Crítica: Jogos Mortais 3 (2006) - Sessão do Medo

30 de julho de 2017

Crítica: Jogos Mortais 3 (2006)


Lendas nunca morrem.

Após falar dos 2 primeiros capítulos dos Jogos Mortais, aqui estou eu, para comentar o terceiro filme, lançado em 2006. Esse foi o segundo filme da franquia ao qual eu assisti e o penúltimo acerto da série (ainda gosto do sexto).

No filme, acompanhamos Jigsaw (Tobin Bell) em um estado avançado de sua doença. Ele conta com a ajuda de sua aprendiz Amanda (Shawnee Smith), que sequestra a médica Lynn (Bahar Soomekh) para ajudá-lo com uma cirurgia, já que o mesmo não pode ir a um hospital. A mesma se encontra em um verdadeiro impasse quando percebe que não há equipamentos suficientes para fazer o que lhe é pedido. Enquanto isso, conhecemos outro personagem, o Jeff (Angus Macfadyen), um homem que perdeu seu filho atropelado em um acidente e que é o escolhido para um último jogo perverso do Jigsaw antes de sua morte.


Apesar de não ser um dos meus favoritos, este terceiro capítulo é sim um dos melhores da franquia. O que pode ser confuso pois ela mesmo não serve como parâmetro de qualidade. Como falei na crítica do primeiro, um grande acerto dele é desenvolver os personagens e fazer o público se conectar com os mesmos. Aqui, o roteiro de Leigh Whannell faz algo parecido, embora não seja à mesma altura, mas que ainda é eficiente, com dois protagonistas fortes e facilmente carismáticos.

Acho que o maior problema do filme é justamente as armadilhas, e por ventura, o roteiro. Foi nesse filme que a coisa começa a desandar. As armadilhas ficando cada vez mais surreais e difíceis de serem levadas a sério. A cena da mulher congelada é vergonhosa. Não consigo assistir aquela cena sem rir. Outra coisa foi o excesso de flashbacks, que tirou todo o clima do filme. Isso se tornou um dever e não uma função narrativa nas sequências. Aqui, se tivessem focado apenas no plot de Lynn e de Jeff, daria uma sensação mais tensa e mais claustrofóbica.

Shawnee Smith é um dos acertos da produção. A atriz dá a sua melhor atuação da franquia, quando sua personagem, Amanda, se mostra desequilibrada. Também mostra seu lado afetivo nas cenas em que mostra como ela se tornou aprendiz de Jigsaw, na época em que era viciada em drogas. Shawnee Smith é uma das melhores coisas que aconteceu na franquia.


Por fim, apesar das falhas, Jogos Mortais 3 é um bom filme, que deveria ter fechado a franquia, formando uma trilogia acima da média. Porém, a ambiciosidade dos produtores sobrepôs a qualidade, trazendo mais uma leva de filmes cansativos que só se salva apenas um, que nem é tão bom assim, o Jogos Mortais 6 (2009).

Curiosidades:

- Foi filmado em 32 dias.

- O cenário do banheiro dos filmes anteriores foi destruído, então os produtores do filme pediram para usar o cenário usado em Todo Mundo em Pânico 4 (2006).

- Tobin Bell e Shawnee Smith passaram semanas juntos antes das gravações para que o relacionamento entre Jigsaw e Amanda parecesse mais real.

- Internacionalmente, esse foi o filme que mais lucrou da franquia.

- Inicialmente, Darren Lynn Bousman e Leigh Whannell não queriam fazer o terceiro filme, mas aceitaram depois para fazer como uma homenagem à Gregg Hoffman, produtor dos dois primeiros filmes que morreu logo após a estreia do segundo.

por Neto Ribeiro
Crítica publicada em 10/01/15.
Título Original: Saw III
Ano: 2006
Duração: 108 minutos
Direção: Darren Lynn Bousman
Roteiro: Leigh Whannell
Elenco: Shawnee Smith, Tobin Bell, Angus Macfadyen, Bahar Soomekh, Dina Meyer

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