Crítica: Horror em Amityville (2005) - Sessão do Medo

3 de junho de 2017

Crítica: Horror em Amityville (2005)


Eis aqui um dos poucos remakes de horror que conseguem ser tão bons ou superiores quanto o original. Já deu pra perceber que não sou um grande entusiasta de Terror em Amityville (1979), o primeiro filme da extensa franquia, certo? Considerado um clássico do gênero, eu realmente encontrei dificuldade em simpatizar com a produção, que apesar de ter bons atores em seu elenco, é arrastada e anticlimática, ganhando força apenas no final. Portanto não é de se surpreender que eu fosse dar meu voto para a refilmagem, que considero bastante superior, não apenas em relação ao filme original mas em relação à outros filmes. 

Horror em Amityville foi realizado numa época em que os remakes de filmes de terror começaram a bombar no mercado. O movimento foi impulsionado pelo ótimo O Massacre da Serra Elétrica (2003). Aproveitando-se do sucesso, Michael Bay e sua produtora Platinum Dunes, começou a assinar outros remakes. O segundo foi justamente esse e foi seguido por outros como A Morte Pede Carona (2007), Sexta-Feira 13 (2009) e A Hora do Pesadelo (2010).
A nova produção leva ao pé da letra o sentido refilmagem e não altera muito os eventos, já que acima de tudo, é uma nova adaptação do livro The Amityville Horror, que foi baseado no que aconteceu com a Família Lutz na verdadeira casa Amityville, segundo relatos. E isso pra ser sincero não é uma coisa ruim.


Como vocês já devem conhecer, a história acompanha uma família que compra uma nova casa por um preço abaixo do esperado na pequena cidade de Amityville, em Long Island. Embora seja uma grande casa, o preço é justificado pelo fato de que um ano antes, uma família tenha sido brutalmente assassinada lá dentro. George (Ryan Reynolds) e Kathy Lutz (Melissa George) não parecem se importar muito com isso, até por que passado é passado. Os três filhos de Kathy (Jesse James, Jimmy Bennett e Chloe Grace Moretz) não sabem dos eventos e tentam criar um laço mais forte com o novo padrasto.

No entanto, George começa a sofrer a estranha influência da casa, tendo visões e enjoos, se tornando involuntariamente agressivo. Estranhos acontecimentos também se dão início dentro da casa, como a filha mais nova falando com uma amiga imaginária e uma babá saindo de maca do local após uma assustadora experiência no closet. Cabe à Kathy entender o que está acontecendo e salvar sua família antes que o pior aconteça.

Embora não se destaque por ser um filme original, este remake se sai bem por ser um filme de horror divertido e cheio de sustos (que fiquei surpreso, ainda funcionarem comigo na revisada que fiz antes de escrever a crítica). É realmente um filme sobre casas assombradas genérico e tem tudo que outros já fizeram antes e depois. E logo hoje, onde a nova geração é criada com filmes como Invocação do Mal (2013), Sobrenatural (2011) e outros inferiores do tema, o filme pode não parecer muito diferencial. Mas me recordo bastante da primeira vez que o assisti numa sessão do Supercine há quase uma década e a primeira impressão realmente é a que pega. É um filme que cumpre o seu dever.


O filme também tem um clima soturno bem bacana, graças à bela fotografia, trilha sonora e outros aspectos técnicos. O diretor Andrew Douglas não manda mal, é uma pena que não tenha feito literalmente nada após o filme aqui. O roteiro assinado por Scott Kosar, responsável por O Massacre da Serra Elétrica (2003) e o thriller psicológico O Maquinista (2004), preza também esse desenvolvimento psicológico, acompanhando mais afundo a história por trás da casa e o processo que o George passa e adaptando bem os eventos do filme original.

No elenco ainda temos a estupenda Melissa George, uma das minhas atrizes favoritas dentro do gênero e que sempre é muito competente em seus papéis. Vocês podem conhecê-la de Cidade dos Sonhos (2001), Turistas (2006), 30 Dias de Noite (2008) ou Triângulo do Medo (2009). Ryan Reynolds, sempre conhecido por seus papéis em comédias, manda muito bem como George, mais do que o esperado. Segundo o mesmo, ele se distanciou das crianças no set para que as atitudes abusivas do personagem pudessem ser mais fáceis.

A franquia Amityville atualmente conta com 18 filmes lançados e mais 2 pra ser lançados. Embora tenha muitos capítulos, apenas 10 são canônicos já que a história é de domínio público então qualquer um pode fazer um filme sem se preocupar com os direitos.

por Neto Ribeiro

Título Original: The Amityville Horror
Ano: 2005
Duração: 90 minutos
Direção: Andrew Douglas
Roteiro: Scott Kosar
Elenco: Melissa George, Ryan Reynolds, Chloe Grace Moretz, Philip Baker Hall, Jesse James, Jimmy Bennett, Rachel Nichols


Description: Rating: 3.5 out of 5

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