Crítica: The Following | 1ª Temporada (2013) - Sessão do Medo

21 de julho de 2014

Crítica: The Following | 1ª Temporada (2013)


A história de The Following acompanha o detetive Ryan Hardy (Kevin Bacon) que 14 anos após conseguir prender o assassino Joe Carroll, um professor que assassinou várias adolescentes, se encontra no mesmo labirinto, quando Joe foge da prisão e começa uma seita com vários jovens psicóticos que começam a assassinar as pessoas usando as obras de Edgar Allan Poe como inspiração.

A série te pega desde o Piloto. Construída com ótimas jogadas equilibradas de suspense e terror, a primeira temporada da série é bem competente e lembra muito Se7en - Os Sete Pecados Capitais. Kevin Bacon como Brad Pitt e James Purefoy como um Kevin Spacey mais psicótico. A série é escrita meticulosamente por Kevin Williamson (Pânico, Pânico 2 e Pânico 4), com episódios que oscilam entre ótimos e "competentes".

Para mim, o mais interessante da série é essa coisa de seita. Joe Carroll (James Purefoy, Resident Evil - O Hóspede Maldito) vira uma mistura de Charles Mason com Hitler. Assim como os personagens da série o descrevem, Joe Carroll é um romântico afiado, que utiliza suas palavras encantadoras para recrutar seus seguidores. Ao longo da série, vários seguidores aparecem, mostrando assim, como ele e Carroll se conheceram. Todos, exceto um, conheceram Carroll em momentos difíceis de suas vidas, o que contribuiu para o recrutamento de Carroll.

Além da seita, também é interessante ver como Carroll é apaixonado por Edgar Allan Poe. Poe foi um romancista americano que escrevia para o jornal local contos de horror - contos estes que influenciaram a indústria literária e cinematográfica de hoje. Um dia, Poe foi encontrado em um banco de uma praça, sussurrando uma mesma frase. Poe morreu neste banco. Carroll considera Poe um deus, fazendo várias de suas façanhas inspiradas nas obras dele. Como na primeira vez em que ele atuou, todas suas vítimas estavam sem olhos. Poe cita em uma de suas obras que os olhos são nossa identidade, a janela para alma. É por isso que ele arrancava todos os olhos das vítimas.


O elenco é bastante satisfatório. Assim como a grade de personagens. Em The Following, não podemos confiar em ninguém, pois todos podem estar na seita. Além de Ryan e Carroll, há Claire (Natalie Zea, Under the Dome) e Joey, ex-mulher e filho de Carroll. Os dois são bem importantes na série, já que logo no piloto, SPOILER, Joey é sequestrado por mais uma personagem, Emma. Emma estava infiltrada na casa de Claire há dois anos, sob o nome de Denise. Quando Carroll foge, tudo sai do controle. Então Denise aproveita o momento para sequestrar Joey.

Há também Sarah, a única sobrevivente de Carroll. Quando ele foge, o FBI a tenta proteger a todo custo. Ajudando-a, há seus dois vizinhos gays, Will e Thomas. Quando Sarah é sequestrada, descobre-se que eles são, na verdade, Jacob e Paul, mais dois seguidores de Carroll. Já Emma leva Joey para uma casa de campo, onde ninguém sabe onde fica. Junto com Emma e Joey, estão Jacob e Paul, os dois vizinhos de Sarah. Durante metade da temporada, a série foca nos quatro dentro dessa casa e como o relacionamento dos três são afiado. Paul ama Jacob que ama Emma. E Emma é uma cobra que fica jogando Jacob contra Paul e vice-versa.

A série tem um suspense bastante inventivo e agregador, que nos envolve durante os 15 episódios. Porém, devido à quantidade de episódios, a série se perde em alguns lugares. Não sei se é por que eu não curto muito o gênero policial, mas fiquei meio entendiado quando a série seguiu por esse caminho. A série começa com um tom meio do gênero de terror, o que me chamou muita - muita mesmo - atenção, pois sou apaixonado por terror. E quando a série seguiu o caminho policial por alguns episódios inteiros, quase parei de assistir, mas sempre vinha uma coisa interessante no final de episódio e eu voltava a ver.

E eu acho que a série se perdeu a partir do momento em que Carroll se reúne com os seguidores na mansão. Apesar de ter voltado aos trilhos no final da temporada, esses foram os episódios mais chatos. A série tinha um ritmo bastante "fervente" nos primeiros 7 ou 8 episódios. E quando o FBI achou a casa de campo onde Emma estava, foi um dos melhores episódios. Porém, a série ficou entediante, pois o FBI não tinha mais nenhuma pista de onde a seita estaria, e todos ficaram com caras de "poker-face" sem saber o que fazer.

Mas, apesar de seus altos e baixos, a série é envolvente. É interessante, instigante e possui um suspense bem nivelado, com uma season finale de tirar o fôlego (principalmente os revoltantes últimos segundos). Eu recomendo bastante para aqueles que gostam de séries policiais com um toque thriller e com reviravoltas... Interessantes.

Nota: 7,5

por Neto Ribeiro