Crítica: Slasher | 1ª Temporada (2016) - Sessão do Medo

8 de dezembro de 2016

Crítica: Slasher | 1ª Temporada (2016)


Slasher movies: "Um filme de terror com um assassino e várias mortes. Podem se passar em florestas, no meio do nada, numa cidade pequena, num acampamento, etc. Geralmente, os assassinos são maníacos atrás de vingança e as vítimas são adolescentes, às vezes adultos." 

Essa é a definição do termo slasher presente no site Urban Dictionary. Como deve ter percebido, exemplos de filmes assim são os clássicos Sexta-Feira 13, A Hora do Pesadelo, Pânico, Halloween, A Casa de Cera e por aí vai. Infelizmente, não é um subgênero que vem recebido um bom tratamento atualmente. A época de ouro dele era nos anos 70/80, e voltou com tudo após Pânico no final dos anos 90. Depois disso, todo mundo pareceu estar cansado dele, o que abriu espaço para o terror sobrenatural.

Na televisão, também não há muitos exemplos para serem mostrados. Portanto, a ideia de uma série feita exatamente para reviver o gênero chamou atenção. A adaptação televisa de Scream não deu muito certo, por que sempre parecia ter medo de matar os personagens, coisa inaceitável nesse nicho. E a ideia de Slasher não podia ser mais clichê possível. Calma, às vezes um clichê é bom, quando bem feito e bem trabalhado. Infelizmente não é o caso dessa série.


Recentemente adicionada ao catálogo da Netflix brasileira, a produção ficou por conta do canal Chiller, derivado de uma empresa de filmes de mesmo nome que já fez longas medianos como Animal, A Pata do Macaco e O Perigo Vem do Lago. A série é a primeira produção original deles, marcada por um roteiro desleixado, diálogos rasos, falta de originalidade e outros tropeços.

Como uma péssima protagonista temos Katie McGrath (se lembram da secretária que é trucidada pelos dinossauros em Jurassic World?). Ela interpreta Sarah Bennett, que junto com seu marido Dylan (Brandon Jay McLaren), volta para a cidade natal, onde seus pais foram assassinados quando ela ainda estava na barriga da mãe. O crime aconteceu numa noite de Halloween e o culpado, Tom Winston (Patrick Garrow), ficou conhecido como "O Carrasco" por conta da sua fantasia.

Agora, mais de duas décadas depois, Sarah se muda para a casa onde tudo aconteceu. Não demora muito para que sua vizinha seja brutalmente assassinada por alguém vestindo, adivinha só, a roupa de Carrasco. Logo, os moradores da cidadezinha vão sendo assassinados pelo serial killer, mas ele tem um modus operandi. Ele mata as pessoas com base nos 7 pecados capitais. O castigo usado na idade medieval para tal pecado é o que ele usa para matar a pessoa, sacou?


Se o roteiro fraco e o elenco sofrível decepcionam, a série nos compensa com as mortes. Em sua maioria, são criativas, cheias de sangue e gore, além de bem gráficas. O que faltou de ousadia em Scream da MTV, pelo menos nesse quesito, Slasher se superou. A cada episódio, há uma nova vítima e embora os personagens sejam bem apáticos, seus fins são bem, bem violentos.

Agora vamos falar do rosto principal da série: O Carrasco. Ideia legal, mas sério, a fantasia é meio tosca não acham? Claro, há piores. Se você já assistiu Prom Night (1980) ou até Um Grito Embaixo D'Água (2001), sabe que há piores. E a grande revelação é bem previsível mas não chega a ser exatamente frustrante.

O primeiro ano de Slasher foi marcado por muitos, muitos erros, mas de alguma forma, ajudou a saciar aquele desejo antigo de trazer esse tipo de narrativa à tona. Felizmente, ainda que uma produção pequena, o seriado conseguiu mais duas temporadas pela Netflix. A segunda, Guilty Party, se mostrou superior à primeira; e a terceira e ainda inédita Soltice chega às plataformas da gigante do streaming no dia 23 de Maio.

Crítica publicada em 04/05/2016. 
Criada por: Aaron Martin
Canal: Chiller
Episódios: 8
Elenco: Katie McGrath, Brandon Jay McLaren, Steve Byers, Dean McDermott, Wendy Crewson