Produtores falam sobre o próximo Sexta-Feira 13 e sobre a produtora - Sessão do Medo

5 de dezembro de 2014

Produtores falam sobre o próximo Sexta-Feira 13 e sobre a produtora

Os produtores Brad Fuller e Andrew Form falam com exclusividade ao Omelete sobre o próximo Sexta-Feira 13, que segundo os dois não será continuação e nem uma nova refilmagem. Além de informação do novo filme, eles falam um pouco sobre a impressa Platinum Dunes e alguns erros e acertos. Confira abaixo:


"No começo, chegou até nós o projeto de um remake de O Massacre da Serra Elétrica e pensamos em começar por ele, numa época em que reboots e remakes não eram tão constantes. Pensamos que com pouco dinheiro poderíamos contatar as pessoas com quem Michael tinha trabalhado ao longo dos anos nos blockbusters e talvez ter a oportunidade de fazer um longa de baixo orçamento com um visual de qualidade, dentro do gênero do terror, sem a necessidade de muitos efeitos ou dublês. Quando esse filme funcionou em 2003, pensamos: 'E agora?'. Logo lembramos de Horror em Amityville [refilmado em 2005] e meio que começou daí... Fizemos vários remakes de terror na sequência. Acabamos nos apegando ao gênero e ficamos nele por um bom tempo, até recentemente", lembra Fuller.

"Estamos enfocando uma história diferente para Jason", diz Fuller
Hoje, com o mercado saturado, a diversificação se tornou uma necessidade para o produtor."Nós avaliamos todas as ideias que chegam até nós. Uma Noite de Crime foi um conceito fantástico que chegou até nós, uma ideia original, e logo embarcamos nela. Sentimos que há menos e menos oportunidades de fazer reboots, porque hoje há muito mais gente fazendo do que na época em que começamos, e a competição nos forçou a procurar histórias em lugares distintos. Não significa que não queremos remakes, nem que deixamos de buscá-los, e sim que estamos procurando ideias que funcionem, sejam elas originais ou reinventadas."

A série Sexta-Feira 13 é uma prova de que o terror continua nos planos da produtora. "Nós fizemos um reboot em 2009 e agora em 2014 estamos enfocando uma história diferente para Jason. Não será uma continuação do filme de 2009 nem um remake do original. É só uma história diferente - vamos falar mais disso no Brasil se as pessoas na CCXP quiserem. Adoramos Jason e a franquia Sexta-Feira 13", diz Fuller.



Fuller conta como ocorreu, dentro da Platinum Dunes, a transição dos filmes de baixo orçamento para um blockbuster como Tartarugas Ninja"A gente foi com tudo pra cima. Adorávamos as Tartarugas quando éramos jovens. E havia uma quantidade enorme de efeitos visuais para fazer, mas no fim das contas é só o cronograma que fica mais longo. E na verdade, como estávamos habituados a esse mundo de reimaginar filmes, sempre achamos que as Tartarugas se encaixavam perfeitamente no que já fazíamos. A comédia nesse filme, assim como o terror, precisa ser trabalhada e preparada para entregar resultado; humor e terror são parecidos nesse sentido, e tínhamos todo um treinamento dos nossos filmes de terror. No geral, levamos um tempo para aprender a calcular como e quantos seriam os efeitos visuais nesse filme, mas de resto são os negócios de sempre."

A Morte Pede Carona foi uma das grandes lições que a Platinum Dunes aprendeu
Por mais que os filmes sejam parecidos, os tropeços são inevitáveis. Questionado sobre a maior lição que aprendeu com seus erros, Fuller conta: "Os enganos que nós cometemos às vezes acontecem por que Andrew, Michael e eu acreditamos que algo continua conhecido, junto à molecada, só porque nós três ainda conhecemos. Por exemplo, fizemos em 2007 um filme chamado A Morte Pede Carona [remake do longa homônimo de 1986]. Tenho dois filhos, de 21 e 17 anos, e eles sequem sabem o que é pegar carona na estrada. Nós sempre adoramos a noção do caronista, mas de alguma forma essa figura se tornou irrelevante para o público mais novo".
"Então a primeira pergunta que nos fazemos é: 'Qual o público deste filme?'. Quando começamos a produtora, a gente achava uma ideia boa e resolvíamos fazer. Hoje sempre tentamos identificar nosso público. Essa é uma das grandes lições que aprendemos, não é, Drew?", continua Fuller, e Andrew Form emenda: "É, nós sempre olhamos um para o outro e questionamos se determinado filme tem razão de existir. Nós desafiamos um ao outro, discutimos o que pode funcionar ou não, e sempre queremos entreter as pessoas, é para isso que estamos aqui e é por isso que nos desafiamos. Fazer filmes só para nós não faz sentido. Então quando achamos uma ideia que pode funcionar nós tentamos convencer o estúdio. Se todos embarcarem no projeto e ele acontecer, nossa torcida é que o público no cinema também embarque".

A matéria postada é de autoria do site Omelete