[Top 10] Melhores de 2018 - Sessão do Medo

29 de dezembro de 2018

[Top 10] Melhores de 2018


Encerramos mais um ano que felizmente superou todas as nossas expectativas. 2018 foi um ótimo ano para quem adora o gênero de terror por ter tido tantos filmes que se arriscaram a sair da caixa. E até mesmo alguns daqueles que ficaram nela conseguiram nosso carinho. Por isso foi um pouco difícil selecionar apenas 10 filmes para essa lista de fim de ano. Os nossos dez finalistas são filmes que merecem a sua atenção, então os que ainda não viu, anota pra ver depois!

Vamos à lista!


10 - Apóstolo (de Gareth Evans)

Uma mistura de O Homem de Palha (1973) e A Vila (2004), o novo filme do Evans feito para a Netflix é um tenso horror de época que consegue prender sua atenção pelas mais de 2 horas de duração. Narrando a história de um homem (Dan Stevens) que se infiltra em um culto religioso que raptou sua irmã, o filme tem uma ótima ambientação e infelizmente passou batido por muitos mas definitivamente vale a conferida.


9 - A Casa do Medo: Incidente em Ghostland (de Pascal Laugier)

Pascal Laugier dirigiu um dos maiores filmes de horror do século há 10 anos atrás: Martyrs. Agora ele retorna depois de um longo hiatos com uma boa surpresinha que foi Ghostland (ou "A Casa do Medo: Incidente em Ghostland"), que conta a história de uma mãe e suas duas filhas que se mudam para uma casa que herdaram da falecida tia. Na primeira noite de estadia, elas são atacadas por invasores que as deixam marcadas pelo resto da vida. Anos depois, uma das garotas, hoje uma escritora bem-sucedida, retorna ao local quando começa a ter visões assustadoras. No início, o filme aparenta caminhar para um lado previsível mas as reviravoltas o impedem de ser mais um terror genérico e o coloca diretamente na nossa lista de melhores do ano.


8 - Halloween (de David Gordon Green)

Provavelmente o mais esperado do ano, o reboot de Halloween é uma sequência do original que traria de volta a Jamie Lee Curtis no papel de Laurie Strode após 16 anos (sua última participação na franquia tinha sido na abertura de Halloween: Ressurreição). Um sucesso de bilheteria, o filme só demonstrou a força que os slashers ainda têm. Mas acima de tudo, o longa foi um verdadeiro presente pros fãs da franquia, cheios de fan service e referências que deixa a experiência mais divertida. Tem sim seus problemas mas continua sendo um dos melhores do ano.


7 - Buscando... (de Aneesh Chaganty)

Outra surpresa do ano foi o cyber-thriller Buscando, situado inteiramente na tela de um computador, quando um pai resolve procurar pistas do desaparecimento da filha em seu notebook. Estrelado por John Cho, o filme é uma experiência muito emersiva e quem conferiu nos cinemas pode ver tudo traduzido para o português. Se realizado no formato normal, o filme não teria se destacado muito mas a ideia (ainda que não completamente inovadora) trouxe um pouco de frescor para a produção.


6 - O Ritual (de David Bruckner)

Esse filme britânico já deve ter sido esquecido a esse ponto por ter sido lançado no comecinho do ano, mas nós lembramos dele! Uma ótima adição ao gênero, a produção lembra bastante o clássico A Bruxa de Blair (1999) ao colocar um grupo de amigos refazendo uma trilha pelos bosques da Suécia para homenagear um amigo falecido e se deparando com um culto adorador de uma criatura devoradora de homens. Se assisti-lo sem ver o trailer, poderá aproveitar melhor todo o suspense. Leia aqui nossa crítica.



5 - O Animal Cordial (de Gabriela Amaral Almeida)

A primeira de duas produções nacionais na lista, O Animal Cordial traz um pouco do horror sanguinolento pro nosso país de uma forma crítica. A história envolve Inácio (Murilo Benício), o simpático dono de um restaurante em São Paulo que precisa agir para defender seus funcionários e clientes de um assalto. O filme toma rumos impressionantes e com a direção de Gabriela Amaral Almeida, uma trilha sonora repleta de sintetizantes no melhor estilo John Carpenter e atuações pontuais de Benício, Luciana Paes e Irandhir Santos, era uma adição indispensável para a lista.


4 - As Boas Maneiras (de Marco Dutra e Juliana Rojas)

A segunda produção nacional é As Boas Maneiras, que escancarou as portas do terror brasileiro lá fora, ganhando renome e destaque nos festivais internacionais. Dirigido por Marco Dutra e Juliana Rojas (mesma dupla de Trabalhar Cansa), o filme é uma mistura louca de terror com fantasia com musical e por incrível que pareça, funciona perfeitamente. Narra a história de Clara (Isabél Zuaa), uma enfermeira contratada pela grávida Ana (Marjorie Estiano) para ser empregada e babá do vindouro filho. Mas aos poucos, ela vai percebendo que a gravidez dela não é normal.


3 - Aniquilação (de Alex Garland)

A segunda investida do Garland na ficção-científica foi a adaptação (livre, digamos assim) do livro Aniquilação, lançada pela Paramount/Netflix no início do ano. É um filme que obviamente divide o público mas que já nasceu envolto numa aura "cult". A história acompanha uma bióloga (Natalie Portman) que embarca numa expedição para uma crescente área chamada de "O Brilho", de onde seu marido, um militar, foi o único a retornar com vida. Visualmente criativo, o filme dispõe de cenas igualmente belas e assustadoras, sem falar no desfecho insano entre Lena e o alienígena. Clique aqui para ler nossa crítica. 


2 - Um Lugar Silencioso (de John Krasinski)

Um filme de experiência. Assim que podemos definir Um Lugar Silencioso. O terror de Krasinski (que também estrela) é milimetricamente projetado para ser algo que te traga para dentro da trama, de forma que é impossível piscar os olhos em certas sequências de tensão. Na história, uma família precisa sobreviver num mundo tomado por criaturas atraídas pelo som. E apenas com a chocante cena de abertura, somos obrigados a ficar em um estado de completo silêncio com poucos momentos de alívio. 


1 - Hereditário (de Ari Aster)

Talvez a obra mais impactante de 2018, Hereditário é um estudo apavorante sobre a estrutura familiar e as coisas que herdamos dos nossos parentes. Após a morte da avó, a família Graham começa a presenciar estranhos fenômenos que só se agravam à medida que Anne (Toni Colette) descobre os segredos da matriarca. Mesmo marcando a estreia de Ari Aster na direção de um longa-metragem, isso nunca transparece pois estamos lidando com o trabalho de um verdadeiro profissional, do roteiro às técnicas de direção. Hereditário aposta num misto de drama e horror psicológico de forma pesada e é impossível esquecê-lo tão facilmente.

Leia também:

Top 10: Piores filmes de 2018

10 filmes de terror para esperar em 2019

10 filmes de terror para ver nas férias!