Crítica: Animal (2014) - Sessão do Medo

20 de junho de 2014

Crítica: Animal (2014)


Um grupo de amigos numa floresta sendo perseguidos por uma criatura sedenta por sangue. "Ah, já assisti esse filme!", "Não é esse. É outro". Quantas vezes isso já aconteceu? Apesar dos blockbusters conquistar aclamação mundial, Hollywood tem suas bombas; filmes B que servem só para manter a produtora funcionando. E Animal é mais um exemplo disso. Porém, devo admitir que o filme me pegou de surpresa, ficando acima do que imaginava.

Um pequeno resumo do filme: Jeff e Alissa são meio-irmãos que resolvem levar seus amigos para um passeio por uma floresta que eles costumavam ir durante a infância. Quando escurece, os cinco amigos tentam voltar para o carro, porém, se deparam com uma criatura que fará de tudo para se alimentar deles. Fugindo, os amigos encontram uma cabana no meio da floresta, onde estão três sobreviventes da criatura. Agora, juntando as forças, os amigos terão que armar um plano para fugir da criatura sã e salvos.


Apesar de usar uma fórmula já desgastada pelos filmes B, Animal nos pega de surpresa pelos personagens sólidos. Eles não são, ao todo, burros. O filme se constrói em estratégias de sobrevivência, que me fez lembrar a ficção científica britânica Ataque ao Prédio. E, pode até ser mais um filme de cabana-na-floresta, porém ele se diferencia dos demais sendo um filme até inteligente, deixando a crítério do público se o mesmo é ruim ou não.

Animal é ambicioso. Ele procura se desviar dos clichês, criando uma história que envolve o público. Ele te faz criar "planos-de-fuga" para os personagens, como se fosse você quem estivesse correndo perigo. Porém, o filme é fechado de forma inútil, sem maior exploração na história e simplesmente acabando nas pressas o roteiro. Tenho certeza que se o roteiro fosse um pouco mais trabalhado, o filme teria ganhado um 7 na minha nota.

O roteiro busca nos levar até o limite da nossa humanidade. Quando um dos personagens sugere matar alguém para servir de isca para o monstro, ficamos todos divididos entre seguir esse plano sem dignidade e sobreviver. Essa foi uma coisa bem interessante de se colocar no roteiro, aumentando mais ainda meu carisma pelo filme.


No elenco, não há nenhum nome conhecido. Só reconheci a Elizabeth "Liz" Gillies (da série da Nickelodeon, Victorious) e a Keke Palmer (da série também da Nick, True Jackson V. P.), duas estrelas adolescentes. Apesar da Elizabeth não ser a melhor atriz do mundo, e demonstrar isso no filme, Keke realmente surpreende. A personagem dela é a única que você "torce" até o final do filme. Ela constrói uma personagem emotiva, porém forte, digna de um filme de Jason.

Certamente, Animal não foi o melhor filme de terror do ano, porém, se manteve na média. Ele é "assistível" e conseguiu ganhar meu carisma, apesar das falhas. Espero que Keke Palmer se arrisque mais no gênero, pois ela é uma ótima atriz e mostrou isso no filme. Mas, como disse acima, o filme deixa a critério do espectador se é um filme bom ou ruim, isso dependendo da opinião de cada um. Porém, devo admitir que foi até bom ver um filme não muito conhecido do gênero me surpreender, como Animal fez.

Nota: 6

por Neto Ribeiro