Crítica: Halloween H20 - 20 Anos Depois (1998) - Sessão do Medo

9 de outubro de 2018

Crítica: Halloween H20 - 20 Anos Depois (1998)


Quando Pânico ressuscitou os slashers no fim dos anos 90, todo mundo queria um assassino para lucrar em cima. Felizmente, a Dimension Films/Miramax, mesmas produtoras do Cara de Fantasma, detinha os direitos de outro assassino: Michael Myers. Foi alguns anos antes, em 1995, quando sua última tentativa de reviver Myers nos cinemas fracassou amargamente com o mediano Halloween 6: A Última Vingança. Mas agora eles não só tinham a chance de trazer de volta e lucrar uma boa quantia, mas reviver a franquia em si, abrindo potencial para outras sequências.

Halloween H20 fez uma jogada ousada quando decidiu ignorar os três últimos capítulos da cinessérie e servir de continuação para o Halloween II (1981). Conseguiram a Jamie Lee Curtis para reprisar seu papel icônico de Laurie Strode e ainda trouxeram outra atriz do segundo, a Nancy Stephens, para fazer uma pontinha como a enfermeira Marion Chambers, que auxiliou Dr. Loomis. Era um prato cheio para os fãs. O Michael estava de volta e a Laurie também. Era o embate definitivo.

Influenciado diretamente por Pânico, Halloween H20 se encaixava mais nos padrões estabelecidos pelos slashers daquela época, o que é bastante compreensível. Não apenas o cartaz que tenta recopiar o estilo dos filmes de Wes Craven, mas até o roteiro do filme pode ser um pouco comparável. De toda forma, o resultado não é ruim: H20 é uma sequência que todos os fãs gostam.


Laurie Strode agora é Keri Tate. Vinte anos após a noite de terror que viveu em Haddonfield, ela forjou sua morte, mudou seu nome e agora é a diretora de uma escola privada onde vive com seu filho, John (Josh Hartnett). O garoto cresceu compreendendo o medo constante da mãe mas está começando a ficar cansado das paranoias quando está prestes a completar 18 anos.

No entanto, Michael está de volta. Após fazer uma vítima importante, ele descobre o paradeiro de Laurie. E agora, na noite de Halloween, ele está de volta para acertar as contas com sua irmã. Sem saber o que os esperam, Laurie, seu filho e alguns estudantes da escola enfrentam Michael, que irá matar quem estiver no seu caminho para chegar até ela.

É inegável que H20 funciona bastante com a nostalgia no seu motor e isso fará com que o filme fique melhor do realmente é. Mas não é somente por causa disso, já que o roteiro e o diretor procura bastante emular o suspense e a tensão dos primeiros filmes sem o transformar num slasher gratuito como as últimas sequências. 


Os pontos baixos do filme ficam a cargo da curta direção do filme. Com apenas 80 minutos, o desfecho até soa um pouco apressado, visto que a locação poderia ter sido melhor aproveitada para mais cenas de perseguição ou algo do tipo. De qualquer forma, parece que o roteiro se preocupa em eliminar logo os personagens secundários para que o embate de Laurie e Michael seja o grande destaque, o que não está mais do que certo.

Halloween H20 fecha uma trilogia informal de forma satisfatória para os fãs da franquia e é por isso que muita gente adora esse capítulo, que poderia ter sido um final definitivo se não fosse pelo mala sem alça do Ressurreição, que viria quatro anos depois. De qualquer forma, vai ser um filme que sempre será lembrado mesmo depois da nova sequência.

poster
ficha técnica
Título Original: Halloween H20 - Twenty Years Later
Ano: 1998 • Duração: 86 minutos
Direção: Steve Miner
Roteiro: Robert Zappia, Matt Greenberg
Elenco: Jamie Lee Curtis, Adam Arkin, Michelle Williams, Josh Hartnett, LL Cool J, Janet Leigh
Sinopse: Duas décadas depois de sobreviver a um massacre, Laurie (Jamie Lee Curtis) ainda é alvo de Michael Myers. Ela agora mora na Califórnia sob uma identidade falsa, mas Myers descobre seu paradeiro. Outro Halloween se aproxima, e Laurie sabe que corre perigo.

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