Crítica: Floresta do Mal (2007)


Três anos depois de lançarem o Pânico na Floresta, a Fox resolveu lançar uma sequência, principalmente depois do gancho deixado no final do primeiro. Eles só não imaginavam que dariam corda para outras 4 sequências horríveis de assistir. No entanto, na minha opinião, só o primeiro e esse se salvam na franquia. Não que esse seja algo fantástico. Mas é ainda divertido e tem uma história meio coerente pelo menos.

Crítica: Pânico na Floresta (2003)

Floresta do Mal (Wrong Turn 2: Dead End) foi lançado direto em DVD, diferente de seu antecessor. Lembrem-se que lá em 2007, os DVDs ainda faziam bastante sucesso e o famoso Torrent não era tão usando quanto hoje. Portanto, para a surpresa deles, o filme vendeu e muito. 

Para continuar a história, sem prejudicar a cronologia do anterior, o roteiro da dupla Turi Meyer e Al Septien fizeram algo bem criativo. A ideia de que os participantes de um reality show estariam sendo mortos numa floresta deixou o filme bem chamativo. Apesar de tal ideia já tenha sido realizada em filmes como por exemplo Halloween: Ressurreição ou O Olho Que Tudo Vê. No entanto, o novo ambiente e a família canibal dá um ar de novo na história, que se torna bem divertida, cheia de gore e efeitos práticos (coisa que se perdeu nos filmes seguintes, com sangue feito em CGI e dilacerações falsas pra baralho).


Robin e Hood

A abertura bem original traz uma das participantes do reality show indo até o set. No meio da estrada, ela atropela acidentalmente alguém. Quando desce do carro para verificar, ela acaba sendo atacada pela pessoa, que é na verdade um dos canibais da família deformada. Sem esperar, ela acaba se deparando com outro canibal, que brutalmente a rasga em dois verticalmente com um machado. A cena é cheia de gore e muito bem feita. Muitos não sabem, mas inicialmente, quem iria fazer essa cena era a Elisa Dushku, a protagonista Jessie do primeiro filme, mas acabou não rolando.

Depois disso, somos apresentados aos personagens do reality, que é um tipo de Survivor numa floresta em West Virginia (a mesma do filme anterior, onde trocentas pessoas desapareceram mas ninguém nunca achou nada, rs). O apresentador é um ex-coronel da marinha, Dale Murphy (Henry Collins, He Never Died). Os participantes variam: Tem a gótica conceitual Nina (Erica Leerhsen, O Massacre da Serra Elétrica e Bruxa de Blair 2), o ex-jogador Jake (Texas Battle, Premonição 3), uma ex-combatente Amber (Daniella Alonso, O Retorno dos Malditos), um skatista Jonesy (Steve Braun) e a modelo Elena (Crystal Lowe, também de Premonição 3 e Natal Negro). Há também a produtora do reality, Mara (Aleksa Palladino, A Seita), que substitui a que foi morta no início, além do showrunner M (Matthew Currie Holmes).

A ação começa quando Nina e Mara resolvem explorar a floresta. Logo elas acham o quê? Uma cabana. Assim como no primeiro, elas são surpreendidas quando os donos chegam e elas tem que se esconder, mas acabam presenciando algo bizarro. No caso, uma deformada dar luz a seu filho. Muito nojento, rs.

Tripas com cuscuz.

A partir daí, a família resolve sair matando geral. Algumas mortes são até criativas e algumas bem gráficas, com corpos explodindo até uma flechada que acerta duas pessoas no olho. Outras são bem idiotas, como a Crystal Lowe (nua, nada que não tenhamos visto antes, rs) tem suas costas esfaqueadas por uma deformada. O grande show de sangue vem no final, quando os sobreviventes encontram um galpão onde A Grande Família vive. Vemos desde o jantar sendo preparado, com direito a cabeça decepada e tripas na mesa até os deformados num grande triturador que leva os dejetos a barris transbordando de sangue e miolos, detalhes que remetem à O Massacre da Serra Elétrica.

Para minha surpresa, vi que no Rotten Tomatoes o filme tem 78% de aprovação, enquanto o primeiro (que é claramente o melhor de toda a franquia) tem apenas 41%. Apesar de divertido, o filme sem dúvidas tem suas falhas, falhas essas que se repetiram nas sequências, já que os roteiristas acharam que o sucesso de vendas se repetiria. As mortes exageradas e a falta de suspense que tanto tinha no primeiro são os principais defeitos que se tornariam constantes no resto da franquia.

por Neto Ribeiro

Título Original: Wrong Turn 2 - Dead End
Ano: 2007
Duração: 93 minutos
Direção: Joe Lynch
Roteiro: Turi Meyer, Al Septien
Elenco: Erica Leerhsen, Henry Rollins, Texas Battle, Kimberly Caldwell, Crystal Lowe, Aleksa Palladino, Daniella Alonso, Steve Braun, Matthew Currie Holmes