Crítica: Parque do Inferno (2018) - Sessão do Medo

22 de dezembro de 2018

Crítica: Parque do Inferno (2018)


Então, parece que estamos oficialmente voltando à era dos slashers e eu não poderia estar mais feliz com isso. Depois de alguns anos desgastados, já podemos ver indícios de que os filmes dos psicopatas descontrolados estão finalmente ganhando evidência novamente. O sucesso de A Morte Te Dá Parabéns (2017) e o novo Halloween (2018) são provas disso. É claro que além dos grandes lançamentos, também teremos pequenas produções que pegarão carona, o que pode ser bom. Esse é o caso de Parque do Inferno (Hell Fest).

No melhor estilo Pague Para Entrar, Reze Para Sair (1981), o filme segue três amigas, Natalie (Amy Forsyth, Channel Zero), Brooke (Reign Edwards, série Macgyver) e Taylor (Bex Taylor-Klaus, série Scream), que se reúnem para visitarem o Hell Fest, um parque de diversões temático com várias atrações criadas justamente para assustar os convidados. Acompanhadas de três rapazes, o grupo começa a noite mas Natalie logo percebe a presença de uma figura mascarada. Após presenciar um assassinato (que ela acreditava ser encenação), Natalie começa a perceber que isso não faz parte da programação. Quando seus amigos começam a desaparecer, dá-se início a uma luta pela sobrevivência, onde ninguém parece realmente acreditar no perigo em que estão.


Filmes slashers são filmes bem simples de se realizar. Não é à toa que quando a febre slasher estourou nos anos 80, esse tipo de terror era produzido aos montes. Os roteiros só precisam ter um assassino sádico, personagens burros o suficiente para seguir os clichês e consequentemente causarem suas mortes, que precisam ser criativas ou sangrentas o suficiente para divertir o público, algumas cenas de perseguição para manter o coração palpitando e uma protagonista que no final consiga dar conta do recado e acabar com o assassino num duelo.

Como o slasher está há muito tempo fora de moda, há alguns saudosistas que procuram exatamente isto (leia-se eu). Então, essas características, que para alguns podem ser defeitos, para mim são justamente o que me fez curtir Hell Fest. Você definitivamente já viu esse filme antes. Não há muitas novidades, o assassino não tem uma identidade que o diferencie dos outros qualquer, então assistam conscientes disso.

O elenco é carismático na medida do possível. A protagonista segue a cartilha de jovem virgem, com a amiga atrevida para servir de contraponto e a terceira amiga que também chama atenção por conta da atriz. Os personagens masculinos são completamente esquecíveis e só estão ali para morrer. O filme rende algumas risadas por conta dos diálogos das personagens, mas também prove momentos tensos.


As mortes não são o ponto alto e isso é uma pena. Tem uma bem violenta e que me surpreendeu, mas as outras parecem que vão mas não vai, entendem? Isso me leva a um ponto positivo que pesou bastante pra mim: o suspense. É interessante por que o diretor realmente tentou investir tudo na tensão e algumas cenas são bem executadas. Algo que eu adoro em filmes slashers são cenas de perseguição. Quando bem construídas, conseguem ser clássicas. Lembram da perseguição de 10 minutos da Helen Shivers em Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997)? Aqui não tem nada nesse nível mas fico feliz que o diretor tenha priorizado isso. Ajuda bastante quando o filme chega no clímax e você já está conformado que as mortes não terão tanto destaque, então você pode aproveitar o resto tranquilamente.

Usando o parque de horrores como cenário permite que Parque do Inferno tenha uma ambientação bizarrinha que já te ajuda a entrar no clima. Não é uma obra-prima e tem seus defeitos, mas dependendo das suas intenções ao assisti-lo, creio que o filme pode te surpreender.
poster
ficha técnica
Título Original: Hell Fest
Ano: 2018 • Duração: 89 minutos
Direção: Gregory Plotkin
Roteiro: Gale Anne Hurd
Elenco: Amy Forsyth, Reigh Edwards, Bex Taylor-Klaus
Sinopse: Um grupo de amigos decide ir a um parque de diversões na noite de Halloween. O que eles não imaginavam é que a noite temática teria muito mais que funcionários promovendo terror.

Um comentário:

  1. esqueceu de citar aquele "Premonição" que tbm é ambientado num parque de diversões.

    ResponderExcluir