Crítica: O Quarto dos Esquecidos (2016) - Sessão do Medo

30 de dezembro de 2016

Crítica: O Quarto dos Esquecidos (2016)


Estreado nos cinemas brasileiros no fim de Novembro, essa produção leite com pera estava no limbo há dois anos, por conta de problemas financeiros da produtora, a Relativity Media (que fez o processo parecido com O Sono da Morte e o ainda inédito Kidnap com Halle Berry). Finalmente lançado e com zero expectativas, O Quarto dos Esquecidos faz jus à o seu título original: "The Disappointments Room", que significa O Quarto das Decepções.

Filme sem alma, sem criatividade e completamente esquecível, traz a mesma premissa de sempre: uma família se muda para uma casa nova, onde a moça (Kate Beckinsale) é arquiteta e planeja reformá-la. Ela encontra um quarto trancado na casa e começa a ver coisas bizarras na propriedade, sem ninguém acreditar nela.


Mesmo com a história clichê, ainda dava sim para tirar algo bom dela. Não seria algo como tirar água de pedra. Isso por que ela tem algo interessante e digamos que inédito: a história do quarto. Pode não ser muito interessante, mas parece que jogaram a história pro ar e decidiram terminar as coisas só pra cumprir um prazo, entendem?

O roteiro é assinado pelo metido à screenwriter Wentworth Miller (o Michael Scofield de Prison Break), que já escreveu o mediano Segredos de Sangue (2013). Aqui, o roteiro tem menos inspiração, sempre procurando saídas clichês e já esperadas, sem ao menos tentar dar uma animada na história.

A direção é de D. J. Caruso, que comandou o legalzinho Paranoia (2007), remake indireto de Janela Indiscreta (1954) estrelado por Shia LaBeouf. Apesar de ter feito um trabalho agradável no suspense lá, a direção dele não tira nem acrescenta. Mais genérica impossível.  O que resta é apenas a bela Kate Beckinsale, que não salva o filme e também tem uma atuação meio plastificada. Ou seja, tudo nesse filme é um desastre, gente!


Há uma constante tentativa de elaborar um suspense para segurar o público ou tecer uma trama psicológica, como os devaneios da protagonista Dana, traumatizada pela morte acidental de uma filha recém-nascida há anos atrás. Isso seria sem dúvidas um salvador do filme mas a falta de elaboração desse plot e o foco no tom sobrenatural joga tudo pelo ralo.

O final segura uma reviravolta esperada mas que poderia até aumentar a nota do filme. Entretanto, a falta de coragem e a escolha de um desfecho abrupto, superficial e inteiramente comercial foi o último prego no caixão.

Tenho realmente pena de quem pagou pra ver essa bomba. Se eu que tive que baixar me arrependi, não posso imaginar os que saíram da sala de cinema putos da vida por perder 80 minutos da vida vendo uma história tão sem sal como essa. Um ótimo candidato aos piores do ano!
por Neto Ribeiro

Título Original: The Disappointments Room
Ano: 2016
Duração: 92 minutos
Direção: D. J. Caruso
Roteiro: Wentworth Miller
Elenco: Kate Beckinsale, Lucas Till, Mel Raido, Duncan Joiner, Marcia de Rousse, Celia Weston



Description: Rating: 1 out of 5

2 comentários:

  1. Filme ruim. Começa até bem mas no meio em diante só chatice sem sentindo e um final que da raiva de ter perdido tempo com o filme.
    Só salva mesmo ver nossa Kate Beckinsale linda e maravilhosa como sempre.

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  2. "Filme ruim. Começa até bem mas no meio em diante só chatice sem sentindo e um final que da raiva de ter perdido tempo com o filme.
    Só salva mesmo ver nossa Kate Beckinsale linda e maravilhosa como sempre."

    FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DO COLEGA ACIMA, APENAS! perda de tempo. bem Zzzzz, assisti apenas pra ver a Kate e nada mais.

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