Crítica: Doce Vingança 2 (2013) - Sessão do Medo

10 de setembro de 2013

Crítica: Doce Vingança 2 (2013)


Em 2010 foi lançado a refilmagem do cultuado A Vingança de Jennifer (I Spit on Your Grave 1978), o filme teve direção de um tal de Steve R. Monroe e boa recepção de público e critica, mesmo que muitos ainda achem inferior ao original. Como é regra em Hollywood, todo filme que faz sucesso ganha uma continuação e assim foi anunciado uma continuação direto para o mercado home video, Doce Vingança 2, reciclando a mesma ideia do primeiro com uma nova roupagem e sem relação com o enredo do primeiro, quase como um remake ou reboot do anterior. A direção da continuação ficou a cargo do mesmo cara que dirigiu o primeiro, o tal de Steve R. Monroe e o roteiro ficou na mão da dupla Thomas H. Fenton (Jogos Mortais 4) e Neil Elman (Sem Saida). O resultado é um filme que vai além do primeiro, mas não consegue ser melhor que ele.

A história dessa continuação é semelhante a do primeiro na estrutura narrativa e no argumento. O filme começa com a personagem principal, Katie (Jemma Dallender) tentando a vida como modelo em Nova York, ela recebe uma proposta para fazer uma sessão de fotos, com alguns fotográfos desconhecidos, que são ditos como os melhores. É  nesta sessão que ela conhece Georgy (Yavor Baharov), Ivan (Joe Absolom de O Jogo dos Espíritos), e Nick (Aleksandar Aleksiev), o trio insiste para que a moça tire a roupa para uma sessão de fotos, dizendo que fazia parte do ensaio, mas a moça se recusa e desiste de fazer o ensaio e vai embora, deixando as fotos lá.



Pouco tempo depois de chegar em casa Georgy (muito parecido com o personagem retardado, Matt no primeiro filme) aparece batendo na porta, dizendo que queria entregar as fotos e pedir desculpas, Katie aceita as fotos e dispensa o maluco. Ao acordar de madrugada se depara com ele no quarto. Como onde ele entrou no apartamento trancado continua sendo um mistério pra mim! Então, Katie tenta fugir, mas não consegue e ali mesmo é estuprada, depois de perceber o erro que tinha sido feito, Georgy liga pros outros dois e juntos eles drogam e sequestram a moça....


A primeira metade de Doce Vingança 2 é muito corrida, Pra quem não lembra o primeiro filme apresentou bem os personagens na primeira metade, nessa continuação não houve o mesmo cuidado. Um exemplo é a cena apresenta o vizinho de Katie, que na tal cena do estupro é morto, após tentar salvar a moça, o filme até tenta passar um drama na morte do cara, mas sem resultado já que o cara era um mero figurante pelo jeito como foi apresentado. Tal cena do estupro e morte é muito parecida com aquela de A Última Casa em que uma das moças é esfaqueada e morre vendo a outra sendo estuprada. É o mesmo caso aqui, só que sem o mesmo impacto.

O roteiro tem lá suas falhas, além daquele que eu comentei que um dos personagens consegue invadir um apartamento trancando e sem sinais de arrombamento, tem também um que chegou a incomodar. Como que a personagem principal foi parar na Bulgária? A única explicação para esses dois furos de roteiro é que, talvez, o tal Georgy seja um teleportador, pode se teleportar para onde quiser. Será que é isso? Pensem comigo: Não dá para ir de Nova York até a Bulgária de carro e não teria como os caras entrarem com ela em um avião, sem serem vistos. Roteiristas, mais atenção ai, acordem!

Lá na Bulgária que a porra toda fica séria. A mocinha aqui sofreu bem mais que a do primeiro filme, chegou a lembrar Martyrs na cena que ela tá completamente impotente ao ser acorrentada, drogada e espancada, o primeiro ficou no estupro e na humilhação, nesse partem também para a tortura física e psicológica. A atriz Jemma Dallender tá muito boa em cena, transmite bem a emoção pela voz, embora tem umas 3 cenas que o tom de voz chega a ser engraçado. Algo que foi melhorando em relação ao primeiro, foi a atuação da atriz nos momentos de vingança, enquanto a do primeiro filme não convencia e parecia apenas fazer justiça, a atriz da continuação demonstra ódio o tempo todo e isso foi bem colocado no filme. 



Há também a inclusão de um policial na história que procura a mocinha enquanto a mesma tá se vingando dos torturadores, isso diminuiu o pouco do impacto das cenas, pois é evidente que vai haver alguma interferência num momento importante da trama. 

Doce Vingança 2 é aquele tipo de continuação que usa todas as formulas e elementos do primeiro, mesmo indo um pouco além do primeiro em alguns aspectos, não consegue ser melhor que o primeiro. Alguns vão considerar melhor por causa de algumas cenas, mas ao todo o filme é quase um repeteco do primeiro.

Postado por: Marcelo

Obs: O cara que não sentir a dor no saco em uma das cenas de tortura. Atire a primeira Pedra!