Crítica: Hannibal - A Origem do Mal (2007) - Sessão do Medo

7 de outubro de 2012

Crítica: Hannibal - A Origem do Mal (2007)


Sinopse: Leste da Europa, pouco após o fim da 2ª Guerra Mundial. Hannibal Lecter (Gaspard Ulliel) assiste de perto a morte violenta de seus pais. Sem apoio, ele é obrigado a morar em um orfanato soviético, onde sua família morava anteriormente. Logo Lecter parte para Paris na tentativa de encontrar seu tio, mas é recebido pela sra. Murasaki Shikibu (Gong Li), uma viúva bela e misteriosa que lhe dá carinho e amor. Na cidade Lecter decide estudar Medicina, como forma de aumentar suas habilidades para poder fazer justiça contra os criminosos de guerra que o perseguem.
Admito que nunca tinha visto esse filme até esse ano. Logicamente já ouvira falar de O Silencio dos Inocentes mas nunca tinha tido a chance de assisti-lo, e muito menos a sua continuação Dragão Vermelho e o próprio Hannibal. No fim comecei a série pelo seu último filme: Hannibal: A Origem do Mal. E se eu soubesse que o filme é tão interessante teria visto ele bem antes.


O filme começa mostrando Hannibal ainda criança em 1944, na Lituânia no auge do domínio nazista, onde ele presencia sua mãe sendo morta por um bombardeio. Assim, sobrevivem apenas ele e sua irmã caçula Mischa, protegendo um ao outro, mas não por muito tempo. Logo em seguida eles são capturados por nazistas, e os homens literalmente devoram a irmã de Hannibal, causando nele um trauma psicológico para sempre. E é claro que depois disso Hannibal crescerá e voltará para se vingar. 

Para ser exato esse filme me lembrou um pouco o Doce Vingança, nunca vi ele, mas sei o suficiente para perceber que os dois filmes tem lá suas semelhanças. Voltando a Hannibal, só tenho uma coisa a dizer sobre o filme: brilhante.
Uma incrível combinação de estória inteligente, tensão, violência e a atuação excelente do ator Gaspar Ulliel que interpretou o Hannibal. Nem gosto muito de filmes de crime e serial killer (fora os slashers) mas Hannibal realmente me agradou. Mas o filme também tem lá suas imperfeições, como muito tempo desperdiçado com cenas desnecessárias, cenas muito enroladas e algumas atuações meio fracas, mas esses detalhes não chegaram a atrapalhar a obra.

O maior destaque do filme na minha opinião depois da atuação do Gaspar, é a inteligência assustadoramente alta do Hannibal; ele arquiteta toda a sua vingança em sua mente e ainda consegue ficar com cara de bom moço para os outros. Fora sua frieza para mentir, matar, enganar e ainda conseguir gostar daquela japonesa da qual não me lembro o nome agora. 


Outro destaque do filme na minha opinião é que a maior parte da violência dele é um pouco off-screen, e isso muitas vezes é  bom,  já que as vezes temos casos de filmes com cenas de violência exageradas, mostrando corpos partindo ao meio com efeitos em CGI exagerados que tornam tudo muito falso e tediante, para não falar dos jatos de sangue de certos filmes. Nesse caso foi realmente melhor deixar a violência mais no psicológico mesmo.
Outro ponto forte (o filme tem bem mais pontos altos do que baixos) é o seu final. Apesar todo mundo saber que o Hannibal vai sobreviver (afinal o filme conta o começo da sua estória que prossegue em outros dois filmes) o filme tem ainda uma surpresinha guardada para você no final.

Recomendo muito esse filme, porque agora que o vi concordo que ele realmente é um clássico. Em breve pretendo ver O Silencio dos Inocentes, Dragão Vermelho e Hannibal e quem sabe posto uma critica aqui.

Postado por: Igor Afonso