Crítica: Amityville - Playhouse (2015) - Sessão do Medo

12 de maio de 2017

Crítica: Amityville - Playhouse (2015)

Se você passou dos 15 primeiros minutos, você foi longe. 

Amityville é uma daquelas franquias que se estendeu exageradamente, até o terceiro filme, a história era ambientada na foça casa da avenida Ocean, número 112. Depois a história focou em objetos amaldiçoados da casa que iriam parar nas mãos de famílias inocentes que sentiriam a fúria dos demônios de Amityville. Em 2005 fora feito um remake do filme original, refilmagem essa que é uma ótima experiência atualizada dos acontecimentos naquela estranha residência. Daí para frente, porcarias atrás de porcarias começaram a ser produzidas, e dentro desse saco de lixo está 'Amityville: Playhouse', também conhecido como 'Amityville Theater', o décimo quarto filme da franquia, incrível isso, não?

O longa é dirigido por John R. Walker que já havia feito vários trabalhos pequenos como ator, entre eles, como um figurante em 'A Mulher de Preto' de 2012. No elenco estão: Monèle LeStrat; Linden Baker; Kennie Benoit; Hollie Anne Kornik; Eva Kwok e Logan Russell... Todos estreando e encerrando as suas carreiras com esse filme. Como puderam notar, parece que o longa é algo bem armador, feito por fãs da história original de Amityville de 1979. E ainda estou aqui, na frente do computador tentando entender os motivos dele ser tão ruim para poder explicar para vocês o que se passou. O orçamento para esse projeto foi de 350 mil dólares, pode parecer pouco se pensarmos nos milhões gastos pelas empresas em filmes, mas depois de ver o longa, dá para perceber que é muito dinheiro.  


Filmado no Canadá e no Reino Unido, você não precisa ter visto os filmes anteriores para ver este, ele é independente. Primeiro de tudo, o filme não tem nada relacionado com a casa dos assassinatos, apenas a região que está e Amityville e algumas pequenas citações a respeito dos assassinatos. Após a morte de seus pais, Fawn Harriman acaba herdando um teatro abandonado que não funcionava há cinco anos, teatro esse que fica em Amityville. Então ela convida um grupo de amigos para se juntar a ela lá e explorar o local por todo um fim de semana, durante a aventura, uma vez dentro do prédio, algum tipo de força sobrenatural os aprisiona fechando as portas e as aparições surgem para assustá-los. Logo eles descobrem que o teatro é assombrado. Enquanto isso, o professor de Fawn analisa o teatro tentando fazer uma conexão com os acontecimentos na casa de Amityville.

Fawn (Monèle LeStrat) tem um namorado idiota com uma atitude odiosa e totalmente antagonista junto com Kyle (Linden Baker). Kyle tem um irmão da qual não se dão muito bem, Jevan (Logan Russell) que traz consigo um amigo, Matt (Kennie Benoit). A amiga de Fawn, Indy (Eva Kwok), também se junta ao grupo. Wendy (Hollie Kornick) é logo descoberto por Jevan; Ela saiu de casa e tem usado o teatro como um lugar para ficar. 


Sinceramente, não consigo pensar em nada para elogiar o filme: 

Trilha ruim: Chega a parecer que o filme foi feito para fazer dormir, a trilha que compõe o filme é melhor que muito remédio. 

Edição ruim: As conversas são feitas em ângulo desfavoráveis, em muitas partes estamos vendo o personagem de frente para a câmera como se ele falasse com você e não com o outro personagem.  

História ruim: Além de tornar o clichê uma piada de mau gosto, o filme não trás nada de novo e envolve um dos finais mais mal pensados da franquia inteira. Com situações que beiram o ridículo, nem risada ele consegue tirar do público, só raiva... Nesse quesito, pode chegar num momento em que você para e pensa: "Porque eu estou assistindo isso?". É nesse momento em que você percebe que a vida é curta e para de ver, e isso tudo, como disse no inicio da critica, nos primeiros quinze minutos.

Atuação ruim: É uma das piores coisas na película, todos os atores são indiferentes e não se esforçam para dar algo de qualidade, talvez porque saibam como o produto é ruim, parece que o diretor foi numa praça de alimentação de um shopping qualquer, fechou os olhos e apontou o dedo para quem ia atuar nele. Não existem argumentos que justifiquem ou que possam defender esse elenco tão péssimo.

Fotografia ruim: É tudo muito escuro, provavelmente para esconder os problemas orçamentais como figurino, ambientação e maquiagem, aliás, a maquiagem é asquerosa e quando a cena muda de cor, seja por alucinações ou flashbacks, as cores são muito fortes. Filmes da Syfy como: Sharknado e Lavalantula mereciam ganhar um Oscar perto disso. 

Para vocês terem uma ideia da bagaça, tem uma parte em que um dos amigos é possuído pela entidade, o rosto dele fica literalmente de cor cinza e a voz dele fica como a de um possuído, e todo mundo acha que aquilo é uma brincadeira dele e continuam agindo naturalmente como se nada estivesse acontecendo. A melhor parte é quando ficamos sabendo que água queima a cara dos possuídos... E não é água benta não. Vocês sabem aqueles filmes em que a maquiagem de ferida está de uma cor, na cena seguinte está de outra cor, depois volta para a cor original. Isso acontece muito aqui. 

Na verdade, não tem muito o que dizer desse filme, gostaria que ele tivesse algo, qualquer coisa, remotamente interessante para compartilhar com vocês, mas acho que pelo o que escrevi, já dá para ter uma noção, Amityville Playhouse é um buraco no fundo do poço. Na verdade, é tão ruim que em determinado momento começamos a se perguntar se não é algum tipo de piada satânica elaborada por algum tipo de hilaridade vertiginosa e demoníaca. Minha nota para esse filme é: 0.


Ficha Técnica:

Titulo: 'Amityvile Playhouse' ou 'Amityville Theater'.
Diretor: John R. Walker
Roteiro: Steve Hardy, John R. Walker

Elenco: Monèle LeStrat, Linden Baker, Kenneth Benoit, Hollie Anne Kornik, Eva Kwok, Logan Russell, Gary Martin. 

Sinopse: Após a morte trágica de seus pais, Fawn Harriman descobre que herdou um teatro na cidade de Amityville. Ela, junto com três amigos, decide passar o fim de semana na cidade. Enquanto isso, um de seus professores do Ensino Médio, começa uma investigação sobre o passado de Amityville.





Por: Michael Kaleel. 

Um comentário:

  1. Vários trabalhos como ator, entre eles como um figurante em A mulher de preto KKKKK eu ri demais

    Gente, que crítica maravilhosa. Esse filme cumpriu seu propósito de existência: me fez rir demais de você, Michael. Sinto muito pelo seu sofrimento kkk

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