Crítica: Sexta Feira 13: Parte 6 - Jason Vive (1986) - Sessão do Medo

7 de setembro de 2014

Crítica: Sexta Feira 13: Parte 6 - Jason Vive (1986)


Olá a todos, fico feliz em dizer que a critica de um filme que eu adoro. Friday 13th Part 6 Jason Lives ou Sexta Feira 13 Parte 6 Jason Vive será feita por mim, digo isso porque ele além de ter sido um marco, pois ele foi o primeiro filme da franquia que eu vi, ele está entre os melhore filmes do nosso querido vilão, Jason Voorhees.

Nesse filme Jason de fato estava morto desde o fim da parte 4 quando Tommy Jarvis enche o vilão de terçadadas, mais tarde, na quinta parte, Tommy sofre o ataque de alguém que se passa por Jason, trata-se de Roy Burns que queria se vingar pela morte de seu filho assassinado na clinica por um interno interpretado por Miguel A. Núñez Jr (alguém se lembra do Suicide de Return of the Living Dead?). O fato é, o final do quinto filme mostra uma ideia de que Tommy Jarvis seria o novo assassino da série, o filme termina com ele atrás de Pam, usando a mascara de Hockey e com o terçado levantado, pronto para dar um golpe letal na sobrevivente do filme 5. Felizmente o publico fã da franquia não gostou da ideia, sendo essa parte 5, intitulada "A New Beginning" ou "Um Novo Começo" , é um dos filme mais criticados da franquia, principalmente por não trazer o Jason como vilão.

Foi aí que para corrigir o erro da parte 5, eles trouxeram o Jason na parte 6, e é aqui que a critica realmente começa.


O filme começa anos depois da parte 5 onde Tommy (agora interpretado por Thom Mathews, o Freddy e Joey de Return of the Living Dead 1 e 2) e o seu amigo, Allen, caminham pelo cemitério em busca da sepultura de Jason, até que o acham. Nessa introdução nós temos a certeza que o final da parte 5 nada mais é do que outra alucinação ou um pesadelo de Tommy visto que aparentemente ele seguiu com a sua vida, mas as lembranças do passado ainda o perseguem. Tommy e Allen desenterram Jason e é aí que encontram um cadáver em decomposição, horrendo e monstruoso. Se tratava do próprio assassino, ele estava morto mesmo, quem tinha duvidas disso, conclui aqui que a franquia poderia ter sido encerrada na parte 4. 

Num surto de raiva, Tommy pega uma barra de ferro e empala Jason várias vezes. A história recomeça, um raio atinge a barra de ferro fincada em Jason e com a descarga elétrica o homem volta a vida (tipo Frankenstein, aliás, não duvido que essa ressurreição não tenha sido tirada dessa história). Aqui temos uma coisa interessante, Jason aparece sem a mascara, seu rosto grotesco pode ser visto logo no começo, em toda a franquia a cena dele sem mascara só era vista no final para dar um susto no telespectador. 

Jason mata o Allen com um único golpe arrancando o seu coração fora, nessa parte podemos notar que o vilão não só voltou a vida como está mais forte do que antes. Enquanto Tommy foge, Jason pega a mascara e a coloca. Essa cena é curiosa, antes dos créditos de introdução é visto Jason andando e dando uma faca no estilo James Bond em 007. 


Tommy, após ressuscitar Jason corre para a policia para avisar que o assassino estava vivo outra vez e que ele iria voltar para a casa dele, Crystal Lake, agora chamada de "Forest Green" para a população esquecer o que aconteceu lá e tentar apagar as lembranças ruins do local. Mas ninguém acredita em Tommy, como deveria ser, tipo eu não acreditaria se alguém chegasse dizendo "Jason voltou a vida com um raio, matou o meu amigo e agora vai voltar para Crystal Lake para matar todos que estão lá", mas isso é irrelevante. 

Enquanto isso em Forest Green, um grupo de instrutores se preparam para receber um grupo de crianças que estão a caminho para as férias, uma das instrutoras é a filha do xerife, Megan Garris. 

Daqui por diante você tem uma noção do que acontece, todos os instrutores vão sentindo a força de Jason, não só os instrutores como também um grupo de amigos que jogam paintball na floresta que até então era 'segura'. Inclusive, é nesse filme que ele passa a perseguir as suas vitimas andando. Na parte 5 o Roy também andava, mas como não era o Jason, não conta. Na parte 4, o Jason já era um maratonista, corria e muito para pegar as suas vitimas, no caso, a irmã de Tommy, Trish que em determinado momento teve que se jogar da janela do segundo andar para fugir do assassino.


