20 curiosidades sobre "Mãe!" - Sessão do Medo

26 de setembro de 2017

20 curiosidades sobre "Mãe!"


Depois de muita expectativa, Mãe! (Mother!), novo filme do aclamado diretor Darren Aronofsky (de Réquiem Para um Sonho), chegou aos cinemas. Recebido com vaias e aplausos no Festival de Veneza, o longa é descrito como um terror psicológico no qual a vida de um casal (interpretado por Jennifer Lawrence e Javier Bardem) é abalada quando dois estranhos (vividos por Ed Harris e Michelle Pfeiffer) batem à sua porta em busca de abrigo. Como falamos na nossa crítica, é um filme grandioso que muita gente não saberá apreciar da forma correta.

Esperamos que o filme fosse lançado para lançar um post completo de informações interessantes, o Sessão do Medo foi atrás de vinte coisas que você provavelmente não sabia sobre Mãe! - o post contém spoilers, então é importante que só leia se tiver visto o filme!


01: A protagonista Jennifer Lawrence se dedicou tanto ao papel que, em uma das cenas mais tensas do longa, chegou a fraturar uma costela e sofrer de hiperventilação - aumento da quantidade de ar que ventila os pulmões, algo normalmente associado a ataques de pânico e crises de ansiedade.

02: Foi durante a produção de Mãe! que Lawrence e o diretor Darren Aronofsky começaram a namorar. De início, ele se mostrou cético em ter uma grande estrela num filme tão controverso mas ela se mostrou bastante interessada no projeto além de ser uma fã do seu trabalho.

03: Rumores e comentários de críticos indicam que o filme carrega fortes influências do clássico O Bebê de Rosemary (1968). Inclusive, um dos cartazes do longa é praticamente idêntico ao do terror dirigido por Roman Polanski. Também serviram de inspiração o livro Woman and Nature, publicado pela filósofa americana Susan Griffin em 1978, e o filme O Anjo Exterminador (1962), de Luis Buñuel. Ao ver o filme, é possível notar algumas semelhanças mas nada além disso.


04:
 A atriz Michelle Pfeiffer, que dá vida a um dos estranhos da história, declarou que não entendeu o roteiro da primeira vez que leu, mas que aceitou participar do filme por ter se interessado pela personagem.

05: Segundo Lawrence, ela jogou o roteiro no chão quando terminou de lê-lo.

06: O primeiro título do filme era Day 6 (Dia 6). Isto é provavelmente uma referência à Genesis, onde no sexto dia, Deus criou o homem.

07: É o primeiro filme de Darren Aronofsky a não contar com a presença do ator Mark Margolis. Desde Pi (1998), Margolis vinha participando de todos os projetos do diretor.

08: Como é perceptível saber pelos sobrenomes, os atores Domnhall Gleeson e Brian Gleeson são irmãos na vida real assim como no filme.

Lawrence e Aronosfky nos bastidores.

09: Aronofsky escreveu o roteiro em apenas cinco dias, uma gigantesca diferença comparado à seus outros filmes, que segundo ele, demoram anos para serem completamente escritos.

10: Antes das gravações, Aronofsky realizou ensaios com o elenco em um galpão por três meses para melhorar suas sensações de movimento e também da câmera. O resultado é bastante perceptível no filme já que a câmera é basicamente um personagem dentro da história, movendo-se sempre com fluidez e com poucos cortes.

11: Clint Masell compôs a trilha de todos os 6 primeiros filmes de Aronofsky, exceto por este. Jóhann Jóhannsson (A Chegada) seria o responsável, chegando a compor 90 minutos. Ao verem a trilha sincronizada com uma versão inicial do filme, ele e Aronofsky concordaram em não usá-la, trocando-a por sons mais orgânicos e incorporados nas cenas. A trilha de Jóhann pode ser ouvida nos trailers.

12: Durante a campanha de divulgação do filme, um mural recriando o poster principal do filme foi pintado na Austrália. O problema é que a pintura foi feita em cima de outra, criada por um jovem artista local. Aronofsky se desculpou ao descobrir sobre o mural anterior e a agência contatou o artista original, oferecendo recriar o painel!


13: A estilização em minúscula dos nomes dos personagens (e do título) é explicada nos créditos finais, onde todos os personagens são listados nesse estilo menos Ele (Javier Barden), sustentando a teoria de que o personagem é Deus.

14: A controversa cena de morte do recém-nascido causou problemas na distribuidora. A Twentieth Century Fox (e outros estúdios) recusou o roteiro por conta disto. A Paramount Pictures só aceitou mãe! ao saber de quem estaria no elenco.

15: O isqueiro do homem (Ed Harris) contém a runa Wendehorn. O símbolo representa "a cooperação entre as leis eternas da natureza, trabalhando de concordância uma com a outra."

16: Aronofsky diz que o ponto de exclamação no filme é referente ao terceiro ato.


17: O que o líquido amarelo que a mãe toma representa? Ninguém sabe. Aronofsky disse que levaria a resposta pra sua cova.

18: Aronofsky é ateu. Em seu último filme, Noé (2014), ele trabalhou com a religião como tema, gerando controvérsia ao adaptar a história bíblica sob uma nova visão. Assim como neste filme, Noé mostrava o Criador como um carácter impiedoso.

19: O diretor escreveu o roteiro pensando nos acontecimentos atuais do mundo. Em uma entrevista, ele falou o seguinte: "São tempos loucos para estar vivo. Enquanto a população mundial chega a quase 8 bilhões, enfrentamos questões sérias demais para o nosso entendimento: ecossistemas colapsando enquanto testemunhamos a extinção em uma taxa sem precedentes; as crises de migrantes perturbam o governo; um Estados Unidos aparentemente esquizofrênico ajuda a negociar um tratado climático histórico e meses depois se retira; antigos conflitos de crença continuam a conduzir guerra e divisão; o maior iceberg já registrado destrói uma plataforma na Antártica e se desloca pra o mar (...) Na América do Sul, turistas matam uma rara espécie de filhotes de golfinhos ao sufocá-los enquanto tiram fotos; política se transforma em um evento esportivo; pessoas ainda morrem de fome enquanto outros podem comer qualquer coisa que desejam (...) Um dia eu acordei e esse filme me veio à cabeça como um sonho febril. (...) Imagino que as pessoas podem me perguntar a razão do filme ter uma visão tão sombria. Hubert Selby Jr., autor de Réquiem Para um Sonho, me disse que encarando as partes mais obscuras de nós mesmos é onde acharemos a luz."

20: SAIA DE CIMA DA PIA, AINDA NÃO ESTÁ FIXA.

Fonte: IMDB

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