Crítica: Medo em Cherry Falls (2000) - Sessão do Medo

8 de abril de 2016

Crítica: Medo em Cherry Falls (2000)


Quando você acha que já viu de tudo na vida, aparece produções como essa para provar que estamos errados. No gênero slasher, só há dois modos de ter êxito no filme: ou ele tem uma história original e bem trabalhada, ou ele pega os clichês e os reinventa. Cherry Falls, produção esquecida de 2000 meio que faz os dois, mas se destaca mais pela parte "original". Imagina aí, um serial killer aparece matando os adolescentes virgens da cidade! Acredita?

Eu já conhecia o filme só pelo nome mas não sabia sobre o que se tratava. Redescobri a pérola recentemente, pois o mesmo foi relançado lá fora em Blu-Ray pela competente Scream Factory e resolvi dar uma chance a ele.

Interessante comentar que no ano de lançamento, o filme foi barrado nos EUA por que o Órgão de Classificação Indicativa estava retalhando o longa inteiro com cortes, devido ao seu conteúdo meio ""bizarro"" - principalmente na cena final, que eu vou comentar mais abaixo. Resultado? A empresa resolveu vender o filme para um canal de TV, que o exibiu. No Brasil, Cherry Falls foi lançado em DVD e VHS na época.


Assim como os outros teen slashers da época, o filme começa já com personagens morrendo. No caso é um casal de namorados em um carro no meio da floresta, prestes a transar. Daí o assassino aparece e xablau. É uma abertura meio rápida mas conseguiu chamar minha atenção. Depois somos apresentados a protagonista sem sal, Jody Marken (interpretado por Brittany Murphy, ainda aproveitando o sucesso de As Patricinhas de Beverly Hills). Ela é filha do xerife da cidade (Michael Biehn), que se vê investigando a morte dos dois jovens do começo.

Após outro assassinato brutal, o Xerife estabelece uma conexão entre as mortes, sendo que os três jovens eram virgens. Durante uma conferência com os pais da cidade na escola, Jody (que estava vendo tudo escondida com um colega) é atacada pelo assassino... ou assassina. O visual é muito dela é muito estranho, com uma peruca morena grande e roupas pretas. Essa cena é a melhor do filme na minha opinião e tem boas perseguições.


Infelizmente, após ela, o filme perde a mão e só recupera um pouco já no final. Isso por que temos 40 minutos ou mais sem uma morte sequer, o que acaba desanimando um pouco. O roteiro focou na investigação da identidade da assassina - que aparenta ser uma jovem do passado da cidade que foi vítima de estupro. 

Com o caos instalado na cidade, o que é que os jovens resolvem fazer para se salvar? Sim, é esse absurdo que você deve estar pensando mesmo: uma orgia para tirar o cabaço de todo mundo! O mais engraçado não é a ideia, mas sim a cena em si, principalmente quando o assassino chega lá. Todo mundo semi-nu fugindo. E são tantas pessoas que chegam a quebrar uma escada!!!! Nessa cena também, não há nada muito explícito, mas no roteiro, o planejado era ter os jovens tudo transando embaixo de um grande lençol branco. Claro, isso foi cortado para não prejudicar o filme.

Por vezes, o filme parece mais uma paródia, uma sátira de filmes de terror, do que um próprio. Então se você fechar a cabeça, irá odiá-lo. Mas no geral, Cherry Falls é divertido e tem mortes boas. O que debilitou um pouco ele é que grande parte delas se encontram no começo ou no final, enquanto mal vemos o vilão durante o longa.
por Neto Ribeiro

Título Original: Cherry Falls
Ano: 2000
Duração: 89 minutos
Direção: Geoffrey Wright
Roteiro: Ken Selden
Elenco: Brittany Murphy, Michael Biehn, Gabriel Mann, Jay Mohr, Candy Clark, Jesse Bradford

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