Crítica: The Vault (2017) - Sessão do Medo

8 de setembro de 2017

Crítica: The Vault (2017)


Quando você acha que já viu de tudo... Aparentemente, estamos passando por um renascimento no gênero do terror. Enquanto ainda há a repetição exaustiva e entendiante de fórmulas, ainda há filmes que trazem algo diferente e sempre é legal quando fazem isso. The Vault, um filme independente e que provavelmente vai empoeirar na prateleira e muita gente nem vai conhecer, é um deles. Embora trabalhe com o sobrenatural e não traga nada de novo nesse ponto, ele traz a história de um banco assombrado. "Mas calma aí, um banco assombrado, Neto?". É isso mesmo. Isso pode parecer meio tosco mas a ideia é bem apresentada no filme.

Não se engane, o filme não é uma obra-prima mas dentro dos padrões do gênero e com base na expectativa zero que eu tinha ao ir conferi-lo, até que foi decente, entenderam? Então, o filme começa como um filme de assalto qualquer, onde duas irmãs, Leah (Francesca Eastwood, filha do Clint) e Vee (Taryn Manning) lideram uma ação para ajudar o irmão Michael (Scott Haze), que está devendo uma grana preta pra as pessoas erradas. Juntos com mais dois capangas, eles iniciam um assalto no banco. No entanto, o cofre principal do estabelecimento não tem a quantia suficiente que eles precisam.


Antes de desistirem, o gerente-assistente (James Franco) revela a existência de um cofre na parte de baixo do banco. O mesmo pertencia ao antigo banco que existia no prédio há algumas décadas e tem bastante dinheiro guardado lá, até mais do que o grupo procura. No entanto, coisas estranhas começam a acontecer no local e eles nem imaginam os segredos que ainda vivem lá.

Essa mistura de ação com horror traz um ar interessante ao filme e funciona bem. Por conta da direção e da trilha, a trama nunca parece monótona e se desenvolve naturalmente. Em outros casos, eu torceria o nariz para essa inclusão do lado sobrenatural no filme mas aqui é feito de forma também interessante e não parece piegas. Os próprios espíritos não são mostrados de um jeito exagerados e aparecem quando é conveniente para a história. A direção das cenas em que se manifestam é boa e quero destacar a cena do "conte os reféns". Ao assistir vocês saberão de qual estou falando.

Particularmente, gostei bastante do elenco. O James Franco está canastrão como sempre mas adoro ele não compromete tanto. Confesso que quase não vi o filme por conta dele, já que o último terror independente que ele fez, O Instituto (2017), eu nem consegui passar da metade. Taryn Manning (Orange is the New Black) e Francesca Eastwood são os destaques. A primeira já sou bem familiarizado por outros trabalhos e aqui entrega uma boa performance. Só vi Eastwood atuar numa pequena cena da última temporada de Twin Peaks (e nem lembrava, rs) mas ela me surpreendeu no filme, é uma atriz bem expressiva e que tem futuro, embora escorregue um pouco em algumas cenas.


O problema do filme, o que realmente impede ele de ser digno de 4 estrelas ou considerado um dos melhores do ano são dois detalhes. Primeiro, o filme não tenta ser mais do que é. Isso é bom pois ele não soa pretensioso ou tentar abraçar o mundo com os braços. Mas isso também faz com que o filme não saia da zona de conforto e se arrisque mais. Poderiam ter posto os personagens em um perigo maior, não só os assaltantes como os reféns. O outro é a presença de literalmente três desfechos no final. Isso é desnecessário e bem idiota. Tem um final, acabou? Não, lá vem outro final. Agora acabou! Não, lá vem outro.

Embora não chegue a causar medo, The Vault é um filme divertido e que com certeza irá ser recebido com muitas críticas ruins e até entendo, mas existem filmes em que tudo que você precisa fazer é relaxar e se divertir.

por Neto Ribeiro

Título Original: The Vault
Ano: 2017
Duração: 91 minutos
Direção: Dan Bush
Roteiro: Dan Bush, Conal Byrne
Elenco: Taryn Manning, Francesca Eastwood, James Franco, Scott Haze, Clifton Collins Jr, Q'orianka Kilcher, Jeff Gum

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