Crítica: Christine - O Carro Assassino (1983) - Sessão do Medo

6 de junho de 2017

Crítica: Christine - O Carro Assassino (1983)


Recebendo apenas o titulo de 'Christine' nos Estados Unidos, o filme é baseado num livro de mesmo nome cujo autor é ninguém menos que Stephen King. Basicamente o romance narra a história de um carro, um Plymouth Fury 1958 chamado Christine, que, aparentemente, possui vida própria. A priori parece uma ideia 'boba', mas a forma de como é descrito o carro, e a relação do carro e seu dono e suas consequências, deixa tudo interessante e menos clichê, quer dizer... Quantos filmes de carros que tem vida e são assassinos existem por aí?

Em 1983 um filme baseado no livro fora feito. O diretor foi John Carpenter, responsável por clássicos como: 'Halloween' (1978), 'O Enigma do Outro Mundo' (1982) e 'Cidade dos Amaldiçoados' (1995). Só por esse diretor, já existia uma probabilidade enorme do filme ser bom. Em seu elenco estão: Keith Gordon ('Tubarão 2' de 1982), John Stockwell ('Turistas' de 2006) e Alexandra Paul ('Sharknado 4' de 2016).

A história começa em Detroit, 1957, numa de montagem de uma série de carros... Todos de cor branca, exceto um... Enquanto os créditos vão aparecendo no canto da tela ao som de 'Bad to the Bone', nós vemos os acidentes e mortes que sucederam durante a estadia do famoso carro na fabrica. Durante a projeção nós não vemos nem ficamos sabendo o porquê do veículo ser diferente ou porque ele possui consciência, isso não é ruim, afinal, as vezes é bom deixar algumas origens em aberto para a imaginação do público fluir. Uma curiosidade sobre essa cena é que, esse "nascimento" de Christine, foi escrita unicamente para o filme, ela não está presente no livro de Stephen King.

O adolescente Arnie Cunningham e um estudante tímido, desajeitado e com apenas um amigo, o atleta, popular e justo Dennis Guilder. No primeiro dia de aula, os dois se metem em problemas com uma gangue liderada pelo Buddy Repperton. Durante a briga, o rapaz briguento acaba sendo expulso, mas jurando dar o troco em Arnie.

Durante a volta para casa, Dennis dá carona ao amigo que acaba descobrindo "Christine", um Plymouth Fury vermelho e branco de 1957 que precisa de grandes reparos, na verdade, o carro velho nem de longe enxeria os olhos de uma pessoa, ele não passava de uma enorme lata de lixo, mas Arnie viu alguma coisa que o atraiu, ele simplesmente amou o carro e decidiu comprá-lo na mesma hora mesmo com os protestos de seu amigo. Mais tarde, na casa de Arnie, seus pais também são contra a ideia do filho de obter o veículo, por esse motivo, eles proíbem que Arnie deixe Christine na casa. Então o rapaz vai até uma garagem chamada "Faça Você Mesmo" cujo proprietário é o ignorante  Darnell, e deixa seu carro lá.   


Enquanto Arnie vai concertando o carro, ele não percebe que está se tornando uma pessoa arrogante e difícil de conviver. Ele começa a responder e ignorar seus pais que foram contra a compra de Christine desde o começo, se distancia de Dennis e começa a namorar Leigh Cabot, a garota nova que Dennis estava afim. Além disso, durante um jogo de futebol americano, o rapaz aparece com Christine que agora é um carro lindo que todo mundo gostaria de ter, quase como se fosse novo.

Dennis acaba sofrendo um acidente durante o jogo e é internado em estado grave, como consequência da lesão, ele acaba fraturando a perna de tal forma que ele nunca mais vai poder jogar novamente. Enquanto isso, a relação entre Arnie, seus pais, só pioram. Leigh também passa a se sentir mal com o carro de Arnie, ela alega que o carro vive tocando musicas dos anos 50 e quando eles estão fazendo sexo, o som fica mudo como se o carro estivesse com ciúmes. Após ela dar um tapa no carro, o veículo faz com que a moça quase morra sufocada dentro dele, ela foi salva por um homem que viu a situação e a tirou do veículo, depois disso, ela jurou que nunca mais entrava em Christine outra vez.

Por outro lado, Dennis descobre que o veículo possui um passado sombrio, ele vai até George LeBay (O homem que vendeu o carro para Arnie) que conta tudo sobre Christine e o seu irmão. O proprietário anterior, Roland LeBay, teve um trágico destino, tudo envolvendo Christine que o encegueirou fazendo com que ela fosse tudo para ele.

