Crítica: A Casa do Espanto (1985) - Sessão do Medo

18 de agosto de 2018

Crítica: A Casa do Espanto (1985)


Pois é gente, esse é um daqueles filmes hilários que marcou os anos 80. Ele foi dirigido por Steve Miner que já havia trabalhado no gênero com ‘Sexta Feira 13 Parte 2 e Parte 3-D’. Além disso, a produção ficou por conta de Sean S. Cunningham, o criador de ‘Sexta Feira 13’, e Roger Corman que trabalhou no filme ‘A Pequena Loja de Horrores’. Daí você vê a equipe de responsa que estava envolvido com essa produção.

Admito que não sou muito chegado nesse filme, vi ele umas três, e em todas achei ele parado e com um ritmo muito devagar... Não me prendia a atenção, mas também eu gostava bastante da maquiagem dos monstros, muito bem feitas, e até hoje eu gosto, frutos de um ótimo trabalho feito por Barney Burman (Responsável também de maquiagens como a dos zumbis de 'Madrugada dos Mortos').

Bem, focando no filme, ele começa com um rapaz levando as compras para a senhora Elizabeth Hooper (Susan French). Lá, ele encontra a idosa enforcada. Após isso, ficamos conhecendo o sobrinho da senhora Hooper, Roger Cobb (William Katt), um famoso escritor que precisa escrever algo novo, caso contrário, ele perderá o contrato com a editora.

Mas Roger tem que lidar com os seus próprios demônios, como a sua experiência traumática no Vietnã que abalou o seu emocional. O escritor acaba indo para a casa da falecida Hooper, em busca de um lugar tranquilo para começar a escrever. A residência em questão foi o local onde Roger cresceu ao ser criado por ela, e foi a localidade onde o seu filho desapareceu repentinamente na piscina da moradia. Para completar, a senhora Hooper vivia dizendo que a casa é assombrada.

Roger vive tendo flashbacks com os seus momentos no Vietnã, todos relacionados ao seu antigo parceiro de guerra, Big Ben (Richard Moll), na minha opinião, são as partes mais chatas do filme porque elas quebram o ritmo nos dando flashbacks demorados, alguns que não levam a lugar algum, é só para dizer que Roger tem um passado obscuro e que ele tinha um amigo chamado Big Ben.

O novo morador da casa assombrada também conhece o seu vizinho Harold, um cara simpático e desajeitado, mas muito intrometido. Não demora a que Roger passe a ver e lutar com criaturas que vivem dentro da casa. São cenas hilárias e algumas bem assustadoras com monstros realmente bem feitos como o monstro que fica no armário, mas o destaque mesmo é para a velha bocuda que fingia ser Sandy (a ex-mulher de Roger), que é muito bem feita e dá aquele susto só de vê-la. Há também momentos com armas brancas flutuando, um peixe empalhado que ganha vida, alucinações com seu filho desaparecido, portais que vão para outra dimensão, e assim por diante.

A Casa do Espanto se tornou um clássico trash, para a grande maioria do público que viveu nos anos 80, é um filme legal e divertido com muita dose de humor negro que em alguns momentos lembra ‘Evil Dead 2’ pelo humor e design das criaturas. E mesmo que tenha sido mau explicadas alguns pontos importantes como o porquê da casa ser assombrada, a história é bem amarrada dentro de sua proposta que é focar no trauma de Roger no Vietnã e no desaparecimento de seu filho, e dentro disso  o filme trás uma conclusão. O longa gerou outras três sequências, confesso que eu não consigo terminar de ver o segundo filme porque acho muito chato, e olha que tentei ao menos umas quatro vezes ao longo da minha vida.   

 Nota: 7,0.




Curiosidades:
  • Glenn Close e Sigourney Weaver foram cotadas para o principal papel feminino da produção.

  • A Casa do Espanto foi inspirado na fantasia No Limite da Realidade (1983).

  • Da mesma forma que outras produções do gênero, A Casa do Espanto traz um personagem que sofre de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), em consequência aos traumas que Roger sofreu na Guerra do Vietnã.

FICHA TÉCNICA:

Título Original: House.

Título Brasileiro: A Casa do Espanto.

Diretor: Steve Miner.

Produção: Sean S. Cunningham, Roger Corman.

Roteiro: Fred Dekker, Ethan Wiley.

Elenco: William Katt (Roger Cobb), George Wendt (Harold Gorton), Richard Moll (Big Ben), Kay Lenz (Sandy Sinclair), Mary Stavin (Tanya), Michael Ensign (Chet Parker).

Sinopse: Roger Cobb (William Katt), é um veterano da guerra do Vietnã cuja carreira como escritor de histórias de horror, sofre uma reviravolta, quando misteriosamente seu filho Jimmy desaparece ao visitar a casa de sua tia. A obcecada procura por seu filho destruiu toda sua carreira como escritor e até mesmo seu casamento, mas agora, com a súbita morte de sua tia, ele retorna a casa onde seu pior pesadelo tem início. Os demoníacos seres que habitam a assustadora casa o forçam a enfrentar uma angustiante jornada ao passado, na qual ele reencontrará seu filho. Roger precisa combater as forças do mal que o assombraram por toda vida, a fim de salvar a ele e a seu filho da morte certa.

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