Crítica: Armadilha Para Turistas (1979) - Sessão do Medo

24 de maio de 2015

Crítica: Armadilha Para Turistas (1979)

Todo ano, jovens desaparecem...

Ah, anos 70. Época em que filmes eram feitos para assustar - e conseguiam. Hoje em dia, são poucos filmes que conseguem alcançar seu propósito de gênero. Mas antigamente, podemos achar vários exemplos. Um desses é Armadilha Para Turistas (ou Tourist Trap). Filme esse que assisto hoje em dia e ainda me dá calafrios...

Na onda que era famosa na época, Armadilha Para Turistas é um slasher muito bem competente e que altamente recomendo à todos os fanáticos de terror. Esse sim é um clássico e que merece mais reconhecimento. Feito em 1979 e dirigido pelo mesmo diretor de Puppet Master, dá para se perceber que a maior inspiração para o filme foi O Massacre da Serra Elétrica, lançado cinco anos antes. Mas a coisa que mais se dá para notar é que o filme A Casa de Cera (2005) na verdade refilmou esse filme, não O Museu de Cera. E não importam quanto neguem, se vocês assistirem os dois, irão ver a semelhança das histórias.

E por falar na história, ela começa com um jovem, Woody, indo até um posto de gasolina, após o pneu de seu carro furar. Chegando lá, ele é surpreendido por vários manequins assustadores e outras coisas e acaba sendo morto. Vemos que ele estava acompanhado de sua namorada Eileen, a irmã dela Molly, e o casal Becky e Jerry. Os quatro continuam seu caminho, procurando por ele, só que acabam encontrando um tipo de pequeno resort falido (pois uma nova rodovia foi construída e os turistas pararam de ir lá) comandado pelo Sr. Slausen, um viúvo.


No resort, há um tipo de museu, onde há várias estátuas de gesso bem realísticas e que encantam as garotas. Do museu, pode-se ver uma antiga casa ao longe. Eileen curiosa vai lá, mesmo após o Sr. Slausen ter avisado para não ir, antes de sair. Ao chegar lá, a garota é atacada por uma figura mascarada, que logo se presume ser o irmão do Sr. Slausen. A partir daí, a história vai se desenrolando, com as amigas indo procurar o resto e muitas perseguições acontecendo.

Tenho que admitir que muitas cenas me deram calafrios. As máscaras do assassino são assustadoras, com aqueles olhos pretos e a boca "cortada"; as manequins também ajudam bastante, seguindo os personagens com os olhos... Isso sem falar do climaço de suspense que o filme constrói. Quem não ficou tenso nesse filme atire a primeira pedra. Só acho que a única falha do filme é aquele lance do assassino ser telecinético e tal. Para mim, meio que quebrava o clima, assim como as manequins "cantando".

Foi só pesquisando sobre o filme que vim descobrir que o assassino ganhou um nome próprio: Plasterface (ou Cara-de-Plástico). Fez lembrar de alguém? Sim, Leatherface. Gosto bastante da semelhança entre os dois filmes. Acho que foi o que me fez gostar ainda mais dele, já que sou um grande fã de O Massacre da Serra Elétrica.


Além de tudo, o filme tem cenas muito bem feitas e o elenco está bom na medida do possível. A principal, Jocelyn Jones, que faz Molly, está muito bem no papel e apesar de algumas cenas caricatas, dá para ver o quanto a personagem está sofrendo psicologicamente, vendo tudo aquilo acontecer de uma vez só.

Outra cena muito bem interessante é a da perseguição do Plasterface com ela, na floresta, em que ele carrega a cabeça de um manequim que fica gritando! É bem louca, divertida e bizarra, assim como o filme.

Enfim, os anos 70 é um verdadeiro baú de muitos tesouros, sejam eles conhecidos ou não. Se você não conhecia esse filme ou conhecia mas não assistiu, corre para assistir! Um slasher muito divertido, assustador e que virou um dos meus favoritos!
por Neto Ribeiro

Título Original: Tourist Trap
Ano: 1979
Duração: 90 minutos
Direção: David Schmoeller
Roteiro: David Schmoeller, J. Larry Carroll
Elenco: Chuck Connors, Jocelyn Jones, Jon Van Ness, Robin Sherwood, Tanya Roberts