Crítica: Carnossauro (1993) - Sessão do Medo

10 de agosto de 2018

Crítica: Carnossauro (1993)

"A espécie humana é um desastre e precisamos ser detidos."

Fala pessoal, hoje estou aqui para mergulhar no mundo dos dinossauros. Numa série de ‘críticas’, vou falar sobre a franquia ‘Carnossauro’ composta por três capítulos e uma quarta continuação não oficial, e esse é o primeiro. 

Gente, primeiramente preciso falar que adoro dinossauros, tenho coleções, vi filmes sobre eles, pesquisei a respeito, então é uma paixão escrever sobre isso. A película da qual irei escrever foi lançada em 1993, e foi dirigido por Adam Simon e Darren Moloney. Responsáveis por obras como: Evocando Espíritos (2009) e O Bebê Maldito (1991) respectivamente.

A história gira em torno de frangos, isso mesmo que você leu. Para se ter uma ideia, a abertura do filme é em torno de uma fábrica de frangos e o manuseamento dessas aves, é uma cena um tanto curiosa levando em conta que alguns estudiosos afirmam que o frango é o mais perto de um T-Rex que se tem nos dias atuais. Na granja, uma galinha coloca um ovo de dinossauro (a galinha já aparece ‘triturada’, afinal é um baita ovo) aí já temos um dinossauro, aqui nessa parte não é explicado direito como o animal ele surgiu. 

Os Carnossauros não são animais normais como os que viveram há milhões de anos atrás. Aqui eles crescem muito rápido na medida em que comem, possuem DNA humano, e a primeira vítima do monstro é o caminhoneiro que transportava as galinhas para outra região. 
Enquanto isso, somos apresentados aos protagonistas, o vigia noturno bêbado do Smith, também conhecido como Doc (Raphael Sbarge), e a ambientalista/sabotadora Ann Thrush (Jennifer Runyon), que tenta impedir que a empresa que Doc trabalha destrua um conjunto de colinas que se dizia ser o local por onde os dinossauros costumavam passar. Ann tentou sabotar algumas maquinas da construtora, mas Doc a captura e espera a polícia ir até a sua casa para prendê-la, contudo ele bebe, acaba pegando no sono e ela foge. No dia seguinte, depois de sair procurando pela criminosa com o seu amigo, o sherife Fowler (Harrison Page), ele a encontra, mas não a entrega, ela agradece e os dois começam a estabelecer uma relação de amizade. 

E aí o banho de sangue se estende uma vez que o monstro está solto por aí. Uma cena bem legal é quando o carnossauro, ainda pequeno, pega três jovens viajantes. São cenas bem simples, mas cheias de sangue e tripas, coisas que lembram bastante os anos 80 de tão trash. 

Ann e Doc acabam encontrando uma das vítimas do dinossauro ainda viva, eles o socorrem e depois o casal pega o seu rumo. Naquela mesma noite, Thrush e seus amigos são atacados pelo carnossauro que está maior. Doc resgata a amiga e a leva para sua casa, e lá o animal a ataca outra vez. Enquanto isso, Doc vai buscar por ajuda, ele encontra corpos pela região. 
De alguma forma oculta, Doc acaba parando no laboratório onde está a Dr. Jane Tiptree (Diane Ladd), também conhecida como “a madrinha da biotecnologia militar”, que estava monitorando as buscas pelo carnossauro que está à solta. Essa cientista totalmente louca, pesquisava sobre a combinação de DNA. Para completar a situação, a doutora afirma que um surto de febre que afeta só as mulheres que tem acontecido na região, foi produzido por ela, e isso tem uma relação direta com as galinhas e os carnossauros.

Em outra vertente da história, o sherife Fowler acaba descobrindo que os ovos de galinhas contém carnossauros dentro, o vírus que assola a cidade está piorando, deixando as mulheres muito doentes. 

Enquanto Doc observa Jane a cuidar de sua assistente que está com a doença, ele tenta entender qual é o objetivo daquilo tudo. Então finalmente, num trabalho de parto, a assistente acaba dando a luz a um ovo de dinossauro, e morre. E esse é o objetivo de Jane Tiptree, destruir a raça humana com um vírus que faz as mulheres dar a luz a carnossauros, fazendo assim, o mundo de volta ao tempo dos lagartões, vírus esse que é transportado por frangos infectados. Mirabolante, sádico e cruel hahaha!!! 

Enquanto isso, os empresários da Purex (empresa responsável pelo transporte de frangos) descobrem o que tem acontecido na cidade, e colocam a região em quarentena, no entanto, para evitar que a epidemia se alastre, é decidido que todos da região devem morrer.
Com tudo que foi exposto acima, você deve imaginar o quão trash é esse filme. Não é uma porcaria, é um longa que você consegue ver até o final, principalmente pelo tom da história que se leva a sério e as cenas mais absurdas se tornam mais hilárias do que toscas, mas se compararmos esse filme com Jurassic Park que foi lançado nesse mesmo ano (1993), Carnossauro deixa muito a desejar em vários quesitos que vão de histórias absurdas, passa pelas atuações cafonas e chega aos efeitos precários. Mesmo assim, muitas pessoas, como eu, podem ter um sentimento nostálgico por esse capítulo que mesmo sendo um filme b, trás bons sentimentos de uma época onde as coisas pareciam ser mais simples.

Nota: 5,5.

Curiosidade:

Diane Ladd é mãe da atriz Laura Dern, de seu casamento com o também ator Bruce Dern. Laura Dern encarnou a paleobotânica Ellie Sattler em Jurassic Park, naquele mesmo ano.

Existe uma cena do carnossauro saindo da barriga de uma mulher fazendo alusão aos aliens da série Alie: O Oitavo Passageiro. 

FICHA TÉCNICA 

Título Original: Carnosaur. 

Título Brasileiro: Carnossauro. 

Diretor (es): Adam Simon, Darren Moloney. 

Roteiro: John Brosnan. 

Elenco: Diane Ladd (Dr. Jane Tiptree), Raphael Sbarge ('Doc' Smith), Jennifer Runyon (Ann 'Thrush'), Harrison Page (Sheriff Fowler). 

Sinopse: Os dinossauros estavam extintos até que mentes doentias, operando as mais avançadas formas de biotecnologia, os trouxeram a vida. Agora, eles estão no parque onde crianças costumam brincar. Você nunca irá conhecer um dinossauro tão voraz como este. Carnossauros... Eles retornaram e farão qualquer coisa para manterem-se vivos!

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