Crítica: Chernobyl - Sinta a Radiação (2012) - Sessão do Medo

5 de julho de 2012

Crítica: Chernobyl - Sinta a Radiação (2012)


Pois é meus caros, 2012 não ta sendo um ano muito legal pro terror, até agora nenhuma produção lançada esse ano se destacou e só o quê vimos foi mais do mesmo, found footages, filmes com 3D ruim e filmes repetitivos. Salvo apenas Exit Humanity. Um dos filmes que eu tava esperando sair a um tempo e achei que seria um dos melhores do ano é esse Chernobyl Diaries, filme que tinha a premissa interessante e poderia render um dos melhores filmes do ano. Engano meu!! Chernobyl Diaries é só mais um filme ruim e esquecível pra incluir na lista de filmes que não se destacaram esse ano. 

Chernobyl pra quem não sabe é uma área onde aconteceu um dos maiores acidentes nucleares da história em um usina, lançado uma nuvem radioativa no lugar, altamente tóxica que levou o lugar a ser totalmente evacuado por causa dos altos níveis de radiação. Tinha visto um documentário na TV há um tempo atrás e sempre achei que um lugar como Chernobyl seria um lugar perfeito pra criar uma história de terror. Não demorou muito e alguém pensou o mesmo que eu. Os (in)responsáveis pela produção do filme são Oren Peli, responsável pela franquia caça níqueis Atividade Paranormal e um cara chamado Shane Van Dyke que escreveu o roteiro da cópia de Atividade Paranormal produzida pela Asylum chamado Entidade Paranormal, ambos estão envolvidos como produtores e roteiristas nesse filme.

O enredo do filme segue um grupo de amigos que decide passar as férias num lugar chamado Prypiat, uma cidade abandonada próximo a usina de Chernobyl. O grupo explora o local e quando voltam ao carro encontram algumas peças destruídas e como o carro não funciona, nem os aparelhos eletrônicos, eles ficam presos na cidade até o anoitecer, só pra descobrir mais tarde que o lugar não é totalmente desabitado como eles imaginaram.

A premissa do filme é muito boa, mas que foi muito mal executada e mal aproveitada. Não tinha assistido o trailer e fiz bem, porque boa parte das surpresas dos filmes os trailers acabam estragando e esse filme é um exemplo disso. Assisti o filme sem nem saber sobre o quê era e isso ajudou no suspense. Não fica claro de cara qual o lance do filme. Passa várias coisas pela cabeça e isso contribui pro clima assustador. É um filme de fantasma? Zumbis? Animais assassinos? Deformados canibais? O melhor é não saber antes. Recomendo que nem vejam o trailer que já estraga boa parte das surpresas.


A produção não é um found Footage como 9 em cada 10 filmes atuais que são lançados no gênero, mas tem muito do estilo do mesmo. O estilo de filmagem é quase amador, parece muito com essas dezenas de filme de falso documentário que saem direto ultimamente. Não é o estilo de filmagem convencional com câmeras estáticas e cortes de ângulos diferentes e trilha sonora, é mais uma câmera que acompanha os personagens gravando como se fosse um dos personagens do filme, tem até um momento que a câmera acerta a cabeça de uma das personagens, naquele tipo de cena "piscou, perdeu".

Se algo que merece ser destacado em Chernobyl Diaries que anda faltando bastante nos filmes que saíram ultimamente é o clima envolvente. O filme tem um clima de suspense e terror envolventes pra cacete, principalmente lá pela metade quando os personagens andam pelo lugar a noite. O cenário do filme ajuda muito na construção do suspense, uma área com um grande espaço aberto, deserto e escuro, onde os personagens exploram boa parte do filme.A construção de suspense funciona bem como eu tinha comentado principalmente por não saber do que o filme se trata.


Quando o terror começa, o clima de tensão aumenta e fica bem frenético e agitado, o grande problema é que o estilo de filmagem acaba estragando o terror. Parece que o diretor chamou um câmera epilético e mandou ele correr com a câmera na mão e o resultado foi esse que é visto na tela uma tremedeira sem fim, onde mal dá pra ver o que ta acontecendo na cena.

A originalidade passou longe, cada hora o filme lembra algum outro. Teve horas que lembrava o péssimo Mistério na Rua 7, onde os personagens simplesmente eram tragados pela escuridão, em outro momento lembra A Bruxa de Blair com os personagens sendo atacados por algo misterioso que não não é mostrado e até o remake de The Hills Have Eyes e Quarentena.

O elenco conta com três atores conhecidos pelos fãs de filmes de terror. A protagonista de Presos no Gelo I e II Ingrid Bolso Berdal, Nathan Phillips, o protagonista de Wolf Creek - Viagem ao Inferno e Jonathan Sadowski uma das vitimas do Jason em Sexta-Feira 13.


Algo bacana que eu achei nas cenas de terror e correria eram as cenas em que os personagens corriam e tentavam se esconder em algum lugar, mas não podiam porque os níveis de radiação estavam altos em alguns áreas e eles tinham que voltar e acabavam ficando sem saída.

Depois de muita correria e cenas de tremedeira o filme chega ao final parecendo com um episódio da série Fringe, não sei porque, mas acho que esse filme tinha potencial pra ser ótimo, mas no final pareceu um episódio rejeitado de Fringe.

Recomendo que se for assistir ao filme, não veja o trailer, porque a única cena realmente assustadora aparece no trailer. Além do suspense funcionar melhor pra quem não sabe do que o filme se trata. Chernobyl Diaries diverte, mas não é bom como poderia ter sido, mas uma decepção pra juntar com as várias outras que tivemos esse ano.

Postado por: Marcelo