Crítica: Do Outro Lado da Porta (2016) - Sessão do Medo

27 de maio de 2016

Crítica: Do Outro Lado da Porta (2016)

Cadê o demônio que tava aqui? 
Essa produção americana ficou meio famosa ao ser divulgada em alguns sites brasileiros como "o novo filme de terror com a Lori do The Walking Dead", rs. Não tive um mínimo de interesse no longa, já que aparentava ser mais do mesmo e eu já estou de saco cheio de filmes assim. No entanto, a curiosidade bateu agora que ele saiu e eu fui dar uma olhada.

De certa forma, Do Outro Lado da Porta é um filme sobrenatural que tenta a todo custo escapar dos clichês e da história contada trocentas vezes anteriormente por outros filmes do gênero, mas no final acaba caindo na mesmice. No entanto, há certo elementos interessantes que faz com que o filme não seja um desastre total. É na verdade um daqueles filmes que se você achasse zappeando na TV, terminaria nada demais, tipo "Tá, ok".

A já citada Lori de The Walking Dead é a ótima Sarah Wayne Callies. Eu tinha um pouco de preconceito com ela devido à sua personagem na novela de zumbis, mas comecei a admirá-la depois de conferir outros trabalhos dela. Aqui ela protagoniza no papel de Maria, uma mulher depressiva após a morte de seu filho, Oliver.

Abra a porta, Mariquinha..
Ela vive com seu marido Michael (Jeremy Sisto) na Índia há uns 6 anos e a história já começa após o incidente. Somos apresentados a ele através de um flashback, onde houve um acidente em que o carro em que dirigia com Oliver e sua filha mais nova, Lucy, caiu num rio. Infelizmente, Maria só conseguiu tirar Lucy do carro, levando ao destino fatídico do garoto. Desde então, ela esteve extremamente deprimida. Após uma tentativa de suicídio, Maria descobre uma forma de superar a perda.

Sua governanta, Piki (Suchitra Pillai-Malik) a conta sobre a existência de um templo, próximo à vila onde ela cresceu, no qual você pode falar pela última vez com os mortos. Maria então vai até o templo. Tudo que ela tem que fazer é levar as cinzas do filho, derramá-las na frente do local e se trancar dentro dele. A regra fundamental é que ela não deve abrir de jeito nenhum a porta, tendo o diálogo apenas através dela.

No entanto, Maria acaba sendo enganada pelo espírito do seu filho e o que ela faz? Se você pensou "abre a porta", você está certo. Ao voltar para sua casa, coisas estranhas começam a acontecer e a partir daí você já sabe.


O grande problema de De Outro Lado da Porta é que ele desperdiça muitas coisas em troca de um filme básico e genérico ao extremo. Sua premissa podia ter sido bem utilizada como foi feita com o voodoo em A Chave Mestra ou outros filmes que usam mitologia de forma original. E apesar de se passar na Índia e ter aspectos das crenças de lá, o filme soa mais americano do que outros que se passam na América!

Entre jumpscares (alguns bem feitos), cenas bizarras envolvendo uma guardiã do portal dos mortos (interpretada inclusive pelo Javier Botet, famoso por fazer criaturas bizarras como a menina Medeiros em Rec, a Mama em Mama e as fantasmas vermelhas em A Colina Escarlate) e um final batido mas interessante, o filme é só um passatempo clichêzado que perdeu a oportunidade de fazer algo diferente e novo no mercado.
por Neto Ribeiro

Título Original: The Other Side of the Door
Ano: 2016
Duração: 96 minutos
Direção: Johannes Roberts
Roteiro: Ernest Riera, Johannes Roberts
Elenco: Sarah Wayne Callies, Jeremy Sisto, Javier Botet, Sofia Rosinsky, Suchitra Pillai-Malik

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