Crítica: Mansão Macabra (1976) - Sessão do Medo

13 de maio de 2013

Crítica: Mansão Macabra (1976)



Lançado em 1976 e pouco conhecido hoje em dia, Mansão Macabra é um daqueles casos de filmes que servem de inspiração para outras produções conhecidas que ganham mais atenção e reconhecimento por parte do público. É evidente como o filme serviu de inspiração para clássicos como A Sentinela dos Malditos (1977) e Amityville - A Cidade do Horror (1979). Para a época em que foi lançado, filmes sobre assombração e casas mal assombradas não eram tão comuns e poucos filmes usavam o suspense da mesma forma como esse fez, influenciando vários outros filmes do mesmo gênero que dura até hoje. Se você, caro leitor do Sessão do Medo não é do tipo que gosta de filmes lentos e arrastados é bom passar longe desse aqui. O filme tem quase 2 horas que se arrastam ao  máximo e parecem ser 4 horas, no melhor estilo anos 70, com todo aquele climão dos filmes da época, com muito suspense, ritmo lento, dando foco ao terror psicológico. No elenco, alguns nomes conhecidos como Karen Black (A Casa dos 1000 Corpos, Colheita Maldita 4), Oliver Reed (Os Filhos do Medo, Gladiador) e Bette Davis (O Quê Terá Acontecido a Baby Jane?).


O filme conta a história da família Rolf, formada pelo pai Ben (Reed), a mãe Marion (Karen Black), o filho Davey, e a tia Elizabeth (Davis), todos se mudam para uma mansão para passar o verão lá. A casa é de propriedade de um irmão (Burgess Meredith de A Sentinela dos Malditos) e uma irmã (Eileen Heckart de A Tara Maldita). Eles vão deixar os Rolfs ficar na casa o verão inteiro pela quantia de $ 900,00 conto em dinheiro, com a condição de que a família deve alimentar a  mãe deles, que vive em um quarto no topo da escada e nunca sai, enquanto os dois partem em uma viagem. Naturalmente, Ben e Marion decidem aceitar a oferta, sem se estranhar em nada. Depois de algum tempo de estadia  na casa e nas propriedades, Ben fica estranho e tenta afogar Davey na piscina. Marion começa a se comportar de forma estanha, e parece muito ligada à casa e obcecado em cuidar da véia lá em cima, alguém que o restante da família nunca viu ou ouviu. Fora isso Ben começa a perceber que a casa está mudando, como se estivesse se renovando por conta própria, tábuas velhas são substituídas por novas e as plantas mortas do jardim, voltam a florir.

As semelhanças com outros filmes de casa assombrada, como Amityville - A Cidade do Horror estão todas lá, mas a de O Iluminado é a mais óbvia (O Pai da família influenciado por poderes fantasmagóricos, a casa manipulando as coisas por conta própria,  a criança em perigo, fotografias sinistras em exposição). O que é surpreendente é que Mansão Macabra é baseado em um livro de 1973 escrito por Robert Marasco, algo que vem de alguns anos antes do livro  de Stephen King, que foi lançado em 1977. Embora lembre esses clássicos, Mansão Macabra é inferior a todos eles. O filme parece meio sem rumo ao apresentar ideias e não explora-las, que mesmo sendo pequenos detalhes teriam importância se tivessem destaque no roteiro, como quem é o agente funerário que aparece nos sonhos de Ben, o quê o óculos dele faz no fundo da piscina da mansão. Detalhes importantes que ficam sem respostas...

O filme dispensa efeitos especiais e os sustos típicos e aposta pesado no clima de mistério e terror psicológico. No desenrolar do filme a perguntas começam a aparecer. A casa é assombrada mesmo? Quem é a tal velha que não sai do quarto? Porque Marion não deixa ninguém subir e ter contato com a tal velha? E segue nesse clima até o final, que é o ponto alto do filme.

A produção do filme é pobre, não tem a direção tão boa quanto aos outros filmes mencionados, o filme todo parece aquelas produções feitas para a TV, mas levando em consideração a época em que foi produzido o filme não envelheceu quase nada.


Mansão Macabra é um daqueles filmes esquecidos, que mesmo não sendo tão bom quanto os filmes que inspirou, merecia mais atenção. Além de todos esses filmes citados, é impossível não lembrar de Phantasm (agente funerário sinistro deve ter servido de inspiração para o Tall Man). Se você gosta de filmes desse estilo então siga-me os bons, e para quem não curte, Palma, palma não criemos pânico, existem filmes melhores a serem vistos.

Postado por: Marcelo