Crítica: Downrange (2018) - Sessão do Medo

9 de maio de 2018

Crítica: Downrange (2018)


Do japonês Ryuhei Kitamura, diretor também dos ótimos Ninguém Sobrevive (2012) e Portal da Ressurreição (2000), Downrange é intenso do início ao fim com sua trama de um único cenário, onde os personagens se encontram acuados em um beco sem saída. 

Na história, um grupo de jovens acaba em uma estrada deserta quando o pneu do carro em que eles viajavam estoura. Só que na verdade aquilo foi mais que um acidente. Um atirador escondido na mata, ao redor da estrada, começa a atirar contra o grupo o que faz com que eles fiquem presos atrás do carro, contra a direção dos tiros. Desconhecendo o algoz assassino e sua motivação, os jovens precisam pensar em como escapar dali.


A principio, Downrange não parece ser muita novidade. Embora em níveis e qualidades diferentes, filmes como O Quarto do Pânico (2002), Por um Fio (2002) e Armadilha (2012) já exploraram essa ideia, contudo, o longa de Kitamura se destaca pela criatividade e tensão criadas. Há cenas de fazer o espectador se contorcer na poltrona e o final é um banho de sangue para os amantes de horror. O sádico atirador também é um ponto positivo. Ele é um vilão interessante e pouco aproveitado no entanto. 

Infelizmente o filme tem alguns problemas, como as atuações bem fracas dos atores e falta de um elo entre o espectador e os personagens. É difícil gostar e torcer por aquelas pessoas em tela. O espectador o faz mesmo assim pela situação de desespero, mas faltou aprofundar melhor neles e criar empatia.

Downrange não será um clássico dentro de alguns anos, mas vale a pena se você busca um entretenimento rápido, eletrizante e cruel.
poster
ficha técnica
Título Original: Downrange
Ano: 2018 • Duração: 90 minutos
Direção: Ryuhei Kitamura
Roteiro: Ryuhei Kitamura, Joey O'Brien
Elenco: Kelly Connaire, Stephanie Pearson, Rod Hernandez
Sinopse: Após o pneu do carro estourar, um grupo de jovens ficam presos numa estrada deserta quando um atirador misterioso começa a matá-los um a um.

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