Crítica: Enjaulada (2016) - Sessão do Medo

27 de dezembro de 2016

Crítica: Enjaulada (2016)


Há algumas semanas noticiamos aqui no blog o trailer de Enjaulada (Pet), um suspense escrito pelo Jeremy Slater (fonte de obras duvidáveis como Renascida do Inferno, Quarteto Fantástico e a série O Exorcista), que envolveria um cara que resolve manter uma crush em cativeiro após sequestrá-la. Segundo críticas, o filme seria uma mistura de Menina Má.com (2005) com Garota Exemplar (2014). Embora tenha lido alguns elogios, sempre tento segurar minha imaginação para não criar expectativas. Até por que, a quantidade de filmes eu estraguei através deste método já está com as contas perdidas.

Lançado em VOD no último dia 2 de Dezembro, resolvi conferir sobre o que se trata. Como falei no breve resumo, Pet acompanha Seth (Dominic Monaghan, Lost), um rapaz solitário que trabalha num canil de cachorros. Um dia aleatório ele encontra Holly (Ksenia Solo, Orphan Black), uma mulher que frequentava à mesma escola que ele no ensino médio. Após uma conversa meio desconfortável, os dois se despedem.

Seth imediatamente começa a achar que houve algo entre os dois e procura sempre se reencontrar com a moça, apesar dela nunca lembrar do indivíduo toda vez que o vê. Depois de uma confusão que acaba em briga, Seth resolve sequestrá-la. Criando no porão do canil um esconderijo, ele aprisiona Holly.


Seria muito fácil o filme seguir por essa premissa batida, correto? No entanto, Pet traz algumas reviravoltas interessantes no roteiro. Se tem curiosidade de ver o filme, sugiro que pule os próximos parágrafos pois haverão spoilers.

Então, Holly tem uma amiga, a Claire (Jennette McCurdy, iCarly). Depois de aprisionada, Holly alucina, conversando com as paredes como se fosse a Claire. É então que descobrimos que nunca houve uma Claire. Na verdade houve, elas eram amigas mas Holly a matou num acidente de carro após descobrir que a mesma havia dormido com o seu namorado.

Desde então, Holly começa a matar pessoas aleatórias (mendigos, caras que encontra no bar, etc) e faz suas mortes parecerem acidentes. Enquanto a seguia, Seth presenciou um dos assassinatos e foi por essa razão que decidiu trancá-la, para que de alguma forma conseguisse curá-la da psicopatia.

É um caminho bem tomado, ter os papéis invertidos e trazendo uma nova personalidade à uma personagem "falsa" que construímos desde o início do filme. O "x" da questão talvez esteja em dois fatores: apesar de apresentar conceitos interessantes, o roteiro de Jeremy Slater perde um pouco a mão próximo ao final; a direção de Carles Torrens (Apartamento 1303) falha em passar qualquer tipo de suspense ou tensão psicológica no terceiro ato.


Dominic Monaghan e Ksenia Solo desempenham bem os seus papéis e carregam grande parte do filme nas costas. Solo, principalmente, se mostrou uma ótima surpresa, pois eu não a conhecia e pelo trailer não imaginei que ela se sairia tão bem, ofuscando bastante o parceiro de cena.

O fato do roteiro ter preguiça de não trabalhar a ideia faz com que Pet se limite a apenas um filme de sequestro/cativeiro, até por que a reviravolta acaba não tendo tanto efeito assim. Apesar disso, ele consegue se sustentar como um thriller mediano, apesar de ter uns toques levados ao humor. Um filme que daria para assistir de boas de madrugada enquanto procura algo pela TV.

por Neto Ribeiro

Título Original: Pet
Ano: 2016
Duração: 94 minutos
Direção: Carles Torrens
Roteiro: Jeremy Slater
Elenco: Dominic Monaghan, Ksenia Solo, Jennette McCurdy, Nathan Parsons, Da'Vone McDonald

Description: Um filme que daria para assistir de boas de madrugada enquanto procura algo pela TV. Rating: 2.5 out of 5

2 comentários:

  1. Anônimo4/21/2017

    O que mais me impressionou foi a vagabundo voltar pro namorado cafajeste igual toda vez. Conta assumida

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