10 diretores de terror para ficar de olho! - Sessão do Medo

25 de maio de 2019

10 diretores de terror para ficar de olho!


Entre as décadas de 1960 e 1990, o cinema de terror e suspense conheceu aqueles que são, até hoje, os seus grandes mestres. Alfred Hithcock, George A. Romero, John Carpenter, Dario Argento, Wes Craven, entre outros. A questão é que, de uns anos para cá, novos nomes foram surgindo - ainda é cedo para chamá-los de "mestres", mas vale a pena ficar de olho em cada um deles.

Para essa lista, reunimos diretores de Hollywood e do Brasil que se destacaram recentemente e se mantêm na ativa, com novos projetos de terror à vista. Cineastas como Guillermo del Toro, James Wan e M. Night Shyamalan foram deixados propositalmente de fora: afinal, são figuras consagradas que comandam ou já comandaram franquias ou blockbusters e não podem mais ser consideradas "apostas".

Jordan Peele


Não dá para começar essa lista sem falar dele: o talentoso e carismático Jordan Peele, que fez sua estreia na direção com Corra! (2017) e uniu terror, crítica social e humor de uma maneira pouco vista ultimamente no gênero. Pelo filme, Peele levou o Oscar de Melhor Roteiro Original e ainda foi indicado a Melhor Diretor. 

Este ano, o cineasta, que começou sua carreira fazendo comédia na TV, lançou Nós, outro sucesso de bilheteria e crítica. Ele também apresenta e produz a nova versão da série Além da Imaginação, que mistura histórias de terror, ficção-científica e fantasia. Já estamos ansiosos para saber qual será o seu próximo projeto no cinema!

Robert Eggers


A Bruxa (2016) dividiu o público na época do seu lançamento. Enquanto alguns se mostraram extremamente decepcionados com a história, outros aclamaram o filme como o melhor terror dos últimos anos. O fato é que foi uma estreia e tanto para Robert Eggers, que agora está de volta com The Lighthouse (2019), longa protagonizado por Robert Pattinson (o Edward da saga Crepúsculo) e Willem Dafoe (o Duende Verde do primeiro Homem-Aranha). 

"A Bruxa não foi um golpe de sorte, mas, sim, o cartão de visitas de um diretor destinado a realizar grandes feitos no cinema contemporâneo", escreveu o crítico Diego Batlle, que assistiu a The Lighthouse no Festival de Cannes e não poupou elogios.

Rodrigo Aragão


O cinema nacional de terror vive um excelente momento e, nesse cenário, Rodrigo Aragão surge como o herdeiro natural de José Mojica Marins, o eterno Zé do Caixão. Filmando de maneira independente em Guarapari, no interior do Espírito Santo, Aragão iniciou sua carreira com o divertidíssimo Mangue Negro (2008) e depois lançou mais quatro longas. Ele agora está trabalhando na versão final de O Cemitério das Almas Perdidas, descrito pelo próprio cineasta como "um terror histórico -  ou seja, nós teremos jesuítas, bandeirantes, caravelas, vampiros, tudo junto".

O Sessão do Medo bateu um papo com Aragão há pouco tempo sobre seu último filme, A Mata Negra (2018), e sobre o cinema brasileiro de terror. Clique aqui para ler.

Jennifer Kent


A australiana Jennifer Kent é a responsável pelo filme que trouxe um dos melhores (senão o melhor) monstro dos últimos anos: O Babadook (2014). Com a história de uma mãe infeliz (Essie Davis) que lê um livro amaldiçoado para o filho pequeno (Noah Wiseman) e atrai uma criatura maligna, a diretora colocou o pé na porta de um gênero ainda dominado por profissionais masculinos. Repleto de alegorias (o Babadook, afinal, representa algo a mais do que um simples monstro), o longa é inspirado em um curta-metragem da própria diretora: Monster (2003), que inaugurou a nossa coluna especial Minuto do Medo e pode ser assistido clicando aqui

O novo filme de Kent é The Nightingale (2019), história de vingança exibida ano passado no Festival de Veneza e com estreia marcada para agosto nos Estados Unidos. A expectativa está alta!

Fede Alvarez 


Do Uruguai, vem Fede Alvarez, o diretor que, logo na estreia, teve uma missão dificílima: refilmar o clássico Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio (1981). E não é que ele tirou de letra? Adaptado no Brasil somente como A Morte do Demônio (2013), o longa é um dos raros casos em que um remake dá certo. Três anos depois, o cineasta voltou com O Homem nas Trevas (2016), outra produção que surpreendeu positivamente. 

