Crítica: Channel Zero - Candle Cove | 1ª Temporada (2016) - Sessão do Medo

18 de outubro de 2017

Crítica: Channel Zero - Candle Cove | 1ª Temporada (2016)


Já faz tempo que o canal Syfy e a palavra "qualidade" não figuram na mesma frase. Conhecidíssimo pelas suas exageradas produções com péssimos efeitos e que agradam apenas adoradores de trash (e às vezes nem eles gostam), o canal americano lançou no ano passado a série de horror Channel Zero, pegando carona na ideia de outra série, a American Horror Story. O esquema é o seguinte: cada temporada é baseada em uma famosa creepypasta (aqueles contos que estão espalhados pela internet). Acredite ou não a série já tem quatro temporadas confirmadas (com a segunda sendo exibida agora mesmo). Acredite ou não, a série é boa.

Candle Cove, que subtitula a temporada, é uma creepypasta bem conhecida que assim como outras, surgiu em fóruns americanos e acabou se popularizando. Ela é sobre um antigo programa de TV infantil que muitas pessoas afirmam ter visto quando menores, mas não há provas concretas de que o show de fato foi exibido. Segundo as pessoas neste fórum, eles se lembram que a história era sobre uma garotinha que imaginava ser amiga de piratas. No show tinha várias coisas perturbadoras, com a maior delas sendo o vilão, um esqueleto falante com olhos esbugalhados e era conhecido como o "Pega-Pele".


O enredo da série traz o programa como um elemento da história, que é protagonizada por Mike (Paul Schneider), um psicólogo infantil que retorna à sua cidade natal para investigar o conturbado desaparecimento do seu irmão gêmeo, Eddie, há 30 anos. Ao fazer isso, ele se reconecta com a mãe Marla (Fiona Shaw) e sua antiga melhor amiga - e namorada? - Jessica (Natalie Brown), agora casada com o xerife da cidade, Gary (Shaun Benson).

Em 1988, Eddie foi a quinta criança a desaparecer na cidade, mas os corpos das quatro anteriores foram encontrados. Mike passou sua vida inteira convencido que tudo estava ligado à Candle Cove, um estranho programa infantil que era exibido quando eles eram menores. Ao retornar para casa, sua mãe revela que ela nunca de fato chegou a ver o programa, pois quando ele e seu irmão iam ver, eles ligavam a TV num canal fora de ar e ficavam assistindo a estática por horas. Se tudo não fosse estranho o suficiente, Mike descobre que as crianças da cidade estão vendo Candle Cove!


Ao longo dos 6 episódios (sim, é bem curtinha), Candle Cove explora o passado e o presente da história e constrói uma narrativa muito bacana de acompanhar, sem se preocupar em fazer nada gratuito e dando prioridade ao suspense. Como falei, é uma surpresa ver um show desse padrão no canal Syfy, já que geralmente eles não dão uma dentro, mas com Channel Zero, eles finalmente acertam no tom.

Há sim alguns poréns. Mesmo com poucos episódios, as tramas chegam a se arrastar em certos momentos. Embora no geral, não hajam plots desnecessários, há sim alguns que poderiam ter sido mais explorados no roteiro, principalmente na reta final. Sem querer dar muitos spoilers, vou dizer que a alienação das crianças poderia ter sido maior e apesar do enredo flertar com Colheita Maldita, não a sintoniza e é uma pena pois ficaria ainda melhor!


Outro ponto negativo é o protagonista Paul Schneider (série Parks & Recreation), extremamente apático e cuja atuação atrapalha em várias vezes, onde ele deveria ficar sério ele sempre parece estar sorrindo (??). Felizmente, o elenco tem outros bons atores como Fiona Shaw, a tia do Harry Potter, Natalie Brown (XX) e até a Luisa D'Oliveira que interpreta a esforçada policial que fica no posto de xerife temporária após o afastamento de Gary (Shaun Benson).

Em vista disso, Channel Zero fez uma boa e interessante estreia - que sim, poderia ter sido melhor - mas mostra um material maduro por parte do seu canal e que vale a conferida para aqueles que gostam do gênero. A segunda temporada, intitulada The No-End House está sendo exibida atualmente e em breve deve ganhar uma crítica no blog!

por Neto Ribeiro

Criada por: Nick Antosca
Canal: Syfy
Episódios: 6
Elenco: Paul Schneider, Fiona Shaw, Natalie Brown, Luisa D'Oliveira, Shaun Benson, Luca Villacis, Marina Stephenson Kerr, Abigail Pniowsky

3 comentários:

  1. é, realmente a Syfy é um canal terrível nas elaborações de seus conteúdos.
    citando um exemplo de outra série q é exibida pelo canal, é a Wynonna Earp (tem a 1° temp no netflix). a 2° acabou há pouco tempo e fiquei surpresa pela renovação pra 3° temp.
    o roteiro, desenvolvimento, texto dos personagens, efeitos especiais são péssimos.
    a série não sabe se quer ser uma série com enredo de faroeste com pitadas de comedia ou uma série de comédia com pitadas de faroeste sabe?! é uma bagunça total.
    q eu me lembro essa é/foi a unica série desse canal q acompanhei me arrastando. pois nada funciona lá alem do casalzinho lgbt q são fofas (adoro as atrizes). de resto... é uma pena q seja exibida pela syfy.
    q bom neh q essa Channel Zero tem bons profissionais pra roteiriza-la. vou botar na minha lista de "series para ver".

    ResponderExcluir
  2. Syfy do Brasil é muito ruim, não passa nada disso.

    Faz uma crítica da série Wolf Creek caso não tenha feito, que estréia nova temporada em breve.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Já temos sim: http://sessaodomedo.blogspot.com/2016/05/critica-wolf-creek-1-temporada-2016.html

      E vamos cobrir a segunda temporada quando ela estrear também!

      Excluir