Crítica: O Sequestro (2017) - Sessão do Medo

8 de julho de 2017

Crítica: O Sequestro (2017)


Finalmente chegando aos cinemas americanos em Agosto, Kidnap é o novo suspense de Halle Berry, vencedora do Oscar em 2002 e também conhecida por interpretar Tempestade nos filmes X-Men. A moça é talentosíssima mas anda sumida e fazendo alguns filmes água-com-açúcar, como o competente suspense Chamada de Emergência (2013), onde ela interpreta uma atendente do serviço de emergência que tenta salvar uma jovem sequestrada das garras de um serial killer.

Aqui em Kidnap, embora o enredo seja diferente, temos um filme bem parecido, com a estrutura do roteiro sendo semelhante ao filme de 2013. Berry interpreta Karla, uma mãe divorciada que trabalha como garçonete para sustentar seu filho Frankie (Sage Correa). Num passeio à um parque de diversões local, Karla acaba passando por um pesadelo de toda mãe: Frankie é sequestrado. Desesperada, Karla entra em seu carro e segue o veículo em que o filho está sendo levado. 

O filme inteiro então acompanha Karla perseguindo sem descanso os sequestradores, com grandes sequências em estradas, que chegam à lembrar às de Chamada de Emergência. Há outras similaridades como o desfecho que remete um pouco, mas enfim, isso não é uma crítica, apenas uma observação.


O roteiro de Knate Gwaltney não é inovador ou algo do tipo, a intenção de ser um filme pipoca é clara e quem assistir querendo outra coisa além disso não tem um raciocínio bom. Como um thriller, Kidnap é ágil, cheio de adrenalina e não tem uma cena "chata", digamos assim, pois sempre há algo acontecendo. Em alguns pontos, o filme pode até parecer de ação, devido às corridas de carro e explosões, etc, mas a história ainda reserva bons momentos de suspense.

Eu realmente fui assistir esperando uma bomba, um filme tosco mesmo, mas me surpreendi pois na verdade ele é bem decente. Creio que Halle Berry seja bem responsável por isso, pois é uma atriz talentosíssima e subestimada, mostrando que até em trabalhos relativamente pequenos, ela dá o seu máximo, interpretando uma mãe guerreira e disposta a qualquer coisa para salvar seu filho.

Kidnap tem falhas sim. Para mim, foi um erro expor os vilões tão rapidamente. Creio que contribuiria para o suspense se a identidade deles não fosse um foco, pois daria uma camada mais real para a história. O erro foi um pouco compensado ao escalar atores não-conhecidos para os papéis, pois dá um ar de estranheza a mais.


Algumas informações e situações poderiam ter sido reduzidas, resumidas ou até removidas, mas creio que o roteirista queria encher um pouco a linguiça para completar o tempo mínimo de duração. [SPOILER] Há uns furos no roteiro, como na cena em que a gasolina do carro de Karla acaba e o sequestrador vai embora com o garoto, voltando segundos depois sem ele. Acontece que aparentemente a casa dele era próxima dali e a outra sequestradora, enganada pela protagonista e deixada para trás na cidade, já estava em casa!!!

Não há necessidade de se exigir mais de um filme como Kidnap e o seu papel de suspense rotineiro do Supercine, ele cumpre bem. É um thriller energético, ação desenfreada, Halle Berry ótima, drama bem desenvolvido e algumas cenas tensas. Tem suas falhas mas no final das contas é na média, pra quem curte tramas assim, é uma boa pedida.

PS: A Swen Filmes irá lançar o filme nos cinemas nacionais como O Sequestro ainda este ano!
por Neto Ribeiro

Título Original: Kidnap
Ano: 2017
Duração: 89 minutos
Direção: Luis Prieto
Roteiro: Knate Gwaltney
Elenco: Halle Berry, Sage Correa, Lew Temple, Chris McGinn, Dana Gourrier

3 comentários:

  1. Assisti agora e achei um filme chato!! A polícia só chega no final e ela virou uma verdadeira heroína. Vc muito generoso em ter dado três caveiras. Mas gosto é gosto.

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  2. Eu assisti esse filme já faz um tempo. Eu gostei, mas não achei nada de mais... na verdade achei muito exagerado as cenas na pista... acho que pecaram muito neste quesito, pois o filme perdeu de passar aquele sentimento "isto poderia acontecer comigo/alguém". Vi numa postagem no Facebook que esse filme passava muito mais tensão do que "Hush - A Morte Houve"... mas não... Vai ser difícil encontrar um filme que passe tanta tensão quanto Hush. Enfim, Kidnap é um filme mediano, mas dá pra assistir quando não se tem nada melhor pra se ver.

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  3. Anônimo8/18/2017

    Valeu pela grande figura e atuação da Halle Berry!Lembrando que ela tem mais dois filmes,também com K para esse ano que é:Kingmans e Kings!

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