Um dos momentos mais legais do filme gira em torno do ato de vandalismo onde Buddy e sua gangue destroem completamente Christine como vingança. Arnie fica arrasado ao se deparar com o estado em que ficou o seu adorado veículo. Percebendo que o carro era muito importante para o filho, os pais de Arnie decidem comprar um carro novo para o rapaz, o problema é que outro carro não é Christine, ele não só repudia a ideia como xinga e "agride" seu pai... Aqui a confiança entre Christine e Arnie se torna mais intensa quando o carro finalmente mostra consciência para o rapaz, ela se monta sozinha e com o apoio de seu adorado dono, planejam a sua vingança.


Um a um dos membros da gangue de Buddy, vão sendo assassinados pelo veículo sedento por sangue. Embora existam mortes da qual algumas pessoas poderiam sobreviver, as cenas se tornam divertidas pela situação e pela trilha sonora impecável. A morte de Buddy é uma das melhores partes do filme. Tais assassinatos fazem com que o investigador Rudy Junkins investigue Arnie e Christine uma vez que a gangue de Buddy havia destruído o seu veículo.

Na véspera de ano novo, Dennis sai com Arnie e Christine depois de muito tempo, o proprietário do carro assassino está totalmente mudado, em nada lembra o tímido do começo do longa... Arnie está tão obcecado pelo carro que qualquer um diria que ele é capaz de matar por Christine, essa relação de amor é muito interessante no decorrer da projeção.


Arnie: Eu vou te dizer umas coisinhas sobre amor, Dennis. É um apetite voraz, que come tudo: Amizade, família... Quanto mais ele come, mais ele quer, mas eu te digo uma coisa. Se você o alimenta bem, ele pode ser uma coisa muito bonita. E é isso que nós temos, cara. Quando alguém acredita em você, consegue fazer tudo, qualquer coisa no universo, e quando você acredita nessa mesma pessoa, então mundo, tenha cuidado porque ninguém será capaz de nos impedir, ninguém!
Dennis: Arnie, você sente isso por Leigh?
Arnie: HAHAHA O que? É claro que não seu idiota, eu estou falando de Christine, cara. Ninguém nunca vai se meter entre eu e Christine...       

 Depois dessa experiência assustadora, Dennis e a namorada de Arnie, Leigh, tentam evitar que o pior ocorra com Arnie e percebem que o único jeito é destruindo Christine. Eles marcam um encontro com o carro no galpão onde ele ficava estacionado. A briga final começa. Uma parte bem interessante é que a perseguição final fica por conta de Leigh que luta para fugir da mira dos faróis de Christine. Dennis fica o tempo todo seguro dentro de uma retroescavadeira .

Bom, o final do filme é extremo, a morte de um dos personagens pode desapontar, mas como um todo foi oportuna. Ver Christine em ação é muito legal, assim como é bom analisar a história como um todo. Pessoalmente, quando uma obra de Stephen King é lançada, imagino logo a ideia de que o ser humano vai ser tão ou mais perigoso que o demônio em si. É uma ideia de que o ser humano é maior perigo do próprio homem, e esse filme não foge dessa ideia... Até que ponto o amor de Arnie por Christine pode chegar? É uma pergunta interessante que vai perseguir o público até o fim da projeção.

'O Carro Assassino' é um filme divertido, interessante, e por que não, um clássico? Muita gente adoraria ver o Plymouth Fury vermelho e branco de 1957 entrando em ação de novo, até porque o final dá gancho para uma continuação, mas ela nunca aconteceu, e talvez já tenha passado da hora de acontecer. O que nos resta é deliciar com as reprises do filme na televisão e nos deleitar com essa história louca e apaixonante. Nota: 7,0. 


Aqui vão algumas curiosidades:

- Kevin Bacon recebeu uma proposta para o filme, mas a recusou para estrelar Footloose - Ritmo Louco (1984).

- Brooke Shields e Scott Baio estiveram cotados para interpretar Leigh Cabot e Arnie Cunningham, respectivamente. Entretanto, os produtores originais deixaram o projeto e os novos resolveram escalar apenas nomes pouco conhecidos no elenco.

- Richard Kobritz, que havia produzido Salem's Lot (1979), telefilme baseado em livro homônimo de Stephen King, recebeu do escritor manuscritos de Christine, o Carro Assassino e de Cujo, para que avaliasse qual deles seria sua próxima adaptação para o cinema. Kobritz escolheu Christine, por considerar a história de Cujo muito simplória. Posteriormente ela foi lançada nos cinemas, em 1983.

