Crítica: Stephanie (2018) - Sessão do Medo

28 de maio de 2018

Crítica: Stephanie (2018)


Mesmo em meio à vários acertos, a Blumhouse sempre tem aquelas bombas genéricas (geralmente lançadas direto em homevideo mas algumas chegam aos cinemas) que são filmes baratos que na maioria dos casos envolve o sobrenatural, utilizando sustos previsíveis feitos com o aumento de som para tentar gerar algum tipo de sentimento parecido com "medo" no público. É por essas e outras que nunca confio totalmente num título da produtora até assistir, mas claro que posso criar expectativas, certo? Não é o caso de Stephanie. Desde as primeiras notícias, fiquei totalmente desinteressado com o filme por parecer mais uma das supracitadas bombas genéricas sobrenaturais, portanto quando finalmente fui assistir, não esperava nada mais que isso. E não é que me surpreendi?

Com muita discrição, o filme inicia nos apresentando a personagem título, Stephanie (Shree Crooks). Vemos ela andando por sua casa e fazendo coisas aleatórias, mas no fundo sentimos que há algo de errado. A garota está sozinha, sempre acompanhada de sua tartaruga de pelúcia, e fazendo coisas que uma criança de sua idade não deveria, como usar o liquidificador (numa cena bastante tensa, preciso destacar). Com o passar dos minutos, notamos que ela está nesta situação há alguns dias e virou sua rotina. Mas cadê seus pais? Nem ela sabe.

A história vai ficando mais e mais sombria à medida que o roteiro vai se desenrolando e começamos a entender o que se passa naquele cenário. O filme guarda algumas reviravoltas, um pouco previsíveis mas que funcionam. A direção de Akiva Goldsman, sua estréia no cargo, é comum e admito que poderia ter sido melhor (seus roteiros já não são grande coisa) mas ele fez pelo menos o suficiente para que se tornasse um filme decente.

O roteiro é escrito por Ben Collins e Luke Piotrowski (Super Dark Times) e já vale a conferida por eles trazerem uma abordagem diferente do clichê "creepy little girl", ou "garotinha assustadora". Stephanie é vendido dessa forma mas o filme trabalha esta ideia de um jeito completamente alternativo. Em alguns momentos a produção me lembrou bastante Um Lugar Silencioso (2018), mas não é questão de "plágio", apenas pura coincidência. Stephanie foi gravado em 2015 e só lançado agora, enquanto Um Lugar Silencioso foi gravado ano passado. De qualquer forma, a comparação é bem-vinda já que é um elogio.

Stephanie é uma grata surpresa, uma história sobrenatural que realmente se importa em tratar, de forma inovadora, um assunto já batido no gênero. Tem sim seus problemas mas é um filme que deve ser visto sem muito compromisso. Siga isso e talvez irá gostar como eu gostei.

poster
ficha técnica
Título Original: Stephanie
Ano: 2018 • Duração: 99 minutos
Direção: Akiva Goldsman
Roteiro: Ben Collins, Luke Piotrowski 
Elenco: Shree Crooks, Frank Grillo, Anna Torv
Sinopse: Uma jovem garota chamada Stephanie (Shree Crooks) é abandonada por seus pais, sendo forçada a sobreviver comendo o que resta na casa e passando os dias conversando com sua tartaruga de pelícia. Quando seus pais retornam, eles descobrem que sombrias forças sobrenaturais estão em volta da filha.

Um comentário:

  1. Gostei.. de 0 a 5 nota 3,5. SÓ não entendi se a entidade em questão era um alien ou um demônio.

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