Crítica: Exeter (2015) - Sessão do Medo

16 de maio de 2015

Crítica: Exeter (2015)


(Esse texto contém um leve spoiler, nada que prejudique o seu envolvimento com a trama. Mas deixo claro que se não quiser saber nenhum detalhe por mais banal que seja, não leita o texto a seguir.)

"Durante uma festa regada a sexo, drogas e rock n’roll, seis adolescentes do interior encontram um antigo disco e decidem tocá-lo ao contrário para procurar alguma mensagem subliminar e/ou satânica. Eis que um espírito aparentemente malevolente infiltra no grupo, descarregando destruição enquanto passa de um corpo a outro. Entretanto, logo é revelado que o espírito em questão está na verdade procurando uma passagem … e percebe-se que a verdadeira fonte de todo o horror não é paranormal, mas sim algo (ou alguém) muito mais próximo."

Bom, eu não sou fã do subgênero possessão, apesar de gostar muito de alguns filmes que falam sobre. Como o clássico "O Exorcista" e o "Exorcismo de Emily Rose", que pra mim é o melhor longa sobre possessão pós exorcista. Eis que surge "The Asylum", ou "Exeter", e quem sabe até "Backmask", já que o filme tem três títulos haha. Enfim, esse é um longa que prometia se diferenciar, até por ser dirigido pelo Marcus Nispel, dos remakes "O Massacre da Serra Elétrica" e "Sexta-Feira 13", mas infelizmente não me agradou.


A sinopse promete algo meio batido, e até sério, mas logo os aviso às vocês que não tem nada disso, pois tudo é na verdade uma grande piada, feito claramente para zoar os clichês de filmes de terror. O longa é cheio de referências, tipo, quando um dos personagens é possuído, o brian usa um tablet com o aplicativo de exorcismo. Nele podemos ver o desenho da Regan ("O Exorcista"), com todos os passos para se fazer um bom exorcismo. Fora o momento em que os jovens brincam com o tabuleiro de Ouija, e tentam se conectar com os mortos.

Tem todos os personagens que conhecemos: o gordinho engraçado, o babacão, a vagaba, o bonitão que pega todas, o mocinho e a mocinha, ahh e o irmão mais novo que quer se meter em tudo. Ahh e o desenvolvimento é bem rápido. Mal temos a apresentação dos personagens, as coisas vão acontecendo e é você que tenta se conectar. Não se preocuparam nem com isso, ou essa foi a intenção mesmo. O grande erro do filme, pra mim, é o lance do zero clima de suspense e tensão, sem contar que não tem graça. Eu não vou nem conseguir dar uma opinião concreta, sabe? É tudo uma bagunça!

Até certo ponto a história tenta ser séria, e os personagens também, mas depois começa aquele exagero sem fim. Tem gore, bastante sujeira, e algumas situações meio idiotas. Por exemplo, um determinado personagem que cai por cima de uma foice (não sei o nome exato do objeto, creio que seja esse), e ela o atravessa. Prontinho, morreu! Que criatividade, não?
 

Em algumas coisas o diretor acerta. Primeiramente, o elenco é bacaninha. Não é maravilhoso, mas é carismático e dá conta do recado. O cenário também é sensacional. Assim como em "O Massacre da Serra Elétrica", o ambiente onde a história se passa é bem sujo, os personagens se sujam com gosto haha, é aquela fotografia bem texana. Dá pra ver a identidade do cara ali!

Em algum momento me lembrou "Arraste-me Para o Inferno", pelas cores e exageros, mas nem de longe tem a graça de um dos meus filmes favoritos.

Por fim, recomendo que assistam sem esperar nada, pois a zoeira não tem fim!

Por Lu Souza.
                                                                          Trailer



- Ficha Técnica

Origem: USA
Idioma: Inglês
Produção: Vicarious Entertainment
Duração: 90 minutos.

Elenco: Esthepen Lang, Brett Dier, Brittany Curran, Gage Golightly, Kevin Chapman, Kelly Blatz, Meredith Prunty, Jenny Shakeshaft, Ashley Tramonte, Jarret Lemaster, Michael Ormsby, Nick Nicotera, Karina Junker, Kazumi Aihara, Nik Nordella.