Crítica: Almost Human (2013) - Sessão do Medo

20 de junho de 2014

Crítica: Almost Human (2013)

Por Marcelo Alves


Almost Human (2013)

Sinopse: 

Mark Fisher desapareceu há quase dois anos após um brilhante flash de luz azul ser visto próximo de sua residência. Seu amigo Seth Hampton foi a última pessoa que o viu com vida. Após uma série de violentos assassinatos começarem a ocorrer na cidade e Seth passa a desconfiar que Mark voltou, mas com o mal dentro dele.

Elenco: 

Graham Skipper Seth Hampton
Josh Ethier Mark Fisher
Susan T. Travers Becky
Vanessa Leigh Jen Craven
Direção: Joe Begos
Duração: 80 minutos

Sempre me pergunto quando que a mistura de terror com ficção cientifica vai dar certo, são poucos os filmes que conseguiram misturar o melhor dos dos generos com bons resultados, como é o caso de O Enigma de Outro Mundo, Alien O 8º Passageiro, A Mosca, por exemplo... Eu poderia citar outros sem a mesma importancia ou relevancia desses três.



Fiquei sabendo sobre a produção independente de Almost Human no começo de 2013 ao postar noticias aqui pro blog. Dando uma navegada pelo Google fiquei sabendo que o filme tava sendo exibido e elogiado em festivais, sairam as primeiras imagens, o trailer e sinopse; o filme me deixou animado, a premissa parecia interessante e o filme bem pés no chão, mesmo com os elementos de ficção inseridos na trama, tem uma certa influência de O Enigma de Outro Mundo e Fogo No Céu, dois filmes que eu gosto muito e de quebra o filme também é puxado pro slasher. O filme tem tudo isso que eu comentei sim, mas nem isso conseguiu fazer o filme ser bom como poderia, sem um bom roteiro tudo isso perde a importancia.

O roteiro é tão simples e se desenvolve de forma tão preguiçosa que chega a incomodar, e o que mais chama atenção é como a história tinha carta na manga pra render uma boa história, com bons personagens e boas ideias, mas infelizmente o filme se perde antes da metade.



O filme já começa direto ao ponto com a introdução de Seth (Interpretado por Graham Skipper, clone do ator Daniel Radcliffe) que logo na primeira cena do filme testemunha o amigo Mark (Josh Skipper) ser abduzido na frente da sua casa, e tudo isso acontece antes dos 3 minutos de filme.

Dois anos se passam e Seth ainda não se recuperou do desaparecimento de Mark, ninguém acredita no lance de abdução e, sem mais nem menos, Mark volta, só que não era mais o mesmo. Uma onda de assassinatos começa, Mark começa a assassinar os conhecidos da cidade sem motivo aparente.


A maior qualidade de Almost Human é ser sutil, com os pés no chão, mesmo com os elementos de ficção inseridos na história, essa qualidade também se torna um defeito, já que o roteiro é limitado demais e antes da metade o filme começa a se perder. O filme também não se decide qual subgenero seguir, slasher ou ficção com toques de terror. A relação de amizade de Seth e Mark parecia ser o foco do filme na primeira metade, não tem importancia nenhuma no decorrer da trama. 

No geral Almost Human é um filme mediano, não chega ao ponto de ser taxado como ruim, é um filme bem feito, mesmo com o baixo orçamento e produção independente, os atores estão bem em cena, as cenas de gore e mortes estão boas, mas no geral poderia ser melhor levando em conta o que o filme tinha em mão.