Reunião do elenco em 2010.
- A popularidade de Stephen King na época era tamanha que a produção de Christine, o Carro
Assassino teve início antes mesmo da publicação do livro.

- As filmagens ocorreram entre fevereiro e 22 de abril de 1983.

- Caroline Paul, irmã gêmea de Alexandra Paul, gravou algumas cenas no lugar da irmã.

- Nos créditos iniciais o motor de Christine pode ser ouvido quando o título do filme surge na tela.

- Cerca de 13 carros "representando" Christine foram destruídos durante as filmagens. Ao todo 25 modelos foram usados.

- O detetive Rudolph Junkins, antagonista de Arnie Cunningham, também dirige um Plymouth Fury. A diferença é que o modelo do carro é de 1977 ou 1978.

- O sucesso do filme fez com que o 1958 Plymouth Fury, modelo de Christine, ficasse bastante popular.

- O filme exibido no drive-in é 'Até que Enfim é Sexta-feira' (1978).

- O roteirista Bill Phillips declarou que, tecnicamente, o filme não tinha violência o suficiente para justificar uma classificação R. Entretanto, os produtores temiam que, caso recebesse classificação PG, as pessoas não o assistiriam por achar de antemão que o filme era muito leve. Desta forma foram incluídas no roteiro algumas falas usando a palavra "fuck" e seus derivados, de forma a garantir a classificação mais alta.

- Bill Phillips e o roqueiro George Thorogood gravaram uma participação especial, na qual pressionavam Christine. Entretanto, ela foi retirada na versão final, já que ambos não atuaram muito bem.

- Foi Bill Phillips quem sugeriu que "Bad to the Bone", de George Thorogood, fosse a música tema do filme.

- A edição especial lançada em DVD contém 20 cenas extras.

- Seu orçamento foi de US$ 9,7 milhões.

Diferenças Entre o Livro e o Filme

-  A história no livro desenrola-se na fictícia cidade de Libertyville, estado da Pensilvânia. Já no filme a história ambienta-se no fictício bairro de Rockbridge, no estado da Califórnia.

- No livro Arnie usa óculos grossos e possui um severo caso de acne e espinhas no rosto.  Já no filme Arnie usa os mesmos óculos grossos, mas sua compleição facial está completamente limpa.

- O súbito "amor à primeira vista" de Arnie por Christine é o primeiro acontecimento em toda a história no livro. Já no filme acontece imediatamente após a cena da briga com Buddy Repperton no ginásio do colégio.

- No livro, Buddy descobre Christine por intermédio de seu amigo, Sandy Galton, que trabalha como porteiro do aeroporto onde Arnie estaciona seu carro. No filme, na cena da partida de futebol americano do colégio, minutos antes de Dennis sofrer o acidente que o deixaria por meses hospitalizado, Moochie Welch informa a Buddy, sentado nas arquibancadas, que descobriu onde Arnie guarda Christine.

- No livro esta cena acontece no pátio de estacionamento do Aeroporto Internacional de Pittsburgh. No filme ela acontece dentro da Garagem "Faça Você Mesmo" de Will Darnell, depois que Arnie deixa Leigh em casa após a quase morte da mesma na cena do drive-in.

- No livro, após Christine ser destruída pela turma de Buddy, Arnie chega a fraturar as costas no esforço de restaurar o carro (ficando similar a Roland LeBay com seu colete ortopédico para as costas). O odômetro do carro corre ao contrário como se fizesse Christine tornar-se nova em folha. No filme, apesar do odômetro correr ao contrário, o carro pode regenerar-se naturalmente.

- Acontece no meio do livro. Ao ser ameaçado por Buddy com um canivete automático, o próprio Arnie o ataca e o desarma (graças a uma distração provocada por Dennis), pondo fim à confusão. Em contrapartida essa parte ocorre ainda no início do filme. Dennis é obrigado a desarmar e derrubar Buddy com um soco, já que Arnie viu-se amedrontado e impotente diante do agressor.

- Existem diversos personagens secundários ou menores presentes somente na versão do livro, tais como Sandy Galton e Bobby Stanton (dois membros da quadrilha de Buddy Repperton), Ralph (primeiro desafeto de Arnie e Dennis por causa de Christine), Richard Mercer (amigo de Junkins na polícia) e Jimmy Sykes (zelador com ligeiro retardo mental na garagem de Darnell), dentre vários outros.Tais personagens são completamente inexistentes no filme.

