Crítica: Como Eu Morro (2016) - Sessão do Medo

17 de setembro de 2016

Crítica: Como Eu Morro (2016)


Há um tempinho eu atrás eu postei no blog o trailer de um filme que prometia ser "uma mistura de slasher com Premonição" e que tinha me deixado muito curioso. Tanto que nem terminei de ver o trailer (para entregar tanto). Mas convenhamos, um filme com tal descrição pode deixar qualquer curioso, nénom? Bom, o filme saiu e cá estou eu, trazendo a crítica pra vocês.

Então, o enredo acompanha um grupo de jovens tentando descolar dinheiro fácil. Para isso, eles se inscrevem para um estudo farmacêutico de uma nova droga de memória que pode curar o Alzheimer. Todos eles recebem a orientação necessária para ir a um complexo isolado da empresa, onde podem fazer os testes, que durarão cerca de 1 mês. Após tomar a primeira dose, nenhum deles poderão deixar o prédio, já que os testes são confidenciais. Portanto, celular, chaves do carro, etc, são todos coletados pela equipe.

Logo no primeiro dia, dois deles experienciam algo estranho: eles tem uma visão realista que logo em seguida se revela ser uma premonição, já que o que eles viram acontecem igualmente em seguida. Claro, a princípio parece ser apenas um efeito colateral inofensivo. No entanto, quando a noite chega e os jovens são deixados sós no prédio, a coisa começa a pegar.


A nossa protagonista, Anna (Virginia Gardner, Projeto Almanaque) prevê que todos irão morrer quando um tipo de gás for liberado no quarto. Assustada, ela pede para sair mas é sedada. O resto dos mocinhos, interpretados por Nathan Kress (iCarly), Kiby Bliss Blanton (The Green Inferno) e Mark Furza, acabam presenciando um assassinato, se dando conta de que talvez as visões de Anna fossem reais.

O filme então pega um rumo típico de filmes slashers. O assassino fazendo vítimas um a um, perseguições, mortes, etc. Aliás, isso me deixou muito animado. Não se faz mais slashers hoje em dia, só tem filme sobrenatural nos cinemas, então parecia que eu ia matar minha sede. No entanto, o filme toma mais um rumo diferente, o que fez com que meio que estragasse o filme.

Então, o assassino também havia tomado a mesma droga que os jovens e podia ver o futuro, portanto tudo o que os jovens faziam, o assassino já tinha visto em suas visões. Calma, isso não é spoiler. Tem no trailer e na sinopse oficial. Voltando aqui... Não que isso seja essencialmente ruim. É interessante, criativo e me fez lembrar de Caçadores de Mentes (2004). O problema é que o roteiro acaba tendo problemas em conciliar tudo na história e acaba prolongando, enrolando demais as coisas.


A gente se depara com um filme que deveria ter pelo menos uns 10/15 minutos a menos, diálogos mais trabalhados (a extensão da história deixa muitas cenas "preguiçosas") e um final melhor elaborado. Isso por que tudo tinha muito potencial, mas não alcançou o máximo dele. Para se ter uma noção, além da história toda ser interessante, ainda temos algumas tomadas legais mas mal aproveitadas. Ex: um dos personagens tem duas visões diferentes de seu destino e não sabe qual é a verdadeira.

O elenco não faz feio. A protagonista Virginia Gardner faz a típica garota certinha; Nathan Kress talvez seja o melhor do elenco e soube aproveitar seu personagem; Mark Furze faz o do contra do grupo; e Kirby Bliss Blanton a "patricinha". O dente podre foi o Ryan Higa, que fez o idiota piadista. Descobri depois que ele é um youtuber famoso nos EUA. Talvez seja o único motivo dele estar no cartaz do filme (!!!). Em uma cena em particular do filme, os personagens dizem a ele que "fulano e cicrano estão mortos" e ele age da maneira mais patética possível.

Tell Me How I Die é um exemplo perfeito de ideia cheia de potenciais e uma execução mediana. O filme tinha N possibilidades e apenas metade delas foram aproveitadas. Apesar de tudo, achei que vale a pena dar uma conferida.



por Neto Ribeiro

Título Original: Tell Me How I Die
Ano: 2016
Duração: 107 minutos 
Direção: D.J. Viola
Roteiro: James Hibberd
Elenco: Nathan Kress, Virginia Gardner, Kirby Bliss Blanton, Ryan Higa, Mark Furze, Ethan Peck, William Mapother, Mark Rolston


5 comentários:

  1. Anônimo1/02/2017

    Terminei de ver o filme agora, e como escritora, acredito que o filme poderia ser mais trabalhado como um livro, achei o filme maravilhoso até a metade, logo depois tudo passa a virara um bagunça e todas as minhas expectativas (que eram muitas) não foram atingidas, principalmente depois daquele final que na minha opinião foi péssimo, acredito que aquele foi o único momento em que a protagonista fez o papel daquelas mocinhas idiotas. Achei que o final poderia ter sido mais desenvolvido, ja que até agora não anunciaram um segundo filme. Concordo plenamente com o que você disse, o filme tinha uma ideia inicial perfeita, tinha tudo pra ser cinco estrelas, o unico problema foi que não desenvolveram da maneira certa, alem disso, encontrei diversos erros no cenário e algumas coisas que não ficaram explicadas, por exemplo, como a Anna achou o liquido do experimento tendo procurado numa estante em uma escada? Porem a ideia do filme foi mais que perfeita.

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    1. Sim, tem cenas que o chroma key tá bem evidente (como as que haviam janelas ou a própria neve que foi inclusa digitalmente).

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    2. Ela pegou o "liquido" com o japa que foi assassinado no carro, o que ela pegou naquela estante foi apenas a seringa

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  2. cara tem um cena no carro com o maluco do charuto, nunca vi um efeito especial tão tosco na minha vida, até chegar na parte final quando ele sem encontra com o colega dele pqp kkkk filme sem final, parece que virou modinha agora

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  3. Ola Neto como vai?
    Li toda sua critiva sobre o filme antes de assistir, e juro que você aguçou minha vontade ver o filme.
    Achei o Filme bom, claro, com muito clichês, mas faz parte encher linguiça hahah.... Você tem somente esse blog? Ele mostra notificação? Ou voce tem Facebook, Instagram? Enfim, amo filmes, até mais que séries.
    Abs

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