Outra inovação interessante é que as crianças chegam ao acampamento logo no começo dos massacres, ou seja, temos um acampamento de verdade com crianças frequentando ele.

As tentativas de inovações nesse filme foram tantas que até na trilha sonora nós percebemos mudanças, por exemplo. Além das conhecidas musicas de suspense da série, temos musicas cantadas pelo famoso Alice Cooper, inclusive a musica "He's back The Man behind de mask" foi um clip criado unicamente para esse filme, e cá entre nós, ficou muito bom. Ainda de Cooper, existem outras musicas como "Hard Rock Summer" e "Teenage Frankenstein". Felony também deixa a sua marca na trilha com a musica "I'm no Animal".


Ainda temos boas referências ao filme "A Hora do Pesadelo", quando uma menina chamada Nancy acorda assustada e diz que teve um pesadelo com um homem perseguindo ela. Achei interessante e se você gosta da franquia do Freddy Kruguer, vai sorrir com essa cena, simples, mas muito simbólica.

A policia aqui tenta agir a tempo de evitar um massacre ainda maior, após a matança dos instrutores, eles chegam para dar um fim em Jason. Liderados pelo xerife Garris, um a um os policiais vão virando vitimas do assassino. Enquanto isso, a filha do xerife Garris, a jovem e infantil Megan, ajuda Tommy a fugir da cadeia e a tentar pegar Jason, para ela é tudo uma brincadeira até que ela se depara com os amigos mortos no acampamento e vê que a coisa realmente é séria.

Bem no final, Tommy em um barco vai para o meio do lago e chama Jason que vai ao seu encontro. É uma cena muito tensa e interessante, Jason está morto, ele não precisa nada porque ele não respira, é aí que ele emerge na água e tenta matar Tommy. Antes do barco afundar, Tommy coloca uma corrente em volta do pescoço de Jason, a corrente estava amarrada em uma pedra que vai parar no fundo do lago ao lado de uma placa "Welcome to Crystal Lake", Megan salva Tommy. E assim o filme acaba. Jason provocou uma grande matança, 16 pessoas pelo menos, e mesmo assim sobreviveu gente demais, Além de Megan, Tommy e as crianças, também sobreviveu um policial chato demais que ficou preso na prisão graças ao casal protagonista.
Jason ficou no fundo de Crystal Lake, 'vivo' esperando. Com o final nós pudemos notar que esse não se tratava do ultimo filme.


Esse filme era para ter uma cena final onde o pai de Jason, Elias, caminhava até a sepultura do vilão e então a câmera daria um close no rosto de Elias e ele faria um olhar malvado. 

Dirigido por Tom McLoughlin, esse filme trouxe inovação, mas sem deixar a tradição deixada pelos anteriores, algumas mortes vem com muito humor, como a do jogador de paintball que é arremessado contra uma árvore e com o impacto fica marcado nela uma cara do Smiley. Mas tudo isso faz com que o filme seja divertido. Jason está mais forte e cruel, depois desse filme, ele nunca mais seria o mesmo que vimos nas partes 2, 3 e 4, mas a sua sede por sangue continuaria a crescer mais e mais. 

Repito que para mim, esse é um filme marcante, muitos não gostam pelo excesso de humor, mas eu o considero demais, e não falo só por mim visto que ele recebera criticas positivas por grande parte do publico fã e da critica. 


Sexta Feira 13 - Parte 6 é o verdadeiro filme que dá um novo começo a franquia, vale a pena por mostrar o auge do assassino com a mascara de Hockey e toda a sua presença em cena que está mais forte do que nunca, aliás, méritos para o Jason da vez, o C.J. Graham, ele ficou perfeito usando a mascara.

Enfim, 'Sexta Feira 13 Parte 6' pode ser facilmente considerado como um dos melhores da franquia, vale a pena pela volta triunfal do Jason, pelo massacre criativo e diversificado, vale pela conclusão e pela trilha sonora. Então eu dou uma nota 8,0.


Direção: Tom McLoughlin
Roteiro: Tom McLoughlin, baseado nos personagens criados por Victor Miller
Elenco: Thom Mathews, Jennifer Cooke, David Kagen, Kerry Noonan, Renée Jones, Tom Fridley, C.J. Graham, Darcy DeMoss, Vincent Gustaferro, Tony Goldwyn, Nancy McLoughlin, Ron Palillo.

Por: Michael Kaleel.