Crítica: Presos no Gelo (2006) - Sessão do Medo

26 de setembro de 2012

Crítica: Presos no Gelo (2006)

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Quanto menos você espera de um filme mais surpreendido você é. Sempre via esse filme na prateleira da locadora, mas nada nele me chamava a atenção. A capa é tipica dos teen slasher, um grupo de jovens bonitões na capa fazendo pose e o titulo Presos no Gelo. Foi só quando um cliente da locadora em que eu trabalhava me recomendou dizendo que o filme era excelente que eu levei para avaliar melhor. Assisti sem expectativa nenhuma e foi uma boa surpresa e um dos melhores slashers do século 21, mesmo não sendo reconhecido como tal.


A produção é da Noruega e saiu por aqui em 2007 pela Focus Filmes, um ano depois de ser lançado oficialmente na Noruega. O filme mostra um grupo de 5 jovens que vão até as montanhas praticar snowboard, tudo na boa até um deles sofrer um acidente e quebrar a perna, tendo fratura exposta. O grupo então fica sem saída, já que não dá para descer a montanha a pé. Então eles procuram algum abrigo até conseguirem ajuda. Acham no topo da montanha um hotel abandonado, o lugar parece seguro e eles decidem passar a noite ali, mas aos poucos vão percebendo que o hotel não está deserto como eles pensavam.


Presos no Gelo é um filme eficiente que funciona em tudo o quê propõe. A primeira metade é lenta, mas momento nenhum isso torna o filme arrastado. A construção de clima e personagens é muito bem trabalhada. Assim como nos filmes da série Sexta-Feira 13, o ambiente ajuda a criar um clima de suspense bacana. Os personagens são carismáticos e prendem a atenção do público. O filme tem muito dos clichês já conhecidos pela maioria, mas todos são usados de forma certa e alguns são reformulados. A primeira pessoa a morrer é uma quebra de clichê bem interessante.

Quando o assassino entra em cena o filme ganha ritmo e não cai mais. Com mortes, sangue, perseguição e tensão. O assassino é pouco explorado pelo roteiro, mas isso não atrapalha e contribui muito para tornar ele mais assustador. É como o Michael Myers de John Carpenter ele está ali só pra matar, não precisa de explicação, embora o roteiro deixe muitas pistas sobre quem ele foi o porque faz o quê faz. Ele não é imortal como o Jason e o Michael Myers Quase um gigante, usando uma roupa de neve que cobre todo o corpo e rosto e com uma picareta na mão. Assustador, né?

O diferencial nesse é que não temos o clichê máximo de personagens maconheiros e baderneiros indo para um local isolado pra fazer farra, eles estão ali porque não tem alternativa, já que nãodá para descer a montanha com um deles com a perna quebrada e passam a noite ali porque não teria como descer a montanha no escuro.

Tem cenas que são muito bem feitas como aquela cena em que o assassino persegue uma das personagens pelos corredores escuros do hotel ao som altíssimo da trilha sonora, além da cena do confronto final entre o assassino e a vitima final.


Um bom filme que mesmo não inovando e trazendo nada de novo é um filme que se destaca e cumpre o que promete. Um dos poucos bons slashers que sobraram nos dias atuais.

Veja aqui a crítica de Presos no Gelo II e a prequel Presos no Gelo III: O Início.

Postado por: Marcelo