dirigido por Scott Stewart de Os Escolhidos (2013). É um conto até original e chega a ser um pouco engraçado. Estrelado por Seth Green (A Mão Assassina), ele mostra um pai que ao chegar atrasado numa loja, acaba perdendo para outro cara o último UVU disponível, um óculos de realidade virtual que ele iria dar para seu filho. Quando o mesmo tem um infarto no estacionamento, ele resolve roubar o óculos ao invés de ajudá-lo. No entanto, as experiências com o óculos podem se tornar reveladoras demais.

O último é o de Ano Novo, dirigido por Adam Egypt Mortimer, de Some Kind of Hate. Nele vemos um cara psicopata que entra em sites de encontro online para fazer suas vítimas. A mais nova dele é uma jovem interpretada por Lorenza Izzo (Canibais, Bata Antes de Entrar), a esposa do Eli Roth. O conto toma rumos diferentes do esperado e o resultado final é bastante satisfatório.

No geral, Holidays é apenas mais uma antologia do terror entre as milhares que são lançadas todo ano. Não há nada que o faça se destacar mais que as outras. Mas para quem curte, é uma boa pedida, com contos originais e divertidos. E pelo menos é melhor do que o Southbound (zZzzZ).

por Neto Ribeiro

Título Original: Holidays
Ano: 2016
Direção: Kevin Smith, Gary Shore, Matt Johnson, Scott Stewart, Nicholas McCarthy, Dennis Widmyer, Kevin Kolsch, Sarah Adina Smith, Anthony Scott Burns
Roteiro: John Hegeman, Tim Connors, Adam Egypt Mortimer, Kyle Franke, Aram Tertzakian
Elenco: Ava Acres, Jennifer Lafleur, Lorenza Izzo, Harley Morenstein, Harley Quinn Smith, Liv Roush, Andrew Bowen







Description: Rating: 3 out of 5

9 comentários:

  1. Páscoa é uma pequena pena prima.

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  2. Anônimo7/16/2016

    muito chato

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  3. Anônimo7/18/2016

    Horrível

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  4. Anônimo7/26/2016

    Nada a ver a maioria dos acontecimentos. Muito fraco! Esperava mais!

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  5. Anônimo9/26/2016

    Parece que os contos não tem um fim, vc fica ali parado olhando e se perguntando: e aí, acabou, cadê o fim??

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  6. E sem contar q nenhum conto tem um porque daquilo acontecer. É simplesmente o filme mais idioto e sem nexo que eu já assisti

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