- A imagem do cadáver pútrido de Roland LeBay, dono original do carro, aparece constantemente no livro, especialmente nos fatos tocantes a Arnie e Christine. A possessão de LeBay sobre Christine foi retirada, e o automóvel em si foi colocado como sendo a origem do mal, ao invés de LeBay.

- No livro, Dennis tem um Plymouth Duster 1975 na cor azul-marinho. Buddy tem um Chevrolet Camaro 1976 na cor azul-metálico que já sofrera duas capotagens prévias, segundo consta na história. E Darnell tem um Chrysler Imperial 1966 preto. Já no filme Dennis tem um Dodge Charger 1968 na cor azul-marinho. Buddy tem um Chevrolet Camaro 1967 na cor azul-metálico sem danos. E Darnell tem um Cadillac Coupe DeVille 1974 nas cores bege e marrom.

- No livro Christine é um Plymouth Fury sedã com 4 portas (isso porque, na época em que o livro foi escrito, o autor Stephen King não sabia que o modelo 1958 do Plymouth Fury não existia com 4 portas). No filme Christine é um Plymouth Fury coupé de apenas 2 portas (como na vida real).

- No livro a placa de identificação de Christine é branca da Pensilvânia registrada como "HY-6241-J". Já no filme a placa de identificação é amarela da Califórnia registrada como "CQB-241".

- O motor de Christine no livro é configuração de cilindros longos. No filme é configuração de carburação com barris 2x4.

- No livro Arnie compra o carro diretamente do próprio dono original, Roland D. LeBay, o qual
morre poucas semanas depois e cujo espírito apossa-se do automóvel. Roland usa um colete ortopédico para as costas. Arnie, sem ter dinheiro suficiente, pede 9 dólares de empréstimo a Dennis para completar o sinal prévio de 10% (US$ 25) exigido por LeBay, fazendo com que os dois amigos voltem no dia seguinte para finalizar a transação. No filme, quem vende Christine para Arnie é George LeBay, irmão mais novo de Roland já falecido, o qual também usa um colete ortopédico nas costas, tal como Roland no livro. Arnie faz a compra do veículo apenas com suas próprias economias, sem precisar do empréstimo de Dennis e sem que George exija qualquer sinal prévio.

- No livro, Veronica e Rita são, respectivamente, a esposa e filha de Roland LeBay. Ambas morreram dentro de Christine. No filme, a esposa de Roland teve seu nome trocado para Rita, enquanto o nome da filha nunca é mencionado.

- No começo do livro, Arnie e Dennis têm uma briga insidiosa com um homem chamado Ralph (citado logo acima) por Arnie ter estacionado Christine, que estava com um pneu furado, em frente à casa deste. Em virtude de ser um personagem existente somente no livro, esta cena foi omitida do filme.

- No livro, na estrada, após a cena do cinema drive-in, Leigh quase morre asfixiada com um pedaço de hamburger alojado em sua garganta. Quem a salva da morte é um hippie a quem Arnie deu carona anteriormente na estrada, ele quem faz uso da Manobra de Heimlich. No filme, a cena da asfixia de Leigh ocorre ainda no drive-in, e quem salva sua vida é um outro cliente do local que estava por perto.

- No livro Buddy Repperton e sua turma são amigos e clientes de Will Darnell em sua garagem "Faça Você Mesmo". No filme não existe qualquer relação de Buddy e seus comparsas para com Will Darnell.

- No livro, Welch é atropelado de frente e marcha-a-ré repetidas vezes por Christine. No livro, ao fugir de Christine, Welch se vê encurralado numa passagem estreita dentro de um pátio de empilhadeiras e acaba cortado ao meio pelo pára-choques do veículo.

- No livro, Christine causa um acidente com Buddy na estrada (o acidente mata Richie Trelawney e Bobby Stanton). Buddy ao sair dos destroços de seu Camaro vê o espectro de LeBay e morre ao ter seu coração perfurado por uma costela quebrada; Don Vandenberg é morto por Christine poucos dias depois da morte de Buddy. No filme, Christine persegue Buddy até um posto de gasolina e causa a explosão do local inteiro (matando Richie Trelawney e Don Vandenberg carbonizados dentro da loja em chamas). Envolto em fogo, o carro persegue e atropela Buddy, matando-o e queimando-o instantaneamente.

