Crítica: Pieces - O Terror da Serra Elétrica (1982) - Sessão do Medo

11 de setembro de 2016

Crítica: Pieces - O Terror da Serra Elétrica (1982)


You don't have to go to Texas for
a chainsaw massacre!

Essa é a tagline oficial de Pieces, produção ítalo-hispânico de 1982, que foi lançada por aqui com o título pretensioso de O Terror da Serra Elétrica, que claro, faz referência à O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre, 1974), assim com a tagline, rs.

Pieces é um verdadeiro festival de gore, um slasher bagaceiro com requintes de giallo, que apesar de não sustentar a própria história por muito tempo, é um prato cheio para aqueles que gostam de filmes com muito, muito, muito sangue. Mas antes de tudo, que deixemos claro que esse não é um filme muito lógico. Ele é tosco, mas bem feito, então se for assistir, vá com essa ideia na cabeça.

A história começa em 1942, quando um menino chamado Timmy é flagrado pela sua mãe, montando um quebra-cabeças "adulto", com uma imagem de uma mulher nua. Ela surta e dá o maior carão nele, que revoltado, acaba a desmembrando com um machado (que ninguém sabe de onde ele tirou, rs). Quando a polícia chega, o garoto fala que um cara chegou e matou a mãe.

40 anos depois, o cenário é uma universidade. Em pleno meio dia, uma jovem é brutalmente degolada por uma serra elétrica. O culpado: ninguém have a clue. Inicia-se então uma investigação liderada pelo Detetive Bracken (Christopher George), mas não demora muito para mais uma vítima aparecer, dessa vez, na piscina do campus. Kendall (Ian Sera) iria se encontrar com a moça no local e logo vira suspeito, mas começa a ajudar na investigação, onde logo percebem que sempre falta um pedaço do corpo de cada vítima.


Enquanto o assassino faz mais vítimas, mais personagens vão aparecendo na trama, como Mary (Linda Day), um ex-jogadora de tênis profissional que agora é policial e se infiltra na universidade como professora.

O ponto alto do filme são as mortes: todas bem feitas e caprichadas. Tem muita violência no filme nesse quesito, então pode esperar cabeças rolando, desmembramento, tripas e litros de sangue falso (que, choquem, é bem realista e não é laranja ou rosa demais, rs). Destaque para as mortes: a jovem pega o mesmo elevador que o assassino e tem seus braços decepados; e a famosa cena em que uma moça é cortada ao meio no vestiário.

O ponto fraco do filme é justamente o roteiro. Tudo bem, você não deve esperar grandes coisas de um slasher, mas realmente é bem fraco. Faltou um suspense para amarrar a história, para te deixar vidrado, sabe? A atuação também não ajuda, gerando cenas bem toscas, como a que Mary (após saber de outro assassinato), grita "Basstaaaaaarddd". Dá só uma olhada para ter noção:


A identidade do assassino nem é tão surpreendente e você consegue já sacar quem é um tempinho antes do fim, que aliás, tem outra cena tosquíssima, onde a obra final do assassino, que vinha montando um "quebra cabeça" humano, no estilo Frankenstein, volta a vida para castrar o protagonista!


Pieces é uma pérola. Não, não é um bom filme de terror. Mas é um bom filme de terror ruim, se é que vocês me entendem. É um daqueles filmes trash, exagerados e bagaceiros que você não deve assistir levando muito a sério (eu levei um pouco, admito).

por Neto Ribeiro

Título Original: Pieces / Mil Gritos Tienes la Noche
Ano: 1982
Duração: 89 minutos
Direção: Juan Piquer Simón
Roteiro: Juan Piquer Simón
Elenco: Christopher George, Paul Smith, Ian Sera, Edmund Purdom, Linda Day, Isabelle Luque



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