Por mais que seu último filme, Millennium: A Garota na Teia de Aranha (2018), tenha tido uma recepção negativa da crítica e um lançamento discreto, Alvarez merece ser acompanhado de perto, até mesmo porque há boatos sobre uma continuação de O Homem nas Trevas.

Marco Dutra e Juliana Rojas


A dupla Marco Dutra e Juliana Rojas confere uma pegada bastante social aos seus filmes de terror. Sucesso pelos festivais em que passou, As Boas Maneiras (2018) é, ao mesmo tempo, uma história de lobisomem e diferenças de classe. Trabalhar Cansa (2011) explora o horror por trás do mundo do trabalho e também do desemprego. 

Apesar de estarem listados aqui como dupla, Dutra e Rojas também dirigiram bons filmes separadamente. Quando Eu Era Vivo (2014) e O Silêncio do Céu (2016), no caso do primeiro; e Sinfonia da Necrópole (2014), este último um musical com zumbis dirigido por Rojas. 

Em entrevista no ano passado, Dutra disse, sem dar mais detalhes, que pretende repetir a parceria com a diretora em um longa de casa mal-assombrada. Enquanto isso, ele trabalha ao lado de Caetano Gotardo (O Que se Move) em Todos os Mortos, filme ambientado no Brasil do final do século 19. Já Rojas dirigiu recentemente dois episódios da série Terrores Urbanos, produção da Rede Record com a Sentimental Filmes.

Ari Aster


Quem assistiu a Hereditário (2018) sabe o que o diretor Ari Aster é capaz de aprontar. Além da trama tensa e daquela cena aterrorizante do acidente de carro, o longa ainda traz uma atuação inspirada de Toni Collete como a matriarca que tem sua sanidade posta à prova após uma sequência de eventos trágicos em sua família. Houve até mesmo quem questionasse a sua ausência entre as atrizes indicadas ao Oscar 2019. 

Felizmente, logo poderemos ver mais um trabalho de Aster no cinema. Midsommar - O Mal Não Espera a Noite (2019) estreia no Brasil em 19 de setembro. No misterioso trailer, um casal vai para um festival na Suécia e acaba envolvido em um perturbador ritual pagão. Tomara que Aster não nos decepcione!

Gabriela Amaral Almeida


Com dois longas no currículo, a diretora Gabriela Amaral Almeida desponta como um nome do cinema nacional de terror a ser acompanhado de perto. A Sombra do Pai (2019) veio para mostrar que o que vimos em O Animal Cordial (2017) não foi sorte de principiante: não importa se estamos diante de um conto familiar sombrio ou de um assalto que toma rumos inesperados, a diretora e roteirista sabe contar uma boa história e surpreender o espectador.

Uma curiosidade é que Amaral trabalhou como roteirista ao lado de Marco Dutra, também lembrado nessa lista, no filme Quando Eu Era Vivo (2014).

Babak Anvari


Babak Anvari estreou na direção de um longa-metragem com Sob a Sombra (2016), história ambientada durante a guerra entre Irã e Iraque na qual mãe e filha precisam enfrentar uma presença maligna no apartamento em que vivem. Trata-se de um terror psicológico que ainda mostra como é difícil ser mulher em países regidos por leis islâmicas. 

Por esse filme, Anvari - que é iraniano de nascença, mas possui cidadania britânica - foi indicado ao BAFTA (considerado o Oscar do cinema inglês) na categoria de Melhor Estreia de um Diretor, Roteirista ou Produtor Britânico. Ele lança Wounds, com Armie Hammer (Me Chame Pelo Seu Nome) e Dakota Johnson (Suspiria - A Dança do Medo), neste ano. A recepção dos críticos que já viram o filme não foi muito boa, mas vale a pena dar um voto de confiança e um lugar nessa lista para Anvari.

Severin Fiala e Veronika Franz


Fechando a nossa lista, vamos de mais uma dupla que, para fins de contagem, vale como um, já que sempre trabalham juntos. Depois do sucesso de Boa Noite, Mamãe (2014), os austríacos Severin Fiala e Veronik Franz lançam dois longas neste ano: The Field Guide to Evil e The Lodge.

O primeiro é uma antologia de terror composta por sete histórias diferentes - uma delas dirigida pela dupla. Já The Lodge foi elogiado no Festival de Sundance e, segundo o Bloody Disgusting, promete ser o Hereditário (2018) de 2019. Só essa afirmação já garante o lugar dos dois nessa lista de cineastas para ficar de olho!