Crítica: A Vingança do Diabo (1988) - Sessão do Medo

21 de março de 2018

Crítica: A Vingança do Diabo (1988)


E se você pudesse invocar um demônio para se vingar de quem matou seu filho? No auge dos vilões slashers oitentistas, Pumpkinhead foi uma pequena pérola que não marcou o gênero mas ganhou sua legião de fãs ao longo dos anos. De certa forma, é uma pena, pois esta obra definitivamente merecia mais crédito e é bem esquecida pelo público. Como uma das melhores coisas de acompanhar um site de terror é descobrir filmes, aqui estamos na posição de apresentá-los à Pumpkinhead, que nas terras tupiniquins ganhou o título de A Vingança do Diabo na época do VHS e foi relançado em DVD pela Casablanca Filmes como Sangue Demoníaco.

A história se inicia na década de 50, onde uma família escuta imóvel aos gritos de socorro de um homem no lado de fora. O patriarca se recusa a ajudá-lo, embora a esposa tenha vontade de abrir a porta. O homem acaba sendo morto por algo e o filho da família assiste pela janela. Corta para os dias atuais (anos 80), onde o garoto, Ed Harley (Lance Henriksen, Aliens - O Resgate) agora é pai de um garotinho chamado Billy. Ele cuida de uma loja de beira de estrada e vive uma vida simples mas completa com seu filho.


Um dia, um grupo de jovens que pretendem passar um final de semana numa cabana perto dali para para comprar algumas coisas. Enquanto as compras são feitas, dois irmãos decidem usar suas motocicletas para praticar algumas manobras. Acidentalmente, o pequeno Billy acaba sendo atropelado por uma delas e vem a falecer. O responsável pelo acidente já tinha um histórico criminal e estava em condicional - mais uma infração e ele iria direto pra cadeia. Portanto, ele foge e proíbe que os amigos chamem a polícia, mesmo que isso requira uma força mais bruta.

Enquanto isso, Ed, enfurecido e abalado pela morte do filho, leva-o até uma velha que mora na floresta, conhecida por fazer rituais. Lá, ela invoca Pumpkinhead, uma lenda urbana local que envolve um demônio da vingança. Após o procedimento, a criatura renasce e começa a matar os jovens um a um. Arrependido, Ed tentará de tudo para impedir o demônio.

Para ser honesto, eu esperava que Pumpkinhead fosse uma tranqueira trash, mas ele está longe disso. Com uma história original, acima de tudo, o filme parece ter todos os elementos para ser um clássico do terror que todos viam na infância e morriam de medo. Uma pena que o longa não se estabeleceu no hall do gênero, mas sempre há algumas pessoas para se lembrar dele.


Vale ressaltar que para uma produção pequena dos anos 80, o filme tem bastante estilo e ainda mais importante, efeitos ótimos. O visual do vilão Pumpkinhead é sensacional e até remete um pouco ao Xenomorfo de Alien. Suas aparições são muito bem dirigidas e o bicho mete medo mesmo. Ah, e não só o vilão. A tal velha que invoca o demônio tem todos os elementos clássicos de uma bruxa (seu nome até é Haggins e vale lembrar que hag em inglês é bruxa) e ela por si só já é bem sinistra.

Pumpkinhead é um clássico que envelheceu muito bem e sinceramente melhor do que muitos outros filmes cultuados e mais famosos por aí. Com boas doses de terror, o filme se sustenta na qualidade de sua produção e em bons momentos de tensão, além de um vilão memorável e verdadeiramente assustador.
por Neto Ribeiro

Título Original: Pumpkinhead
Ano: 1988
Duração: 86 minutos
Direção: Stan Winston
Roteiro: Stan Winston, Richard C. Weinman, Gary Gerani, Mark Patrick Carducci
Elenco: Lance Henriksen, John D'Aquino, Kerry Remsen, Jeff East, Kimberly Ross

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