Crítica: A Hora do Pesadelo 6 - Pesadelo Final - A Morte de Freddy (1991) - Sessão do Medo

11 de agosto de 2018

Crítica: A Hora do Pesadelo 6 - Pesadelo Final - A Morte de Freddy (1991)


Freddy Krueger volta em sua pior forma nesse sexto capítulo.

E chegamos a sexta parte de um dos vilões mais amados do cinema. Dessa vez, esse capítulo foi dirigido e roteirizado por Rachel Talalay, esse foi o seu primeiro trabalho. Este foi o primeiro filme da New Line Cinema lançado em 3-D.

A Hora do Pesadelo 5 O Maior Horror de Freddy, foi um filme legal, longe da qualidade do original, mas ainda sim, interessante de se ver. Foi nele que ficamos sabendo um pouco mais sobre os pais de Freddy, vimos como Amanda Krueger ficou presa no sanatório, e vimos Alice lutando pela ultima vez contra Freddy para defender o seu filho que ainda estava em sua barriga.

Mas, pelo que parece, Alice não fez um bom trabalho porque nesse capítulo, 10 anos após os eventos do quinto filme, Freddy (Robert Englund) não só está mais ‘vivo’ do que nunca como ele matou todas as crianças de Springwood, exceto um jovem chamado John Doe (Shon Greenblatt) que após lutar com Freddy, ele acaba perdendo a memória.

Freddy não pode passar dos limites de sua cidade, na verdade, já foi muito ele conseguir matar as crianças de Springwood inteira e não só os moradores da rua Elm. Enfim, a saída de John da cidade faz parte de um plano maquiavélico de Freddy para ele conseguir mais crianças para se divertir.

A doutora Maggie Burroughs (Lisa Zane), curiosa com a amnésia de John, decide levá-lo até Springwood para ver se ele se lembra de algo, o que a doutora não contava é que na Van estavam escondidos alguns de seus pacientes que estavam tentando fugir, são eles: Spencer (Breckin Meyer), um usuário de drogas; Carlos (Ricky Dean Logan), um jovem com problemas auditivos; Tracy (Lezlie Deane), uma brigona que não gosta de ser tocada. De volta na cidade do vilão dos sonhos, o grupo vai enfrentar os seus maiores pesadelos orquestrados por Freddy. E na medida em que o grupo vai mergulhando no passado da cidade, John vai se convencendo que ele é o filho de Freddy.

 Na minha opinião, esse é o pior filme da franquia inteira, até pior que o remake que, embora eu não ache ruim, muitos o detestam... Mas, vamos por partes. Primeiro de tudo, vou falar sobre os pontos positivos do filme, que são poucos.

Primeiro, achei interessante eles focarem na vida do Freddy, ver como esse grande sociopata era durante a infância e juventude, é no mínimo curiosa, o problema mesmo foi na forma de como eles abordaram isso nos dando cenas aleatórias e sem aprofundamento o suficiente para fazermos entender o que levou Freddy a ser o que é.

Outro ponto interessante é a ideia de mostrarem uma cidade decadente e bizarra por conta do Freddy e da morte de todas as crianças, só que mais uma vez, a forma de como isso foi mostrado levou a trama para um lado mais cômico do que bizarro.

As participações especiais são hilárias como Alice Cooper sendo o padrasto do Freddy e do Johnny Depp como um apresentador de um programa sendo nocauteado pelo vilão. Além dos efeitos que são bons, mas foram mau utilizados.    

Agora, os pontos negativos do filme é praticamente todo o resto.

Freddy Krueger fantasiado de bruxa e voando numa vassoura? Fazendo palhaçadas numa quebra de quarta parede antes e depois de matar a sua vítima? Explicando a origem dos poderes do Freddy?... Não, isso não é bom.

