Crítica: 12 Feet Deep (2017) - Sessão do Medo

11 de outubro de 2017

Crítica: 12 Feet Deep (2017)


Gosto muito de filmes onde os protagonistas passam por uma situação extrema ou se mistura o terror com o acaso. Por exemplo "Águas Rasas" onde a protagonista é testada ao ultimo para sobreviver no mar contra um tubarão. Apesar do filme ser manjado em algumas partes, o que te deixa mais tenso na cadeira é o limite físico e emocional que ela é colocada a prova. 

Em "12 Feet Deep" que aparentemente não saiu uma tradução para o Brasil, mostra bem isso. Em comum com esses filmes de sobrevivência, vemos que os personagens são testados ao extremo e o que mais pesa é o psicológico, porque eles sempre passaram por  uma barra no passado e é dever deles nesse momento superar isso.


O filme foi escrito e dirigido por Matt Eskandari que fez alguns curtas e estreou no cinema com o filme "Jogo de Assassinos". Nunca tinha visto algum filme dele para falar a verdade. Então colocando esse como uma grande projeção do diretor, digo que o filme é descente e também consegue equilibrar a trama de um jeito que você fica preocupado pelas garotas que ficam presas dentro da piscina e também raiva pela "vilã" da história. Mas é muito foda todos esse elementos que ele consegue colocar em tela. Principalmente por ser uma produção onde se passa num ambiente só.

A história com eu disse é bem simples e mostra duas irmãs que são esquecidas e ficam presas numa piscina olímpica de mais de 50m de comprimento, embaixo da lona de fibra de vidro. As duas se vêem à mercê de uma faxineira noturna com segundas intenções. Como eu disse é difícil determinar se ela é uma "vilã" ou não. A faxineira é vivida por Diane Farr que é mais conhecida pela série "Numbers", Nora-Jane Noone faz Bree uma das irmãs ela estrelou no terror com "Abismo do Medo" e também Alexandra Park que vive a outra irmã, ela não fez nenhum papel de destaque. Mas temos que falar da participação especial do Jigsaw! Sim, Tobin Bell faz uma ponta na produção.


Com certeza você vai passar alguma aflição assistindo a "12 Feet Deep" seja pelos problemas de você ficar quase 24 dentro de uma piscina ou também porque uma das meninas tem problema de saúde. Claro que não é aquele filme perfeito e tal. Mas algum nervoso com certeza você vai passar.

Por João Trettel

Título Original: 12 Feet Deep
Ano: 2016
Direção: Matt Eskandari
Roteiro: Matt Eskandari, Michael Hultquist
Produção: John Burd, Mark Myers, Hannah Pillemer
Elenco: Nora-Jane Noone, Alexandra Park, Diane Farr, Tobin Bell, Christian Kain Blackburn
         

3 comentários:

  1. Engraçado é que quando vi o trailer desse filme pensei que deveria ser legal, a medida que fui assistindo fui achando péssimo. Até que parei pra pensar "A ideia desse filme é muito idiota, duas garotas presas dentro de uma piscina.. o que tem pra acontecer dentro de uma piscina? Isso mesmo, nada! Enfim, não recomendaria a ninguém...
    Ao contrário do 47 meters down que envolve duas garotas presas dentro do oceano e que gostei bastante!

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  2. Também não curti esse, achei o cúmulo da idiotice. Principalmente aquele final que tira as soluções mais óbvias (e mostradas no início) e ainda tenta passar uma mensagem moralista mas nada convincente.

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  3. Achei esse filme um pouco oco. Ele me remete a outros filmes cujos roteiros também isolam personagens (poucos – três no máximo), com uma ameaça externa e a jornada desses personagens segue com um viés mais psicológico do que terror mesmo. Filmes que me lembram esse são Medo Profundo, Pânico na Neve, 47 Metros Para Baixo, porém esse é muito fraco. Tentam explorar o passado das irmãs, mas uma delas é muito infantil para qualquer discussão que o roteiro possa trazer. É um espaço pequeno e a ameaça externa é um irritante, o filme não tem muitas opções para onde ir, já que não há praticamente nenhum caminho para seguir. Pra mim, esse filme é muito mais interessante no trailer, que conseguiu me empolgar (e acredito que não foi só comigo), mas o filme em si é bem vazio. Não me disse muita coisa, apesar de ter assuntos para isso. Acho que as duas irmãs renderiam muito assunto interessante, não só para pensar durante o filme, como também para refletir fora dele. Três caveirinhas foi uma nota bem generosa.

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