- No livro, Imediatamente após matar Don Vandenberg, Christine emboscou Darnell em sua própria casa de inverno, destruindo-a quase completamente para matá-lo. Christine matou Darnell por Arnie ter sido preso sob acusação de contrabando de cigarros, negócio escuso dirigido pelo próprio Darnell. O obeso homem é esmagado repetidas vezes por Christine, similarmente a Peter "Moochie" Welch. No filme, imediatamente depois da cena da morte de Buddy, Darnell acaba morrendo dentro da própria Christine. O carro desloca o assento do motorista para a frente, esmagando Darnell vivo entre o assento e o volante do carro. Darnell foi morto por descobrir que Christine é um veículo com vida própria.

- No livro, o detetive Rudolph "Rudy" Junkins, responsável por investigar as mortes de Buddy e seus amigos e a estranha ligação de Arnie e Christine aos assassinatos, morre num acidente misterioso provocado por Christine, e a investigação é posteriormente retomada por seu amigo, o também policial Richard Mercer.  No filme, Junkins permanece vivo até o final, inclusive aparecendo na última cena junto a Dennis e Leigh.

- No livro, Dennis e Leigh alugam um enorme caminhão-tanque na cor rosa-choque chamado Petúnia para destruir Christine. No filme Petúnia foi trocada por uma retroescavadeira escondida na garagem de Darnell. 

- No livro, na véspera do Ano Novo de 1979, Dennis passeia com Arnie em Christine. Durante a viagem, Dennis sofre outra viagem temporal aos anos 50, chegando inclusive a ver os espectros mortos das várias vítimas fatais de Christine. No filme, durante o passeio maldito, não há nenhuma volta no tempo ou imagens das vítimas de Christine, mas Dennis demonstra a Arnie o quanto está amedrontado com a influência nefasta exercida pelo carro sobre o amigo.

- No livro, a história termina deixando ao ar a questão sobre se Christine possui sua própria mente maligna ou se é controlada pelo espírito de Roland LeBay. No filme, o envolvimento de LeBay é reduzido, tendo então o carro em si como sendo totalmente maligno, sendo ele a principal influência sobre Arnie, inclusive, a canção de abertura do filme, Bad to the Bone ("Má Até Os Ossos" em inglês), cantada por George Thorogood, serve para enfatizar a mente diabólica do carro, que começa a fazer suas vítimas ainda na linha de montagem da fábrica.

- No livro, durante a épica batalha final com Christine, Michael Cunningham aparece morto dentro do carro, envenenado por monóxido de carbono; Arnie e Regina morrem dois dias depois, num acidente rodoviário supostamente provocado pelo fantasma de Roland LeBay. No filme, Arnie é atirado pelo pára-brisa de Christine e morre com uma forte hemorragia devido a um pedaço de vidro perfurando-lhe o estômago, enquanto que a Michael e Regina aparentemente nada acontece.

Ficha Técnica

Diretor: John Carpenter

Roteiro: Bill Phillips, baseado livro 'Christine' de Stephen King.

Elenco: Keith Gordon (Arnold "Arnie" Cunningham), John Stockwell (Dennis Guilder), Alexandra Paul (Leigh Cabot ).

Sinopse: Ela nasceu em Detroit... em uma linha de montagem automobilística. Mas ela não é um automóvel comum. No fundo de suas linhas clássicas vive uma alma maligna. Ela é Christine - um Plymouth Fury 1958 vermelho e branco que inclui entre os equipamentos de série uma terrível e inabalável vingança que destruirá qualquer um em seu caminho. Ela seduz o rapaz de 17 anos Arnie Cunningham (Keith Gordon) que se apaixona por seu corpo torneado e reluzente. Ela exige uma troca completa e inquestionável devoção. Quando estranhos procuram interferir, se tornam vítimas da ira aterrorizante de Christine.


Por: Michael Kaleel. 

4 comentários:

  1. Onde vocês assistem esses filmes? Fazem download? Há muitas críticas de filmes que me interessam aqui no site, mas que nunca tive a chance de assistir.

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  2. Clássico do 'Cinema em Casa' SBT da era 90's e 00's. Assisti tantas vezes que nem me passava pela cabeça uma análise do quanto o filme era obscuro na sua atmosfera.
    Fiquei surpreso de ver que o filme tinha tantas curiosidades.

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  3. Ótimo texto e principalmente das curiosidades. O revi ano passado num canal fechado e em alta definição.

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