Crítica: Morgan - A Evolução (2016) - Sessão do Medo

6 de dezembro de 2016

Crítica: Morgan - A Evolução (2016)


Marcando a estreia diretorial do Luke Scott, cujo pai é o Ridley (diretor de diversos filmes famosos como Alien - O Oitavo Passageiro, Blade Runner, Gladiador, Prometheus, Perdido em Marte...), Morgan é uma mistura de ficção científica e suspense que conta com um elenco estelar formado por rostos conhecidos como Kate Mara (Quarteto Fantástico), a nova queridinha de Hollywood Anya Taylor-Joy (A Bruxa), Rose Leslie (Game of Thrones), Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados), Michelle Yeoh (Memórias de uma Gueixa), Toby Jones (Wayward Pines) e Paul Giamatti (A Dama Na Água).

Prometendo trazer um pouco do clima característico do pai em Alien (1979), Morgan trazia uma simples premissa: uma conselheira de gestão de riscos (Mara) investiga uma falha de uma experiência de inteligência artificial chamada de Morgan (Taylor-Joy). Infelizmente, a falta de uma direção segura e um roteiro superficial são as verdadeiras cruzes no túmulo do filme.


Como falei lá em cima, há um elenco bastante grande, ou seja, bastante personagens. Tais personagens fazem parte da rotina da história, por viverem num complexo científico escondido na floresta. Todos eles convivem com Morgan, a terceira tentativa aparentemente bem-sucedida da experiência. Um dia, Morgan ataca brutalmente a Dra. Kathy (Jennifer Jason Leigh), resultando na perda de um olho da médica.

Quando a empresa que sustenta o experimento sabe do caso, envia Lee (Kate Mara), uma especialista que irá analisar o acontecimento, podendo cancelar ou não o projeto com base nos resultados. Todos sabem que Lee é um risco e tentam defender ao máximo a criação-título, que é bastante próxima dos cientistas, chegando a ser referenciada como "filha".

Como esperado, após uma série de eventos, Morgan tem um surto, colocando a integridade física e a vida de todos ali presentes. O ideal seria que os personagens ficassem presos no lugar enquanto a "garota" os perseguia, certo? Pelo menos essa foi a minha expectativa. Isso é o que acontece quando você não vê o trailer todo por medo de ter algum spoiler! 


O filme viaja para uma direção contrária à essa premissa clichê que eu tinha em mente e fui apto a aceitar isso muito bem. É uma jogada meio estranha que o roteiro dá. Não há tempo de trabalhar ela por que a Morgan sai fazendo suas vítimas feito um filme slasher e depois disso há o final que traz algo interessante mas que não salva o restante do longa. É nessas horas que você pensa: "um clichê faria maravilhas à essa história".

Os milésimos personagens não são bem desenvolvidos e todos parecem sem almas, assim como a dita personagem-título. Quando eles começam a morrer, você não sente nem um pouco de remorso por que você não chegou a conhecê-los à ponto de se importar com os seus destinos. Essa é uma das principais falhas da produção.

O elenco faz o que pode. Kate Mara interpreta uma protagonista sensata e calculista e Anya Taylor-Joy se saiu bem no papel de Morgan. Os veteranos Toby Jones, Michelle Yeoh e Paul Gimatti também se destacam nas suas curtas aparições, assim como o elenco suporte, que não fede nem cheira. Talvez a pessoa que eu gostaria de ter visto mais foi a Jennifer Jason Leigh. Uma puta atriz desperdiçada num simples cameo desse.


A direção de Luke Scott soa meio insegura. Ele tenta trazer um pouco do clima de Alien para a tela mas não há muito espaço para isso por que o filme logo troca a facilidade científica por uma floresta aberta, o que tira um pouco do suspense da história no terceiro ato e faz parecer mais um filme de ação do que o proposto.

Morgan seria lançado nos cinemas brasileiros mas devido à baixa arrecadação de bilheteria, provavelmente sairá direto em DVD. Não digo para não assisti-lo, até por que não é de todo ruim. Mas foi um pouco decepcionante para mim, então se tens curiosidade de vê-lo, vá com expectativas baixas.

por Neto Ribeiro

Título Original: Morgan
Ano: 2016
Duração: 92 minutos
Direção: Luke Scott
Roteiro: Seth Owen
Elenco: Kate Mara, Anya Taylor-Joy, Rose Leslie, Toby Jones, Boyd Holbrook, Jennifer Jason Leigh, Michelle Yeoh, Paul Giamatti



Description: A falta de uma direção segura e um roteiro superficial são as verdadeiras cruzes no túmulo do filme. Rating: 2.5 out of 5

8 comentários:

  1. EU NÃO ESPERAVA NADA DESTE FILME MAIS ACHEI BEM MELHOR E ME AGRADOU MUITO MAIS DO QUE O péssimo "O HOMEM NAS TREVAS" QUE É UM BELO PLAGIO UMA COPIA FAJUTA DO GRANDE "O QUARTO DO PÂNICO"

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    1. Copia fajuta de o quarto do panico ???? Acho que vc nao se deu o trabalho de assistir nenhum dos dois filmes, pra falar uma besteira dessas. Dont Breathe ja pode ser considerado um dos grandes filmes do genero. A boa recepçao de critica e publico prova isso.

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  2. Não gostei, se eles já tinham a "melhor" (o filé de lagartixa) por que tentaram fazer outros 3? Perda de tempo lamentável.

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  3. Anônimo2/25/2017

    Ainda nao lançou
    Muita demora!!!

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  4. eu curti. achei bem soltinho também, cheio de ator desperdiçado, a JJL péssima, aliás. mas amei Kate Mara (sempre amo), e achei um filme bonito. como eu não sou o público-alvo de filmes derivados do sci-fi, pra mim funcionou.

    (só pra ser chata, no comentário de 28.12, a pessoa sabe que Quarto do Pânico e Don't breathe são dois filmes diferentes, né?)

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    1. Sim Quéroul eu sei! Meu comentário em resposta num comentário que o Danilo disse que Don't Breath era uma cópia de quarto do pânico.Mas compreendo que da forma que escrevi, ficou confuso de entender.

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  5. Na verdade o filme me lembrou o de um outro diretor Alex Garland, Ex-Machina. Um pai que desenvolve a inteligência do ser/robô, só que esse tem mais integrantes, a inteligência que supera a do ser humano, sempre. Só que a Morgan foi "contida" já Ava, vai conhecer o mundo num final feliz, onde a robô foge e vai conhecer o mundo...

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