Crítica: The Signal (2014) - Sessão do Medo

28 de outubro de 2014

Crítica: The Signal (2014)



The Signal é uma ficção científica que acompanha três amigos, Nic (Brendon Thwaites, O Espelho), sua namorada Haley (Olivia Cooke, Bates Motel e A Marca do Mal) e Jonah (Beau Knapp) que viajam de carro pelos Estados Unidos para deixar Haley na Califórnia. Nic e Jonah são brilhantes estudantes do MIT que resolvem aproveitar a viagem para procurar um hacker chamado “Nomad” que recentemente destruiu os servidores do MIT, como também os servidores pessoais da dupla, após emitir um estranho sinal.

Ao chegar ao local, uma cabana remota e vazia, Nic e Jonah vão verifica-la, quando escutam o grito de Haley, que havia ficado no carro. Voltando ao carro, eles percebem que Haley sumiu. No escuro, eles procuram pela garota até vê-la levitando no ar e tudo fica escuro. Nic acorda em uma sala branca, onde é interrogado por Dr. Damon (Laurence Fishburne, Predadores). Aos poucos, Nic vai juntando as peças para fugir daquele lugar, mas será mais difícil do que imagina.

De primeira vista, o filme parece ser um drama indie de adolescentes que viajam pelas estradas dos Estados Unidos quando nada mais tem a fazer. Porém, The Signal se transforma em uma tensa história de sobrevivência, ação e efeitos especiais bem produzidos e inseridos devidamente na trama. O filme realmente me surpreendeu, pois seus primeiros minutos (e nem mesmo seu meio) revela a verdadeira identidade do filme. Ele cria um suspense próprio que vai o espectador delirar criar teorias sobre o tema do filme até seus minutos finais.

http://www.allcinematic.com/wp-content/uploads/2014/06/The-Signal-Science-fiction.jpg

Brendon Thwaites, que interpreta o protagonista Nic, foi a grande surpresa. Recentemente havia conferido dois filmes que o mesmo havia feito (O Espelho e a fantasia Malévola), e o desempenho do ator nesses dois filmes foi péssimo. Mas em The Signal, Brendon mostra que sabe atuar, o que tenho certeza que abrirá as portas para futuros projetos. Infelizmente, Olivia Cooke não teve espaço para mostrar seu talento. Já acompanho a atriz como Emma na série Bates Motel e tenho que admitir que o filme não deu muito espaço para ela.

Por fim, The Signal se mostrou um ótimo filme para completar o ano de 2014; uma produção inteligente e sofisticada que sabe como criar uma história envolvente e prender o público durante os 90 minutos de projeção. Ouvi boatos de uma continuação, mas espero que não haja uma. Gostei de como o filme foi finalizado e gostaria muito que continuasse desse jeito.

Nota: 7

por Neto Ribeiro