Nesse capítulo, Freddy se tornou um palhaço que vive fazendo palhaçadas, então o jeito piadista dele pode mais incomodar do que alegrar porque quase não é o mesmo Freddy dos primeiros filmes anteriores, poderia até dizer que é outro serial killer se o Freddy não fosse interpretado pelo ícone Robert Englund. Outra coisa é que não entendo o porquê de querem explicar tudo, algumas coisas são melhores se não houver explicações, e querer justificar os poderes do Freddy, não foi uma boa ideia. As mortes dos personagens, são um pouco entediantes, poderiam ser curiosas, mas se estendem demais. A ideia do Carlos com o seu problema auditivo, seria muito legal se abordassem de uma forma mais assustadora. E aquela cena do Spencer no videogame... Aquilo é digno de ‘Todo Mundo em Pânico’, não assusta ninguém.
E o nível de baboseira continua quando ficamos sabendo que Freddy era casado e teve um filho da qual só esse herdeiro podia levar o vilão para outra região (fora de Springwood). Em cinco filmes ninguém nunca mencionou a mulher do Freddy ou o filho dele, porém é o que temos nessa sexta parte que também é muito oportuna, vou explicar, John desmemoriado, recebe ajuda de Maggie que.... Adivinha!... É a filha do Freddy, sem esse detalhe, o filme não teria sentido.

O desfecho dessa história é fraco, quando acaba, a sensação é de que você viu uma coisa feita às pressas e sem qualquer cuidado em manter alguma conexão com os filmes anteriores. E isso tudo é uma pena porque, repito, é muito interessante explorar a vida do Freddy, só que não da forma como fizeram, o 3-D, para a época, foi usado em algumas partes legais, mas no fim, não dá uma experiência nova a esse universo, talvez, se não houvesse essa técnica, algumas cenas poderiam ser até melhores, como a morte do Freddy, por exemplo... Outra coisa tuim é a maquiagem do Freddy que aqui parece mais que a cara dele está engelhada e não queimada. No fim das contas, para um filme que julgava ser o último da saga do Freddy, deixou muito a desejar .

Nota: 3,0.  
Curiosidades:

- A Innovation Comics publicou uma adaptação em quadrinhos do filme. A Innovation seguiu a adaptação com ‘A Nightmare on Elm Street: The Beginning’. Mini-série (dividida em três partes) segue como uma sequência direta ‘A Hora do Pesadelo 6’, com Maggie Burroughs continuando a ter pesadelos com seu pai, Freddy Krueger, na sequência dos acontecimentos do filme, ela viaja de volta para Springwood com Tracy. Maggie pesquisa a vida de Freddy que antecederam a sua morte em Springwood. Apenas as duas primeiras edições da série foram lançadas antes da Innovation Comics declar falência, deixando a terceira edição ainda não publicada e a história incompleta. O escritor da série, Andy Mangels, desde então deixou o script original para edição do número três disponível em seu site.

- Estreia de Rachel Talalay na direção de um longa-metragem.

- Os últimos 15 minutos do filme, a partir do momento em que a principal personagem feminina põe os óculos, foram inteiramente rodados em 3-D. Este efeito foi retirado para o lançamento em vídeo do filme.

- Em 12 de setembro de 1991, um dia antes do lançamento do filme no circuito norte-americano, o prefeito da cidade de Los Angeles decretou que aquele seria o Dia de Freddy Krueger.

- O orçamento do filme foi de US$ 5 milhões, tendo arrecadado mais de US$ 34 milhões apenas nos cinemas norte-americanos.


FICHA TÉCNICA

Título Original: Freddy's Dead: The Final Nightmare.
Título Brasileiro: A Hora do Pesadelo 6 - Pesadelo Final - A Morte de Freddy.


Diretor: Rachel Talalay.


Roteiro: Rachel Talalay (Inspirado nos personagens criados por Wes Craven).

Elenco: Robert Englund (Freddy Krueger),  Lisa Zane (Maggie Burroughs), Shon Greenblatt (John Doe), Lezlie Deane (Tracy), Ricky Dean Logan, (Carlos), Breckin Meyer (Spencer), Yaphet Kotto (Doc).



Sinopse: John Doe é o único sobrevivente da região onde Freddy Krueger atacava. Analisado por uma psicóloga, o jovem afirma ser o filho de Freddy. Ela consegue penetrar na mente do rapaz e tenta fazer com que ele volte à sua normalidade mental.

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