Crítica: Resident Evil - A Extinção (2007) - Sessão do Medo

29 de janeiro de 2017

Crítica: Resident Evil - A Extinção (2007)


Com O Capítulo Final, sexto e último filme da franquia Resident Evil, chegando aos cinemas, resolvi maratonar todos os filmes e percebi que o terceiro, A Extinção, estava sem uma crítica aqui no blog. Antes de começar a falar sobre ele, vamos fazer uma pequena retrospectiva, como se estivéssemos em 2007.

Bom, 5 anos antes, o primeiro Resident Evil tinha estourado nos cinemas e fazendo o pessoal se interessar em adaptações de games, já que antes dele, poucos filmes do tipo tinham caído no gosto do público. O filme em si não era uma adaptação fiel dos jogos, ele tinha uma história independente e que não era muito ruim, tanto que o primeiro filme é o melhor da franquia até hoje.

A sequência, Apocalipse (2004), foi lançada dois anos depois, mais focada na ação, ainda que houvesse elementos do survival horror. O filme apresentou dois grandes personagens dos jogos, a Jill Valentine (interpretada pela Sienna Guillory e que é a protagonista feminina dos jogos) e o vilão Nemesis, um monstrengo mutante desenvolvido pela Umbrella. O filme terminava com a protagonista dos filmes, nossa querida Alice (Milla Jovovich), sendo resgatada por Jill e outros sobreviventes do longa. Era esperado que o terceiro filme desse sequência à história, mas A Extinção daria início a uma série de erros nas continuações, com personagens faltando e lacunas na história que eram simplesmente esquecidas.


A Extinção se passa cinco anos após o fim de Apocalipse. O T-virus já havia se espalhado pelo mundo e transformado grande parte da população mundial em zumbis. Rios secaram e a terra ficou desértica. Nossa história segue três plots: Alice sozinha pelo deserto; um comboio de sobreviventes liderado pela Claire Redfield (Ali Larter), marcando sua estréia na franquia; e o Dr. Isaacs (Ian Glein) na Umbrella).

Isaacs está tentando localizar Alice para pegar uma amostra de seu sangue, que se fundiu ao T-virus e pode ser a chave da cura. Claire Redfield viaja com seu comboio de cerca de 40 sobreviventes, entre eles, Carlos (Oded Fehr) e LJ (Mike Epps), ambos do segundo filme. Os caminhos dele se cruzam quando Alice os salva de um ataque de corvos infectados, acidentalmente dando ao Dr. Isaacs sua localização.


O detalhe mais bacana do filme é a mudança de locação. Fazer uma história de zumbis num clima Mad Max-iano é interessante (foi insistência do diretor) e com uma direção certa e roteiro inteligente, poderia ter saído o melhor filme da franquia, o que infelizmente não foi o caso. Ainda que entregue cenas bacanas e bem-feitas, como a dos corvos ou a que o bunker é aberto, mas no geral, senti que foi um filme desperdiçado e a culpa é do roteiro, pra variar.

A começar pela falta de respostas do capítulo anterior. Onde está a Jill? E a Angie? Só sabemos que Alice abandonou o grupo quando percebeu que a Umbrella a estava usando para monitorá-los, mas ficar nessas dúvidas e praticamente abandono de personagens (Jill pelo menos volta no próximo, já a Angie...) é irritante.


Depois, o filme dá a sensação de que está preparando terreno para um clímax grandioso mas que nunca chega, já que o confronto no final nunca parece algo conclusivo. A cena não é ruim, só não tem "alma" de final. Daí, vem o gancho para o quarto filme, que não é ruim, mas é mal aproveitado em Recomeço (2010). Mas isso é assunto pra o outro filme.

O que não podemos negar é que a Milla Jovovich é a alma da franquia e sem ela, os piores filmes não seriam nem aceitáveis. Aqui, ela se junta à ótima Ali Larter, no papel da personagem dos jogos Claire Redfield, que pode não estar em seu máximo potencial, mas está muito boa.

Pra finalizar, não posso dizer que A Extinção é o pior filme dos seis, pois eu realmente não vou com a cara de Recomeço, mas não é um filme que me agrade também. Mas se você é um daqueles que gosta da ação desenfreada da franquia, é uma boa pedida, pois é uma diversão garantida.

por Neto Ribeiro

Título Original: Resident Evil - Extinction
Ano: 2007
Duração: 94 minutos
Direção: Russell Mulcany
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Ali Larter, Ian Glein, Oded Fehr, Mike Epps, Spencer Locke, Ashanti, Christopher Egan

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