Crítica: Não Desligue (2017) - Sessão do Medo

29 de março de 2017

Crítica: Não Desligue (2017)


Eu costumo gostar muito de filmes no estilo de Quando um Estranho Chama (2006). Embora ele não seja um filme excelente, a sua pegada e sua premissa são interessantes quando bem trabalhadas (e parece que nunca realmente são). Não Desligue é um filme de suspense que havia sido lançado em alguns festivais em 2016 mas só chegou em circuito comercial em Fevereiro de 2016. Contando no seu elenco com teen stars como Gregg Sulkin (Faking It) e Garrett Clayton (King Cobra), o filme é uma versão mais extrema do filme anterior citado e que troca a protagonista indefesa por dois marmanjos adolescentes que se veem vítimas de um psicopata após uma pegadinha.

Os dois são Sam (Sulkin) e Brady (Clayton) fazem parte de um canal junto com alguns amigos em que ligam para pessoas desconhecidas passando trotes de mal gosto - um então é evidenciado na cena de abertura, estrelada pela Sienna Guillory (a Jill dos filmes Resident Evil). Ambos estão finalizando o ensino médio e os dramas adolescentes são mostrados de forma rasa (que bom) no início do filme, como Sam e sua namorada Peyton (Bella Dayne) estão enfrentando problemas no relacionamento.

Tentando esquecer um pouco tudo, a dupla resolvem tirar a tarde para encher a cara e fazer o que sabem de melhor: pegadinhas. No entanto, eles acabam se deparando com um individuo em particular que de alguma forma consegue as informações pessoais deles e que parece realmente disposto a "brincar" com os dois como forma de vingança. O dia de ambos vira um pesadelo quando eles percebem que o cara não está brincando.


O legal do filme é que ele não tenta ser nada inovador ou revolucionário, ele é apenas um filme que procura divertir quem procura um suspense descompromissado para passar o tempo. Para isso, ele usa e abusa de clichês pré-estabelecidos outrora em Halloween - A Noite do Terror (1978), Pânico (1996), Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997) e o já mencionado Quando um Estranho Chama (2006).

E mesmo com clichês, achei legal a ideia de terem tirado a "final girl" e substituído por dois amigos, já que não é algo que vemos com frequência em filmes deste estilo. Isso fez com que a história se desenvolvesse de uma maneira um pouco diferente do que seria se fosse uma moça no papel principal. No entanto, enquanto isso é um acerto, há um erro logo em contrapartida, que é a escolha dos atores.

Gregg Sulkin ainda faz um esforço para parecer convincente e não chega a fazer feio, mas o Zac Efron genérico, também chamado de Garrett Clayton, é tão plastificado que não consegue nem fazer uma expressão de dor quando vê seus pais nas mãos do cara no telefone. Algumas cenas são até comprometidas pela má atuação dele e que se fosse um ator mais competente, poderia ter aumentado até a nota do filme.


Por mais que não seja um dos melhores filmes do ano, peço que assistam Não Desligue sem compromisso e apenas como uma diversão passageira, o que realmente será. É um filme com falhas? Sim. Mas essas falhas tiram todo o propósito dele? Creio que não. Se vocês gostam de histórias desse tipo, irão curti-lo.

por Neto Ribeiro

Título Original: Don't Hang Up
Ano: 2017
Duração: 90 minutos
Direção: Alexis Wajsbrot, Damien Mace
Roteiro: Joe Johnson
Elenco: Gregg Sulkin, Garrett Clayton, Sienna Guillory, Bella Dayne


Description: Nada original mas divertido. Rating: 3 out of 5

Um comentário:

  1. Achei o filme legal! Nada que um fã do gênero não tenha assistido, como você disse clichê. O final é bem previsível é um filme para assistir sem compromisso nenhum mesmo. Garrett Clayton realmente tem uma atuação bem fraca certos pontos se fica na dúvida das ações dele pela falta de expressões.

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