Crítica: Regressão (2014) - Sessão do Medo

17 de junho de 2014

Crítica: Regressão (2014)


Thrillers (uma mistura dos gêneros policial com suspense e terror) podem ser uma ótima opção para passar o tempo. Eles colocam sua mente para trabalhar, tentando desvendar a reviravolta na história. E, particularmente, gosto de assistir thrillers de vez em quando. Foi quando eu conheci esse filme, estrelado por Mark Strong e Taissa Farmiga (American Horror Story). Antes, ele se chamava Mindscape, porém, houve a mudança do título para Anna, nome da personagem interpretada por Farmiga. Por aqui, o filme ganhou o título de Regressão.

No filme, acompanhamos John Washington (Mark Strong), um detetive que consegue se infiltrar nas memórias das pessoas para descobrir a verdade. Após o suicídio de sua esposa, John dedice se aposentar. Quando se vê apertado financeiramente, John resolve pedir a seu ex-chefe, Sebastian (Brian Cox), um caso para trabalhar. E seu caso é Anna (Taissa Farmiga), uma adolescente inteligente, porém excluída, que passou por várias coisas no passado e hoje vive trancada em sua casa. O que começa com um simples caso de traumatismo, se transforma em um de homicídio quando John começa a investigar o passado de Anna e sua família.

A história do filme não é fraca. Aliás, até certo ponto, o filme é bom. Ele te confunde, fazendo o espectador se questionar sobre a inocência de Anna. Uma vez que você se familiariza com a história do filme, você se vê desmontando-a peça por peça e tentando construir um quebra-cabeça. A idéia é esperta, e se sustenta por um bom tempo. Porém, senti que o final foi feito às pressas. Não foi bem trabalhado, e o filme foi finalizado de maneira fútil, fazendo-o parecer uma mistura de Além da Imaginação com A Maldição de Chucky. Apesar da reviravolta no final ter sido uma boa, o filme deveria ter terminado ali, poupando-nos de narrações desnecessárias.

O filme é produzido por Jaume Collet-Serra. Ele é o diretor de filmes de suspense como A Orfã e o novo Sem Escalas (que está mais para ação). Apesar dele não comandar o filme ao todo, ele tem muita força de opinião sobre a história, por isso, esperava mais do filme.

Conheço Farmiga pela ótima série que a mesma faz, American Horror Story. Já conhecia o talento dela, e que parece ser de família, já que Taissa é irmã de Vera Farmiga (Invocação do Mal, Bates Motel, A Orfã). Sua atuação tem uma natureza crua e dramática, que passa mais do que realmente é para o espectador. E em Regressão, não foi diferente, já que a personagem parece ter sido escrita para a atriz. Mark Strong, que interpreta o detetive John, não nos traz nada novo. Somente o detetive durão, traumatizado pela perda de um ente querido, que resolve bancar o MacGyver em um caso de homicídio.

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Por fim, Regressão é um filme que você não deve ir assistir com muitas expectativas no bolso. Ele pode até entreter, mas logo sai da sua cabeça por conta do final. Não o estou chamando de ruim, até por que ele tem vários pontos altos, sejam eles o elenco ou a história. Porém, esses pontos altos se chocam com os baixos, deixando-o dividido entre o ruim e o bom. É assistível, mas não lhes dou garantia de que irão gostar.

Nota: 5,5

por Neto Ribeiro